terça-feira, 7 de julho de 2015

Eduardo Amorim questiona serviços de telefonia e internet no País Da Redação e Da Rádio Senado

O senador Eduardo Amorim (PSC-SE) reclamou que o serviço de telefonia móvel e de internet banda larga no Brasil é um dos piores e mais caros do mundo, citando dados da Agência Nacional de Telecomunicações e da União Internacional de Telecomunicações que comprovam isso.
Sobre a qualidade dos serviços, ele contou que a velocidade da internet móvel no Brasil é de 1,8 megabites por segundo, bem inferior à de nações vizinhas, como Paraguai, Uruguai e Venezuela.  Além disso, o Brasil ocupa a posição de número 119 no ranking dos serviços de telefonia mais acessíveis do mundo, à frente apenas dos países mais pobres do mundo, como Haiti e Etiópia, informou o senador.
Quanto ao preço, Eduardo Amorim disse que o brasileiro paga US$ 48,32 pelo pacote de 51 minutos de chamadas por celular pré-pago, enquanto nos outros países do Brics o mesmo pacote custa bem menos, chegando a apenas US$ 2,91 na Índia.
Segundo Eduardo Amorim, as empresas alegam que o serviço é caro por causa dos impostos no Brasil, que também são altos. Ele explicou, no entanto, que, retirando-se os impostos, o preço do pacote padrão  ainda seria de 33 dólares, bem superior ao cobrado em vários países.
— Pagamos muito, mas muito, por um serviço ruim. A insatisfação dos consumidores é evidente. O acesso ao sistema de comunicação de qualidade é mais do que um serviço pelo qual se paga caro. É um direito dos brasileiros, conforme a lei brasileira de telecomunicações. E gostaria de conclamar o Ministério das Comunicações e a Anatel para juntarem-se a nós no Congresso Nacional para fazer cumprir o que a lei determina.
Segundo Eduardo Amorim, as empresas têm recursos para investir na qualidade da telefonia móvel e da internet banda larga, já que nos últimos 10 anos faturaram quase R$ 1 trilhão. No entanto, nada fazem para prestar serviço melhor ao brasileiro, o que faz crescer a insatisfação com a telefonia móvel. No ano passado, por exemplo, o setor recebeu em 2014 mais de com mais de 225 mil queixas, atrás apenas da telefonia fixa, ressaltou o senador.
Agência Senado

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