quinta-feira, 2 de julho de 2015

Grupo de Trabalho traça diagnóstico das redes públicas de ensino de Curitiba

Grupo de Trabalho traça diagnóstico das redes públicas de ensino de Curitiba.Foto: Divulgação
O Grupo de Trabalho de Curitiba, que reúne técnicos da Secretaria Estadual e Secretaria Municipal da Educação, concluiu o relatório anual de atividades de 2014. O documento apresenta um diagnóstico sobre as redes públicas de Curitiba (municipal e estadual) e também apresenta propostas de curto, médio e longo prazo para melhorias na área da Educação.

No dia 30 de junho, o Grupo de Trabalho entregou o relatório para a secretária municipal da Educação de Curitiba, Roberlayne Borges Roballo, e para a superintendente da Educação da Secretaria de Estado da Educação, Fabiana Campos. Instituído pela resolução conjunta 06/2014-SME/SEED, o Grupo de Trabalho atua há um ano com o objetivo principal de promover o planejamento integrado da Educação entre município e estado. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) também participa.

TRANSIÇÃO - Além das questões de infraestrutura e de número de vagas nas redes públicas, um dos principais objetivos do grupo é a transição do estudante da fase I do ensino fundamental (quando estuda nas escolas municipais até o 5º ano), para a fase II, quando passa para as escolas estaduais, no 6º ano.

A mudança exige do estudante uma nova organização nas suas rotinas de estudos. No 6º ano do ensino fundamental, o aluno muda do professor generalista dos anos iniciais para os professores especialistas das diferentes disciplinas curriculares.

ACOMPANHAMENTO - Todos os anos, cerca de 16 mil estudantes migram das escolas municipais para as escolas estaduais em Curitiba. Essa mudança de uma rede pública para outra recebeu um acompanhamento pedagógico dos estudantes do 5º para o 6º ano do ensino fundamental articulado pelo Grupo de Curitiba.

No ano passado, os estudantes do 5º ano visitaram as escolas estaduais para conhecerem o novo ambiente. Muitas escolas promoveram diversas atividades para recepcionar esses estudantes com palestras, ações recreativas e pedagógicas, além de apresentações artísticas e culturais.

Diretores e pedagogos de escolas estaduais e municipais de Curitiba participam de reuniões para definir ações de acompanhamento pedagógico e oferecer uma melhor adaptação dos estudantes para dar continuidade nos seus estudos. Inclusive, as informações do registro do histórico de ensino de cada aluno foram repassadas entre as instituições para que os professores das escolas estaduais passassem a conhecer o perfil dos estudantes.

TRABALHO CONTÍNUO - As ações do Grupo de Trabalho são contínuas e o relatório final de atividades apresenta propostas aos gestores públicos para serem implantadas nas redes. Segundo o coordenador do Grupo de Trabalho de Curitiba, Maurício Pastor dos Santos, o diagnóstico aponta que existem vagas suficientes para os estudantes de Curitiba, tanto na rede municipal quanto na estadual de ensino.

No entanto, obras que causam grande movimentação de famílias, como projetos habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, trazem um aumento de demanda muito rápido por novas vagas, ou seja, construção de novas escolas. Com o levantamento, é possível identificar as escolas onde há déficit de vagas e onde existem salas ociosas em outros estabelecimentos de ensino.

“É uma questão de diagnosticar, fazer a previsão de deslocamento de famílias antes que os empreendimentos habitacionais aconteçam para que o estudante possa ser atendido perto de casa”, afirmou Maurício Pastor.

NA PRÁTICA - Uma das ações já em andamento, com base nos estudos desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho de Curitiba, acontece em duas escolas do Tatuquara, na região Sul de Curitiba. No Colégio Estadual Guilherme Maranhão existe uma grande demanda local por vagas para estudantes do 6º ao 9º ano e para o ensino médio.

Ao lado do colégio está a Escola Municipal Dona Pompília, que atende plenamente os estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental e onde havia salas ociosas. O Grupo de Trabalho identificou a situação e uma parte dos estudantes do Guilherme Maranhão, que precisariam ser transportados para outra escola estadual mais próxima, no bairro Capão Raso, agora assistem aulas em salas disponibilizadas na Escola Municipal Dona Pompília.

“Desta forma, os espaços são melhor aproveitados, os estudantes não precisam ser transportados para outro bairro. Assim, os recursos públicos são otimizados, aproveitando a estrutura já implantada e atendendo plenamente a demanda de estudantes localmente”, explicou Maurício Pastor.

As escolas Guilherme Maranhão e Dona Pompília funcionam uma ao lado da outra, a separação é apenas de um muro. Foi construído o acesso de uma escola para outra, com toda a segurança para os estudantes. Isso gerou um melhor atendimento pedagógico e manteve os estudantes perto do local onde moram.

Tanto o planejamento integral referente ao pleno atendimento do estudante de Curitiba na fase de transição como as condições de infraestrutura das duas redes são tratados no relatório anual de atividades do Grupo de Curitiba. As propostas do documento serão analisadas pelos gestores para serem implantadas durante o segundo semestre deste ano.

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