sexta-feira, 30 de agosto de 2013

CDH debate mudanças no sistema prisional

 
Da Redação
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado debaterá na segunda-feira (2), às 9h, a situação do sistema prisional brasileiro. Entre os temas que devem ser discutidos está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 308/2004, que cria as polícias penitenciárias federal e estaduais. A matéria, defendida pelos sindicados de servidores penitenciários, é criticada por entidades como a Pastoral Carcerária, ligada à Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A PEC aguarda votação no Plenário da Câmara dos Deputados antes de seguir para o Senado. Para a Pastoral, embora seja importante a regulamentação nacional do salário, da carga horária e de outras condições de trabalho – reivindicações dos servidores do sistema prisional brasileiro -, essa reforma pode e deve ser feita sem que mais um órgão policial seja criado.
No entendimento da Pastoral, expresso em carta enviada aos parlamentares, o dever de custodiar é incompatível com o de investigar e a instituição de uma polícia penitenciária dificultaria ainda mais a transparência e o controle externo em um sistema prisional que já sofre de “problemas endêmicos de corrupção, violência e violação de direitos”.
A audiência requerida pelo senador Paulo Paim (PT-RS) reunirá debatedores da Federação Nacional Sindical dos Servidores Penitenciários; da Polícia Militar; do Ministério da Justiça; da Secretaria de Direitos Humanos e da Pastoral Carcerária.
Agência Senado

Skaf: “este será mais um ano em que o Brasil crescerá menos que a média mundial”


Nesta sexta, 30/08, o IBGE divulgou o resultado do PIB do segundo trimestre de 2013: crescimento de 1,5% frente ao trimestre anterior. As estatísticas mensais tanto do IBGE quanto da própria FIESP antecipavam um trimestre forte, mas o valor divulgado foi acima das expectativas. O PIB da indústria geral cresceu 2% e o da transformação subiu 1,7%.
Além do crescimento do PIB do trimestre, o IBGE revisou para cima os dados dos três últimos trimestres, o que trará um efeito estatístico positivo para os números de fechamento do ano.
Apesar do crescimento do PIB no segundo trimestre, os indicadores já conhecidos mostram enfraquecimento da atividade econômica no terceiro trimestre. “Por exemplo, o INA de julho divulgado pela FIESP (29/8) teve retração de 1,6%. Além disso, no segundo semestre teremos o efeito negativo dos aumentos das taxas de juros que vêm sendo praticado pelo Bacen desde abril de 2013”, afirmou Paulo Skaf, presidente do Centro e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
Para Skaf, o resultado do segundo semestre também ficará bem aquém do observado na primeira metade deste ano. Para o ano, a previsão da FIESP e do Ciesp é de PIB geral crescendo ao redor de 2,5% e a indústria 2%. “Ou seja, este será mais um ano em que o Brasil crescerá menos que a média mundial (3,1%) e muito menos que os países emergentes (5%). Se desejamos resultados diferentes, temos que fazer de forma diferente. O Brasil precisa de fato mudar sua política econômica para alcançar crescimento econômico que o país deseja e merece”, afirmou o presidente da FIESP e do CIESP.

CAE vota incentivo à pesquisa de doenças raras

 
Da Redação
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) votará na terça-feira (3) o PLS 231/2012, do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que amplia os recursos destinados à pesquisa de doenças raras. A iniciativa nasceu da preocupação com o desinteresse dos laboratórios farmacêuticos em gastar com pesquisas na área. Por isso, inicialmente, o projeto propunha a criação do Fundo Nacional de Pesquisas para Doenças Raras e Negligenciadas (FNPDRN). Porém, ao passar pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), a proposição foi alterada.

NA CCT, o relator Sérgio Souza (PMDB-PR) reconheceu que o desinteresse comercial dos laboratórios “é uma falha de mercado das mais cruéis” e concluiu que o financiamento de pesquisas não deve ser garantido pela criação de um novo fundo, mas pela alteração da legislação em vigor. Ele sugeriu, para garantir a coerência do ordenamento jurídico que regula os investimentos em ciência e tecnologia, alterar a Lei 10.332/01, de modo a prever a destinação de 30% dos recursos do Programa de Fomento à Pesquisa em Saúde para atividades voltadas ao desenvolvimento de medicamentos, imunobiológicos, produtos para a saúde e outras modalidades terapêuticas destinadas ao tratamento de doenças raras ou negligenciadas.
A relatora da matéria na CAE, senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), concordou com as mudanças da CCT sem propor novas alterações. A decisão da CAE será terminativa, ou seja, sem necessidade de votação em Plenário, a não ser que haja recurso.
Multas
Na mesma sessão, a CAE analisa, em decisão terminativa, o projeto que muda os limites para multas decorrentes do descumprimento de obrigações tributárias acessórias aplicadas às empresas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas e financeiras. De autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), o projeto de lei (PLS 215/2010) recebeu relatório favorável da senadora Lúcia Vânia.
Jucá propõe três alterações na lei dos impostos e contribuições federais (8.212/1991). A primeira estabelece um limite – R$ 150 mil – para a multa às empresas que não atenderem à forma como devem ser apresentados os registros e respectivos arquivos do sistema eletrônico. Pela redação atual, essa multa, de 0,5%, é aplicável sobre o valor da receita bruta da pessoa jurídica no período, sem limite de valor.
A segunda alteração limita a R$ 250 mil a multa aplicável aos que omitirem ou prestarem incorretamente as informações solicitadas. Conforme a legislação atual, essa multa é de 5% do valor da operação correspondente à omissão ou à prestação incorreta de informações. O limite atual é de 1% da receita bruta da pessoa jurídica no período, sem especificar um valor.
A terceira alteração limita a R$ 150 mil a multa aos que não cumprirem o prazo de apresentação de arquivos e sistemas. A lei 8.218/1991 fixa essa multa em 0,02% por dia de atraso, calculada sobre a receita bruta da pessoa jurídica no período, até o máximo de 1% desse valor. Além de estabelecer o teto de R$ 150 mil, o projeto de Jucá reduz o limite atual para 0,5%.
Política fiscal
Também na terça-feira (3) a CAE debaterá a política fiscal do governo com Arno Augustin, secretário do Tesouro Nacional. A discussão incluirá considerações sobre a situação do superávit primário e da dívida consolidada da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, das operações financeiras externas de interesse do poder público e do endividamento das unidades federadas.
Agência Senado

Relatório da MP 615 será votado na terça-feira

 
Da Redação
Deve ser votado na terça-feira (3) em comissão mista o relatório da Medida Provisória 615/2013, que autoriza subvenção econômica a produtores de cana, entre outros assuntos. Na semana passada, o relator da proposta, senador Gim (PTB-DF), incluiu na MP o porte de armas por agentes penitenciários fora de serviço e a transmissão hereditária da licença para exploração de serviço de táxi.
Originalmente, a MP 615/2013 autoriza o pagamento de subvenção econômica aos produtores da safra 2011/2012 de cana-de-açúcar e de etanol da região Nordeste afetados pela seca que atingiu a região. O projeto autoriza também financiamento para renovação e implantação de canaviais com equalização da taxa de juros.
Por emenda, Gim estendeu os benefícios aos produtores do Paraná, que sofreram prejuízos com geadas no estado. A subvenção será de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar – respeitado o limite de 10 mil toneladas.
Outra mudança no texto prorroga os prazos de pagamento de empréstimos dos produtores de cana-de-açúcar do Nordeste que permaneceram adimplentes apesar da seca. Para eles, as taxas de juros também cairiam de 8,75% para o índice praticado hoje de 3% ao ano.
Pagamento eletrônico
O texto original da MP também regulamenta o mercado de pagamento eletrônico. Passam a fazer parte do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), regido pela Lei 10.214/2001, os arranjos e empresas de pagamento que prestam serviço nessa área, como cartões de pagamento, moedas eletrônicas e transações de pagamento feitas por celular. Por outro lado, as instituições que trabalharem com essas modalidades ficam proibidas de exercer atividades típicas dos bancos, como conceder empréstimos.
A MP ainda estabelece objetivos e princípios para o mercado e prevê que o Ministério das Comunicações, a Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel), o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional (CMN) poderão incentivar o uso de celulares e outras formas de comunicação na realização de pagamentos.
Outro ponto que consta da MP original é a autorização para que a União emita títulos da Dívida Pública no valor máximo dos créditos da Eletrobras contra a Itaipu Binacional em favor da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
Porte de armas
Em seu relatório, o senador Gim incluiu a autorização para que guardas prisionais, agentes penitenciários e integrantes da escolta de presos possam portar, fora de serviço, armas de fogo de propriedade particular ou fornecidas pela respectiva corporação ou instituição. A autorização é uma antiga reivindicação da categoria, com o argumento de que são vítimas de perseguição nas ruas em razão das funções que desempenham.
Taxistas
Já o direito à exploração do serviço de táxi poderá ser transferido por herança, enquanto a concessão for válida. Segundo Gim, a intenção é amparar as famílias dos taxistas, que em muitos casos ficam sem recursos financeiros com a morte do detentor da licença.
A hereditariedade já foi vetada duas vezes pela presidente Dilma Rousseff: em 2012, quando tratada na Lei 12.468/2011, e este ano, quando incluída na MP 610/2013, transformada na Lei 12.844/2013. O argumento do governo é de que o Congresso Nacional não teria competência para legislar sobre o tema, de responsabilidade dos municípios. Gim explicou que o texto a ser apresentado na comissão desta vez determinará a hereditariedade sem entrar nas competências municipais.
Providência semelhante é tomada em relação a exploração de quiosques, trailers e bancas em áreas públicas: no caso da morte do titular, o direito será transferido aos parentes mais próximos. No entanto, a emenda especifica que isso não constituirá herança.
Violência contra a Mulher
A fim de favorecer o combate à violência contra a mulher, emenda aceita por Gim autoriza a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República a contratar o Banco do Brasil para atuar na gestão de recursos, obras e serviços relacionados a projetos da rede integrada e especializada para atendimento da mulher vítima de violência. Por sua vez, o Banco do Brasil é autorizado a utilizar o regime diferenciado de contratações públicas (RDC), que simplifica o processo de licitação, para adquirir os bens ou contratar os serviços e obras necessários.
Timemania
Duas emendas tratam da Timemania, programa criado pelo governo federal para ajudar os clubes de futebol a quitarem suas dívidas por meio de uma loteria específica. Uma delas estabelece que a exclusão dos clubes inadimplentes se dará somente após não atendimento de intimação (hoje a exclusão é automática); a outra, permite o retorno dos clubes excluídos ao programa, desde que quitem até o fim de 2013 seus débitos com a Timemania.
Desoneração da folha
O texto também exclui empresas de varejo que vendem apenas na internet, por telefone ou catálogo do regime de desoneração da folha de pagamentos, que determina o pagamento de contribuição sobre o valor da receita bruta (1% no caso do varejo), em vez de baseado no número de empregados. De acordo com o relator, como essas empresas têm poucos funcionários, isso as prejudica.
Contran
A composição do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) poderá ser modificada. Passarão a integrá-lo, caso seja aprovada a emenda à medida provisória, um representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e um da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
O PLV resultante das emendas à MP 615 ainda regulariza áreas ocupadas no Distrito Federal por entidades de assistência social, de educação e por templos religiosos e estabelece que documentos digitalizados terão o mesmo valor legal que o documento original no âmbito das transações financeiras e do processo administrativo fiscal.
Após leitura e aprovação na comissão mista que a examina, a MP 615, que perde a vigência em 16 de setembro, precisa ainda ser votada nos Plenários da Câmara e do Senado. A comissão mista é presidida pelo deputado João Arruda (PMDB-PR) e tem como vice-presidente o senador Eduardo Amorim (PSC-SE). O relator-revisor é o deputado Josias Gomes (PT-BA).
A reunião da comissão mista para votação do relatório está marcada para as 14h30, no plenário 3 da ala Alexandre Costa.
Agência Senado

Plenário segue com discussão da perda automática de mandato

 
Paola Lima e Soraya Mendanha
O Plenário dará prosseguimento, na próxima semana, ao exame da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2013, que determina a perda imediata do mandato de parlamentar condenado, em sentença definitiva, por improbidade administrativa ou crime contra a administração pública. Conforme anunciou o presidente do Senado, Renan Calheiros, a intenção é realizar logo as cinco sessões de discussão exigidas, para permitir a votação da matéria em primeiro turno durante esforço concentrado na semana de 16 a 20 de setembro.
Renan anunciou o calendário de tramitação da PEC em Plenário na última quinta-feira (29), após a primeira sessão de discussão da proposta. A matéria constará da ordem do dia das sessões deliberativas de terça (3), quarta (4) e quinta (5) da próxima semana e da terça da semana seguinte (10).
A PEC 18, do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), ganhou força depois da decisão da Câmara dos Deputados de rejeitar a cassação do deputado federal Natan Donadon, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por peculato e formação de quadrilha e que se encontra preso no presídio da Papuda, do Distrito Federal.
De acordo com a PEC, a cassação do mandato passa a ser imediata, mediante comunicação do Poder Judiciário, após o chamado “trânsito em julgado”, quando não resta mais possibilidade de recursos contra a decisão. Para o relator da matéria na CCJ, Eduardo Braga (PMDB-AM), a aprovação da proposta impedirá que esse tipo de situação se repita no Poder Legislativo.
Reunião de líderes
Os demais projetos a serem votados em Plenário ao longo da semana deverão ser definidos pelos senadores em reunião de líderes prevista para a manhã de terça-feira. Na ordem do dia da sessão, prontos para votação, já estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 89/2011, que obriga autoridades cuja nomeação dependa de aprovação do Senado a voltar à Casa, anualmente, para prestação de contas, e o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 1/2008, que inclui na Relação Descritiva das Rodovias do Sistema Rodoviário Federal do Plano Nacional de Viação (PNV) o trecho da rodovia RS-630, que liga a BR-290, próximo à cidade de São Gabriel, à BR-293, junto à cidade de Dom Pedrito, no estado do Rio Grande do Sul.
Agência Senado

CCT volta a debater marco civil da internet

 
Da Redação
A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) realiza na terça-feira (3), às 8h15, audiência pública para debater o marco civil da internet. O autor do requerimento para realização da audiência pública, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), propõe um debate, entre outras questões, sobre a neutralidade de rede, a privacidade e a conservação dos dados pessoais.

O parlamentar lembra que o tema é objeto de deliberação pelo Projeto de Lei (PL) 2.126/2011, do Poder Executivo, que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil. A matéria aguarda inclusão na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados.
O parlamentar argumenta que já foram apresentadas várias proposições sobre a regulamentação da internet, entre elas o projeto que resultou a Lei no 12.737/2012, conhecida como Lei Carolina Dieckmann, que trata da tipificação de delitos informáticos. Porém, essas proposições tratam de pontos específicos da discussão, não enfocando uma abordagem geral.
O senador afirma que o PL 2.126 “condensou o debate, tornando-se a principal, e mais abrangente, iniciativa legislativa sobre a matéria atualmente em tramitação no Congresso Nacional”. Lembra que a proposta passou por consulta pública entre 2009 e 2010, sendo acompanhada com grande interesse pela sociedade, motivo pelo qual propõe a antecipação do debate pelo Senado. O projeto, entre outras coisas, disciplina as relações entre provedores de acesso, provedores de conteúdo e usuários da rede mundial de computadores.
Entre as controvérsias sobre o tema, Vital do Rêgo cita a discussão sobre a neutralidade de redes, o que, em tese, impediria a discriminação, pelos operadores, dos diferentes tipos de conteúdos, serviços e aplicações. Outro ponto é o modelo de responsabilização dos provedores sobre material impróprio disponibilizado por terceiros.
A privacidade dos usuários é outro tema polêmico, tendo recentemente se tornado o foco de um grande escândalo, no bojo da denúncia de que agências de inteligência americanas monitoram os sistemas de informação e os provedores na internet, sob o argumento de prevenir ações terroristas.
O senador apresentou uma grande lista de sugestões de pessoas para serem convidadas a falar na CCT, motivo pelo qual propôs a realização de duas audiências pública. Para a desta terça-feira está confirmada a presença de Maximiliano Martinhão, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações; Jarbas José Valente, conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); Marivaldo de Castro Pereira, secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça; Alexander Castro, diretor de Regulação do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal; Marcel Leonardi, diretor de Políticas Públicas do Google do Brasil; Antonio Gil, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação; e João Moura, presidente-executivo da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas.

Senadores cobram ampliação de investimentos da Suframa na Área de Livre Comércio de Guajará-Mirim

 
Laércio Franzon
Em audiência pública promovida nesta sexta-feira (30) pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), na cidade de Guajará-Mirim (RO), o vice-presidente do colegiado, senador Acir Gurgacz (PDT-RO) e o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), cobraram a ampliação dos investimentos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) na Área de Livre Comércio de Guajará-Mirim (ALCGM).
Localizada em Rondônia, na fronteira com a Bolívia, a área de livre comércio é administrada, juntamente com outras áreas de livre comércio da região amazônica, pela Suframa.
Durante os debates, Valdir Raupp reclamou da prioridade que a Suframa tem dado à Zona Franca de Manaus para a aplicação de seus recursos.
— A Suframa sempre concentrou seus investimentos em Manaus, e na época do governo do ex-presidente Fernando Henrique começou a distribuir seus recursos para outros estados da Amazônia Ocidental. Por algum tempo isso continuou, mas agora parou de novo. Parou de vez. Não está liberando mais recursos para áreas fora de Manaus — disse.
Expondo as razões da autarquia, o presidente da Suframa, Thomaz Afonso Queiroz Nogueira, apontou o contingenciamento de verbas pelo governo federal com o objetivo de realizar superávit primário, como sendo uma das principais dificuldades encontradas pela Suframa para aumentar os investimentos em sua área de atuação.
De acordo com Thomaz Afonso Queiroz Nogueira, de um total de R$ 480 milhões arrecadados pela Suframa, em 2012, a título de taxas de serviços administrativos, R$ 300 milhões não foram disponibilizados para a instituição, em razão de terem sido reservados para compor a reserva de contingência do governo federal, utilizada no cálculo do superávit primário.
Em aparte à exposição do superintendente da Suframa, Acir Gurgacz considerou injustificável a retenção de tão grande parcela de recursos da Suframa pelo governo federal.
— Não podemos deixar que todo esse dinheiro seja utilizado para compor superávit primário e não seja investido em nossa região amazônica — disse Acir Gurgacz, se comprometendo em fazer gestões junto ao Ministério do Planejamento visando modificar a situação.
Cícero Noronha, da Federação da Associação Comercial de Rondônia, observou que a responsabilidade administrativa com relação a investimentos estruturantes da Área de Livre Comércio de Guajará-Mirim é da Suframa e não da Prefeitura da cidade.
Ele pediu ainda o apoio da bancada de senadores de Rondônia para que proponham uma alteração na composição do Conselho de Administração da Suframa, de modo a que um representante das áreas de livre comércio administradas pela Suframa passem a ter direito a um assento no conselho.
Agência Senado

Veja calendários do Vestibular 2014 das universidades estaduais


Fuvest e Unicamp já deram início às inscrições; prazo da Unesp começa em 16 de setembro
A Fuvest e a Unicamp já estão recebendo inscrições para o Vestibular 2014. O prazo da Fuvest vai até 9 de setembro. As inscrições do Vestibular Unicamp vão até 3 de setembro. Na Unesp, o prazo vai de 16 de setembro a 11 de outubro.

Veja os calendários das universidades estaduais e fique atento às datas de inscrição e das provas que selecionarão alunos da USP, da Unicamp e da Unesp.

Fuvest 2014:

- Inscrição - de 23 de agosto a 9 de setembro de 2013
- Exame da primeira fase - 24 de novembro de 2013
- Exames da segunda fase - de 5 a 7 de janeiro de 2014
- Primeira chamada - 1º de fevereiro de 2014

Unicamp 2014:

Inscrições - de 19 de agosto a 13 de setembro de 2013- Exame da primeira fase - 10 de novembro de 2013
- Exames da segunda fase - de 12 a 14 de janeiro de 2014
- Provas de habilidades específicas - de 20 a 23 de janeiro de 2014
- Divulgação da chamada para matrícula virtual - 3 de fevereiro de 2014
- Matrícula virtual - dias 4 e 5 de fevereiro de 2014
- Divulgação da 1ª chamada para matrícula presencial - 7 de fevereiro de 2014
- Matrícula da 1ª chamada - 12 de fevereiro de 2014

Vunesp 2014:

- Inscrição - de 16 de setembro a 11 de outubro de 2013
- Exame da primeira fase - 17 de novembro de 2013
- Exames da segunda fase - 15 e 16 de dezembro de 2013
- Primeira chamada - 27 de janeiro de 2014

Unesp tem 105 cursos com estrela no Guia do Estudante


Quarenta cursos receberam 5 estrelas; 53 obtiveram 4 e 12 foram contemplados com 3 estrelas
Cento e cinco cursos da Unesp (Universidade Estadual Paulista) aparecem com 5, 4 e 3 estrelas no Guia do Estudante da Editora Abril, que passa a circular nas bancas em meados de outubro. O guia é uma referência para os estudantes em idade de vestibular.

A 22ª edição do guia traz 40 cursos da Unesp com 5 estrelas; 53 obtiveram 4 estrelas e 12 foram contemplados com 3 estrelas. O destaque da instituição na avaliação tem sido crescente. Em 2005, foram 64 cursos estrelados; em 2006, 69; em 2007, 77; em 2008, 83; em 2009, 92; em 2010, 100; em 2011, 102 e, em 2012 e 2013, 105.

As inscrições para o vestibular da Unesp começam no dia 16 de setembro. A Fuvest e a Unicamp já estão com as inscrições abertas

Linha 15-Prata do Metrô ligará Ipiranga à Cidade Tiradantes


Governador Geraldo Alckmin visitou obras do monotrilho na futura estação Oratório
O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta sexta-feira, 30, a expansão de 2,2 km da Linha 15-Prata do Metrô. A linha sairá do Ipiranga, permitindo a integração com a Linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), chegando à Cidade Tiradentes. "Isto atende melhor ao usuário, distribui a demanda para não ter uma superlotação aqui em Vila Prudente", disse Alckmin durante visita às obras da estação Oratório. O prolongamento permitirá que o fluxo de passageiros seja redistribuído.

O primeiro trecho da Linha 15-Prata do Metrô, com extensão de 2,9 km, é composto pelas estações Vila Prudente e Oratório, além do Pátio Oratório, para estacionamento e manobra de trens. Haverá integração com a Linha 2-Verde na estação Vila Prudente.

A previsão é que em setembro cheguem os primeiros trens, que em outubro comecem os testes e em janeiro as estações de Oratório e Vila Prudente sejam entregues, com atendimento a cerca de 13,3 mil usuários por dia. "Nós teremos aqui na Linha-15 o primeiro monotrilho de São Paulo e do país. Cada trem tem sete carros. Aqui haverá 54 trens, 378 carros. Cada trem transporta mil passageiros", explicou o governador.

Alckmin também ressaltou a importância do monotrilho para o meio ambiente. "O monotrilho é elétrico e não poluente. É silencioso e caminha sobre a avenida, não prejudicando o trânsito", disse.

O governador também apresentou o veículo que vai permitir que os técnicos da obra instalem as barras de alimentação de energia dos futuros trens, sem que a Avenida Anhaia Mello seja fechada para o trânsito.

Operação do Ipem-SP autua supermercados na capital e interior


De 84 estabelecimentos fiscalizados, 53 receberam autuação por alguma irregularidade
Fiscais do Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo) autuaram 53 supermercados durante a Operação Ponto de Venda, realizada quinta-feira, 29, na capital e nas cidades de Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto e São José dos Campos.

A operação fiscalizou 84 estabelecimentos. Os fiscais encontraram 138 dos 700 itens fiscalizados - pesados e embalados pelo próprio estabelecimento - com diferenças entre o peso do produto e o peso indicado na embalagem. Foram examinados suínos, aves, pescados, carnes, frutas secas e in natura, cereais, pães, bolos e derivados de queijo em supermercados de portes médio, grande e hiper.

Segundo o superintendente do Ipem-SP, Alexandre Modonezi, o consumidor pode utilizar uma balança do próprio estabelecimento para pesar o produto ou entrar em contato com a Ouvidoria do órgão se tiver dúvida na hora de comprar. A multa para os estabelecimentos que vendem produtos irregulares é de R$ 640 a R$ 30 mil, dobrando na reincidência. No site do Ipem você encontra a tabela de irregularidades encontradas nos estabelecimentos fiscalizados.

Fundação Pró-Sangue convoca doadores


Estoques estão em nível crítico para todos os tipos de sangue
Com estoques em nível crítico, a Fundação Pró-Sangue precisa urgentemente de doadores. Todos os tipos sanguíneis estão com reservas praticamente zeradas. Segundo a Fundação, o número de bolsas é suficiente para apenas um dia.



A instituição é responsável pelo abastecimento de mais de 100 instituições de saúde da rede pública da Região Metropolitana de São Paulo. Para reverter a situação o mais rápido possível, os doadores estão sendo convocados por telefone, e-mail e SMS.

Para doar sangue basta estar em boas condições de saúde, estar alimentado (evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação e bebidas alcoólicas 12 horas antes), ter entre 16 e 67 anos (para menores, consultar site da Pró-Sangue), pesar no mínimo 50 kg e trazer documento de identidade original com foto.

Para mais informações sobre postos e horários de funcionamento, acesse o site da Pró-Sangue ou ligue para o Alô Pró-Sangue: 0800-55-0300. De segunda à sexta-feira a espera nas filas é menor. Para garantir um atendimento eficiente e rápido, a Fundação oferece aos doadores a opção de doar sangue com hora marcada.

Entenda a futura Linha 15-Prata do Metrô


Extensão total da linha será de 26,6 km; investimento do Governo é de R$ 5,5 bilhões
A Linha 15-Prata do Metrô seguirá de Oratório a São Mateus, com mais oito estações: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstoi, Vila União, Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus. As obras estão a todo vapor, com 1.380 operários trabalhando nas fundações, pilares e capitéis da estrutura do monotrilho. Além disto, já foram lançadas 365 vigas, restando ainda 314 até São Mateus.

O último trecho da linha vai ligar São Mateus à Cidade Tiradentes, com sete estações: Iguatemi, Jequiriçá, Jacu-Pêssego, Érico Semer, Marcio Beck, Cidade Tiradentes e Hospital Cidade Tiradentes.

A Linha 15-Prata completa vai de Ipiranga até o Hospital Cidade Tiradentes e terá 26,6 km de extensão, 18 estações e dois pátios de estacionamento de trens. O investimento é de R$ 5,5 bilhões. A capacidade será de 48 mil usuários por hora e sentido, com intervalo entre trens de 90 segundos.

Jovens do Instituto Reação assistem ao Mundial e alimentam sonhos no judô



Cerca de 100 crianças integrantes do Instituto Reação acompanharam na última quarta-feira (28.08) a conquista inédita de Rafaela Silva no Campeonato Mundial de Judô do Rio de Janeiro. Vindas diretamente dos núcleos da Cidade de Deus e da Rocinha, os jovens gritaram, incentivaram e comemoraram cada golpe da colega, que se tornou a primeira brasileira a ganhar a medalha de ouro na competição. Para as crianças, um estímulo é uma maneira a mais de alimentar os sonhos no esporte. Rafaela treina no Instituto Reação, idealizado por Flávio Canto e que atualmente conta com recursos captados por meio da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE).

Vindas em dois ônibus lotados, as crianças não escondiam a ansiedade com a oportunidade de participarem de um dos principais torneios esportivos do mundo. Para Juliana Gonçalves de Oliveira, que treina há dez anos no Instituto Reação, a experiência de estar na competição é muito importante. “A expectativa é muito grande para ver a minha amiga Rafaela competir. Estou muito feliz”, disse. Ana Clara Lisboa elogiou a iniciativa de levar os alunos ao Mundial. “É bom porque a gente acaba aprendendo mais, a gente vê os atletas de alto nível competindo. Para nós, atletas jovens, é muito bom”, comentou. Para o aluno Pablo Barros Rodrigues, que participa há cerca de três anos do projeto, o futuro dele pode estar dentro do tatame. “É um ótimo projeto. A Rafaela entrou no Instituto como nós e está lutando o Mundial. Amanhã eu posso estar ali também”, apostou.

CBJ apresenta maquete de Centro de Excelência do Judô





A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) apresentou nesta sexta-feira (30.08), no Maracanãzinho, durante o Mundial de Judô do Rio de Janeiro, a maquete do Centro de Excelência e Treinamento Pan-Americano de Judô (CPJ). O complexo, que será construído no município de Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador, é fruto de uma parceria entre Ministério do Esporte, governo da Bahia e CBJ. A ordem de serviço para início das obras do CPJ foi assinada na quarta-feira (28) pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e pelo governador da Bahia, Jaques Wagner.

O diretor de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Avellar, participou do evento e ressaltou que a construção do Centro de Judô faz parte dos investimentos destinados à preparação dos atletas brasileiros para o Jogos Olímpicos Rio 2016. “O governo federal está satisfeito e fazendo sua parte para que a CBJ e os atletas tenham a melhor preparação possível”, disse.

O presidente da CBJ, Paulo Wanderley Teixeira, agradeceu aos parceiros e financiadores do Centro Pan-Americano, que, para ele, será referência para atletas de vários países. “O objetivo é ter um Centro de Excelência para as Américas, que vai abrir suas instalações para os atletas brasileiros e para nossos convidados internacionais”, comentou.

Com 20 mil metros quadrados, a instalação será a mais moderna das Américas. O projeto inclui um ginásio climatizado, com oito áreas oficiais, núcleo de preparação e recuperação física de atletas, centro de treinamento e capacitação profissional, alojamento para 90 atletas e dirigentes, auditório para 300 pessoas, restaurante, museu do judô, salão de jogos, piscina, quadra poliesportiva, pista de avaliação física e estacionamento. A expectativa é que fique pronto no primeiro semestre de 2014.



O Ministério do Esporte está aportando R$ 19,8 milhões para as obras, e a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia entra com R$ 15,5 milhões (valor que inclui o terreno). Além disso, por meio de convênio com a CBJ, o Ministério do Esporte vai custear a equipagem das instalações, com valor estimado em R$ 10 milhões.


Confira matéria publicada no jornal Valor Econômico nesta sexta-feira (30.08).



http://www.valor.com.br/cultura/3252480/copa-do-mundo-padrao-brasil#ixzz2dU2XZIpJ

“Copa do Mundo padrão Brasil”

Por Robinson Borges e Rosângela Bittar

A luz do sol de inverno de Brasília ilumina a placa sobre uma discreta parede em tons pastel. Letras cursivas contornam a primeira palavra: Lake`s. Em seguida, alinhadas fontes maiúsculas formam o complemento: Restaurante. Tão prosaica nas fachadas brasileiras, essa união bilíngue normalmente sinalizaria apenas que estamos na frente de um dos principais endereços gastronômicos da capital, mas nesta tarde remetem também a uma inescapável ironia. É o lugar escolhido pelo comunista Aldo Rebelo, um notório nacionalista, para este "À Mesa com o Valor".

Crítico agudo do "dialeto de Miami", esse sertanejo de Alagoas se tornou conhecido por seus controversos projetos em defesa da soberania cultural. Só para lembrar, ele já sugeriu a criação de um Dia Nacional do Saci-Pererê, para substituir a importação cultural do Halloween, e propôs uma lei que limitava o uso de estrangeirismos no Brasil. Nesta tarde, no entanto, o ministro do Esporte decidiu suspender as alfândegas e entregar-se aos prazeres da carne - no Lake`s.

O nome do restaurante pode ser fruto de uma "imposição da cultura dominante sobre a cultura dominada", mas também teve como inspiração algo bem brasileiro, uma belíssima vista do Lago Sul de Brasília, onde uma primeira unidade da churrascaria da família surgiu três décadas atrás. Hoje, na Asa Sul, a casa é um daqueles lugares naturalmente acolhedores, com mobiliário contemporâneo e cozinha internacional que não despreza as delicadezas do sabor local. Seu padrão é Fifa.

Os raios solares que se expressam timidamente pela janela do hall - desculpe, ministro, antessala é melhor - deixam o ambiente mais agradável. Aldo já está descontraidamente acomodado em um poltrona de couro quando os repórteres entram. Ele experimenta uma cachaça Mercedes, produto 100% brasileiro, e faz sua primeira defesa da identidade nacional. "Não sou contra estrangeirismos", diz, ao saborear pequenas porções de amendoim. "O idioma se enriquece com o aporte de novas expressões. O que você não pode conceber é a substituição do seu idioma por um estrangeiro, achando que isso tem algum sentido de modernidade e de sofisticação."

No ginásio, em sua Viçosa natal, o jovem José Aldo Rebelo Figueiredo foi aluno do padre Jatobá, um latinista afetuosamente ligado ao idioma. Ao frequentar suas aulas, aprendeu que o português foi um fator importante da construção da unidade do país, tema que se tornaria central em seu itinerário político e intelectual. "O Brasil não vai resolver bem a questão democrática, não vai resolver bem a questão social, se não tiver a questão nacional como eixo orientador das grandes decisões", fala com a empolgação típica dos bons oradores.

Alinhado em um terno azul-marinho combinando com uma camisa branca de listras igualmente azuis, Aldo está com o semblante tranquilo, sem muitas evidências de seus 57 anos. Depois da tumultuada Copa das Confederações, o ministro fez um retiro de alguns dias em Viçosa. No interior, mantém um sítio com plantação de mandioca, feijão e capim e alguns cavalos. É lá, próximo de Maria Cila, sua mãe, e das irmãs, que costuma pegar manga no pé e nadar no rio. Os cavalos são uma paixão especial: a cavalgada é o esporte nacional mais antigo, antecede o futebol, costuma dizer. Seu primeiro contato ocorreu aos 3 anos, quando o vaqueiro José Figueiredo Lima, seu pai, o pôs em uma sela. Virou seu esporte. Em sua terra, garante, não é o ministro. É um local.

Na tela do celular, exibe instantâneos do ócio. Em uma das fotos está orgulhosamente acompanhado de dois garotos que moram em uma comunidade de 30 pessoas e vestem camisa do Palmeiras. "Eu fotografo palmeirenses", diz.

Quando está em Brasília, muitas das partidas de seu Palestra do coração são vistas ali mesmo, quase sempre na companhia da oposição. "Tenho amigos que são gremistas, outros que são Colorado, Fluminense", conta. "Trago os amigos para ver os jogos do Palmeiras e venho com amigos para ver os jogos deles." Esporte, afinal, é confraternização. Incluindo a língua: não se espante se ouvi-lo, no Lake`s, gritar pênalti em vez de penalidade máxima.

No comando dos dois eventos esportivos mais importantes da história do país, Aldo vê o esporte como de interesse público nacional. Mais do que um ardoroso palmeirense, revela-se um torcedor do futebol. Quando jovem, chegou a jogar como lateral-direito, tentou ser centroavante e zagueiro. Acabou no gol, mas a carreira não deslanchou. Mais tarde, usou sua paixão para escrever um livro: "Palmeiras x Corinthians 1945 - O Jogo Vermelho".

Apesar de ter sido criado na Inglaterra há um século e meio, o futebol foi incorporado e praticamente reinventado por aqui - a palavra também foi adaptada do inglês na pronúncia e na escrita. "No Brasil, tornou-se esporte nacional. Muita gente achava que não ia dar certo, o próprio Graciliano Ramos pensava isso", observa. "Em uma sociedade tão desigual como a que tínhamos no século passado, foi um esporte que abriu a janela para os jovens pobres e negros. Qual foi a primeira celebridade negra e pobre do país? Foi o Friedenreich [craque do futebol amador]. O povo abraçou o futebol como uma causa", diz, enquanto pastéis de queijo e carne são acomodados à mesa.

Mas o contagiante entusiasmo brasileiro pelo futebol parece ter ido para o escanteio durante a Copa das Confederações. No lugar da tradicional torcida-delirando-vendo-a-rede-balançar, a pátria em chuteiras foi ocupada por manifestantes que reclamavam contra o custo e o legado dos megaeventos. Algumas pistas do desconforto da opinião pública já estavam dadas, meses antes, com a repetição exaustiva do bordão "se agora já está assim, imagina na Copa".

Com a voz mansa, mas firme, Aldo enfatiza a tese de que houve uma campanha contrária à Copa no Brasil construída principalmente pela oposição e pela imprensa, "com todo o respeito". A crítica aos gastos excessivos com o torneio é indevida, diz. "Estão gastando R$ 32 bilhões com a Copa coisa nenhuma. Estão gastando o dinheiro com mobilidade urbana." Os investimentos facilitam a realização do mundial, mas seriam realizados com ou sem os megaeventos. Vasculha os números em sua memória e menciona uma pesquisa Datafolha, divulgada depois das manifestações, que mostrava o apoio de 65% dos brasileiros à Copa no país - apenas um em cada quatro declararam ser contrários. "Quem é contra a Copa do Mundo? Sou eu? Não sou eu, é uma parte da imprensa."

Jornalista e ex-aluno de direito na Universidade Federal de Alagoas (não concluiu o curso), Aldo advoga que a cobertura não é circunscrita ao governo do PT, do qual o seu PCdoB é aliado. "A expressão fracassomaníacos não é petista. Vocês lembram de quem é?"

"Fernando Henrique", respondem, ao mesmo tempo, os dois repórteres.

Quando era presidente da Comissão de Relações Exteriores no governo FHC, o deputado federal semanalmente recebia missões internacionais de investidores e ministros de Estado. Nos dias das visitas, sua primeira providência era retirar de cima da mesa todos os jornais diários. "Mandava minha secretária guardar", lembra-se. "Se algum investidor lesse as manchetes, não botaria um centavo neste país, que `estava se dissolvendo`. Por que diabos alguém botaria dinheiro aqui?"

Com amendoins à mão, o ministro confessa: viveu momentos de aflição em junho. Acompanhou de perto quase todas as partidas nos estádios, temendo que alguma delegação fosse impedida de chegar, o que poderia comprometer a credibilidade do Brasil como anfitrião. "A única coisa que começa na hora no mundo inteiro é um jogo de futebol. Às 4 horas, o juiz está em campo, o time tem que estar, se não estiver, perde por WO. Por isso, ele é punido."

A angústia, ele suspeita, pode ter sido compartilhada pela Fifa, que temeu os efeitos dos protestos, especialmente por causa dos grandes contratos que possui com marcas internacionalizadas. E o pior: se algo desse errado, não havia um plano B para o evento.

O telefone celular toca. É seu braço direito, o secretário-executivo Luis Fernandes. "Preciso atender." Ao fim da ligação, uma constatação: os pastéis e os amendoins acabaram. Hora de irmos para uma mesa maior no salão principal. Não há lugares vazios. Como em boa parte dos bons restaurantes de Brasília, os espaços são quase todos ocupados por homens engravatados e do jet set político. "Garantimos a privacidade", avisa Zeli da Costa, responsável pelo Lake`s e pai da proprietária, Gisela da Costa.

Aldo acena para alguns, cumprimenta outros e senta-se à mesa redonda reservada em um canto no salão. A poucos metros está seu colega Garibaldi Alves, que antes de partir se dirige a Aldo e faz uma provocação solidária. "Hoje eu estou no jornal, mas estou bem acompanhado", diz o ministro da Previdência Social. "Faz parte da luta", responde o comunista, sem aparente constrangimento.

Na edição da "Folha de S. Paulo" daquela manhã, Garibaldi era apenas coadjuvante. O foco de reportagem com chamada na primeira página era Aldo. A matéria informava que o ministro havia aproveitado uma missão oficial a Cuba, no Carnaval, para levar a mulher e o filho a bordo de um jatinho da FAB. Ao lado, um texto lembrava que, quando a voz rouca das ruas gritava contra políticos, Garibaldi voava, também pela FAB, para assistir à final da Copa das Confederações no Maracanã.

O assunto é indigesto, mas Aldo tem se defendido. Alega não ter ido a Cuba a passeio e que sua mulher, funcionária do governo do Distrito Federal, e o filho de 21 anos, estudante de relações internacionais na Universidade Católica, também foram convidados por Havana para participar dos programas. Seus adversários, no entanto, não se convenceram: batem na tecla de que a mulher e o filho não representavam o governo brasileiro.

De fato, nem tudo funciona como Aldo gostaria. Veja o caso da picanha fatiada, uma das especialidades da casa, que o ministro escolheu para comer. Felisberto, o garçom, pede desculpas e explica que houve um problema técnico com o motor da serra: a carne com aquele corte não está disponível. A solução é uma picanha individual, sugestão muito bem acolhida pelo fotógrafo e pela repórter, com quem Aldo divide uma farofinha com ovos. Todos pedem ao ponto. O repórter opta por um salmão na brasa e Fernando Guedes, o assessor de comunicação, prefere uma "entrecôte". O ministro bebe água sem gás e sem gelo. Sucos de tomate e laranja e refrigerantes são as outras opções de bebida.

Com mais de cinco mil livros em sua biblioteca pessoal, Aldo também é um leitor voraz. Leu todos os livros do gaúcho - "como é mesmo o nome dele?" - "Tabajara Ruas". Mas não está muito familiarizado com outros contemporâneos. É fã dos canônicos Guimarães Rosa, Machado de Assis e Tolstói. "Releio bastante." Não por acaso, a conversa segue recheada de citações. Uma pergunta sobre conjuntura é sempre respondida pela voz de autores que examinaram a alma brasileira: Graciliano, Darcy Ribeiro e Gilberto Freyre passeiam frequentemente pelas frases do ministro, ele também escritor.

- O senhor acha que o Brasil vai dar conta brilhantemente de fazer a Copa do Mundo no ano que vem e a Olimpíada de 2016?

- Vamos enxugar o texto, como diria o nosso Graciliano. O Brasil vai fazer a Copa. Frase curta é sempre melhor. Temos de fazer uma Copa com a infraestrutura da Alemanha? É evidente que não. É uma Copa com a infraestrutura do Brasil. Fazer uma Copa com o calor humano da Alemanha? Não, com o calor humano do Brasil. As pessoas vão vir aqui porque a nossa rede hoteleira é melhor que a europeia? Não.

O ministro faz uma reafirmação da brasilidade e manda uma mensagem aos detratores do tal "jeitinho brasileiro", que preferem a racionalidade alemã e veem no improviso uma "deformidade que quase liquida seu povo como civilização".

"Gilberto Freyre diz que é a nossa capacidade de improvisar que faz a diferença. Essa capacidade é a criatividade." Ou, como já observou Darcy Ribeiro, o Brasil é uma espécie de Roma renovada, mais democrática, porque foi batizada e lavada pelo sangue africano e indígena. Com essa fusão harmônica de raças e culturas, o país poderia dar outro exemplo a um mundo onde conflitos étnicos, nacionais e religiosos pesam demais na vida das pessoas, acredita. "O multiculturalismo não consegue resolver isso. Não temos escolha, a não ser a de sermos o que somos, uma sociedade que não pode admitir preconceito de raça, de etnia."

Os pratos logo chegam, todos se servem e o ministro se mostra sintonizado com a tese do amálgama do Brasil do tropicalista Jorge Mautner, que defende justamente a capacidade do brasileiro de acolher o diferente, de misturar-se a ele, de incorporar seus atributos, de reinterpretar tudo e incluir posições contrárias e opostas, chegando a um caminho do meio, ao equilíbrio.

Mais um gole de água, uma pequena pausa. A afinidade intelectual com Mautner, revela, fez do músico, poeta, cineasta e membro do PCdoB, um dos principais interlocutores na discussão sobre as celebrações de abertura da Copa do Mundo e da Olimpíada. "Ele é meu consultor não remunerado. Sou muito amigo dele e admirador da forma dele de pensar", faz questão de ressaltar.

O governo brasileiro participa das conversas com os organizadores. "É a imagem do Brasil para o mundo. Ou seja, não pode haver uma apropriação da nossa imagem. Mas claro que o COI [Comitê Olímpico Internacional] é um organismo privado."

No encerramento da Copa do Mundo, no Maracanã, Aldo faz sua aposta: a seleção canarinho fará bela figura. A final será entre Brasil e Espanha, ou Alemanha, ou Argentina, ou Itália, os favoritos de sempre. Na Olimpíada, é mais cauteloso. "Vamos ter um desempenho muito bom no quadro de medalhas", diz. "Nossa meta é ficar em décimo lugar nos Jogos Olímpicos e em quinto nos `Paraolímpicos`."

- O senhor não fala paralímpicos?

- Chamamos de "paraolímpicos".

Aldo se recusa a usar a orientação do Comitê Paralímpico Internacional para o Brasil se alinhar mundialmente aos demais países. "É uma briga de marca feia", comenta. "Não é linguística. Paralímpico é para não ficar parecido com olímpico."

Sua exaltação ao nacional, no entanto, não o impede de se unir ao universalismo e recorrer, por exemplo, às modernidades tecnológicas que favorecem a conexão com o mundo. Usa a internet - sim, ele não fala rede mundial de computadores -, atualiza frequentemente o Twitter, lê livros no Kindle - não gosta - e teve de abandonar o Facebook depois de três tentativas fracassadas de mantê-lo ativo. Rapidamente sua página atingia o limite máximo de cinco mil amigos.

Mas, certamente, nenhum desses insistentes amigos era ambientalista, turma que não "curtiu" o que considerou um desastroso parecer de Aldo sobre o relatório de mudança do Código Florestal. O debate polarizou o país. O comunista atuou no meio de um tiroteio e foi visto como um aliado dos ruralistas. "Era o interesse do desenvolvimento do país, não é o problema social do grande fazendeiro contra o pequeno. Era a agricultura do Brasil que estava em jogo."

Felisberto está de volta. Aldo pede que leve os pratos. Não comeu tudo, mas parece satisfeito. "Depois, se houver uma sobremesa aqui para a nossa companheira, eu acompanho."

A esta altura o restaurante está se esvaziando, poucas pessoas falam e as frases de Aldo se destacam. "Vocês sabem que havia um convite da Rita para vocês irem lá em casa?", pergunta. Rita de Cássia Rebelo é sua mulher, coordenadora na Secretaria da Mulher do governo do Distrito Federal, também militante do PCdoB e conhecida em Brasília como uma excelente cozinheira. Mas, como os entrevistados desta seção são convidados do Valor, a contraproposta para que ele escolhesse um restaurante foi feita e aceita.

Quando estão em Brasília, Aldo, Rita e Pedro, o filho único do casal, moram na 302, em um bloco de apartamentos. Em São Paulo, durante os fins de semana, vivem no Jardim Paulista. A capital é seu berço eleitoral - já foi candidato a vice-prefeito em chapa com Marta Suplicy -, mas a vida em cidades grandes não espantou a memória afetiva dos violeiros e repentistas nordestinos de sua infância e juventude. "Fui criado ouvindo esse povo nas feiras. Meu imaginário, o meu mundo, nasceu com eles. Gonzagão é o máximo." Também é fã dos Racionais MC`s, grupo de rap que dá voz à cultura da periferia de grandes centros urbanos. "Gosto muito de `O Homem na Estrada`."

A manifestação social da letra, de certa maneira conversa com sua militância política, que começou ainda em Alagoas. Acompanhou as manifestações de 1968 no Colégio Agrícola Floriano Peixoto, foi do centro acadêmico da Universidade Federal do Estado, presidiu a União Nacional dos Estudantes (UNE), foi eleito vereador em São Paulo e está em seu sexto mandato como deputado federal. Muitos o veem como um dos nomes mais influentes do Congresso Nacional. Passou de líder do PCdoB a líder do governo, foi eleito presidente da Câmara e tornou-se ministro de Relações Institucionais de Lula. Reeleito deputado federal em 2010, foi escolhido por Dilma para a pasta do Esporte para substituir o também comunista Orlando Silva, afastado por suspeitas de irregularidades.

Com o texto bem enxuto, como sugere Graciliano, Aldo diz que não há alteração programática entre os dois governos petistas. "Os estilos são diferentes, mas são governos de continuidade."

Visto como habilidoso conciliador, o nome de Aldo chegou a circular para a substituição de Ideli Salvati na articulação do governo, que enfrenta dificuldades com a base, até com antigos aliados.

- Pelo que o senhor conhece de coordenação política, o PMDB é um problema ou uma solução?

- Olha, meu conhecimento de coordenação política para trás não serve para muita coisa não.

- É a primeira vez que o senhor está negando a importância da história neste almoço.

A resposta é escorregadia. "Política é uma coisa tão rica, tão dinâmica, tão carregada de improvisos. Não adianta você achar que tem um modelo de coordenação política."

O garçom se aproxima novamente e pergunta se alguém deseja sobremesa. Aldo procura saber se há doce de jaca. "Tem não, doutor", responde Felisberto, que emenda: "Tem doce de leite, mamão, coco..." Mais uma tentativa do ministro: "Caju?" Não há resposta, e Aldo acolhe o doce de coco mesmo. Infelizmente, seus favoritos não estão disponíveis. Os repórteres vão de dois pedaços frugais de abacaxi.

A sobremesa vem rápido. O doce não ameniza uma pontada de amargura: o ministro vê como um efeito colateral indesejável da jornada de junho o desgaste da instituição da política. "Eu acho que o risco é você ter uma rejeição a tudo o que ela [política] é a favor. Mesmo que seja bom."

Ainda há tempo para um cafezinho. Felisberto chega com quatro xícaras.

Com a Copa do Mundo no ano que vem, o potencial para que novos protestos ocorram parece grande, ainda mais com um calendário eleitoral a seguir. Em junho, a agenda vasta das reivindicações favoreceu, do ponto de vista do ministro, uma "agenda da América", com uma prateleira de identidades. "Ou seja, foi uma expressão de fragmentação, que é a democracia de mercado. A coisa mais difícil para mim é a negação da questão nacional", afirma Aldo. É sua última defesa da ideia de nação. Mais de duas horas já se passaram. Chegou o momento de partir. As despedidas são feitas à porta do restaurante. Na rua, o sol está a pino e continua iluminando o Lake`s Restaurante.

Cesta básica sobe 0,35% em São Paulo


Alta foi registrada entre 23 e 29 de agosto pelo Procon
A cesta básica na cidade de São Paulo ficou 0,35% mais cara na semana de 23 a 29 de agosto, de acordo com pesquisa do Procon e do Dieese. O preço médio passou de R$ 363,65 para R$ 364,94. Todos os grupos registraram alta: alimentação (+0,27%), limpeza (+0,94%) e higiene pessoal (+0,47%).

Os produtos que mais subiram no período foram:

- absorvente aderente (pacote 10 unidades): 5,18%
- leite em pó integral (embalagem 400-500g): 4,68%
- papel higiênico fino branco (pacote 4 un.): 3,52%
- sabão em pó (pacote 1 kg): 2,43%
- biscoito maisena (pacote 200g): 2,17%

As maiores quedas foram nos seguintes produtos:

- batata (kg): -8,25%
- cebola (kg) : -5,51%
- alho (kg): -3,78%
- sabonete (unidade 90-100g): -3,66%
- açúcar refinado (pacote 5 kg): -3,44%

Dos 31 produtos pesquisados, 14 registraram alta, 11 tiveram queda e seis ficaram estáveis. Em agosto, o preço da cesta básica na cidade de São Paulo registra queda de 2,65%. Nos últimos 12 meses, a alta é de 2,95%.

Amanhã tem visita guiada em exposição no Horto Florestal


Exposição "hortus delineatus sp" reúne gravuras, pinturas, aquarelas, móveis e esculturas que conectam passado e presente

Foto: Divulgação

A exposição "hortus delineatus sp", que reúne 20 artistas, acontece até 8 de setembro, no Museu Florestal Octávio Vecchi, dentro Horto Florestal, na zona norte da capital. Aos sábados, o museu abrirá especialmente para visitas guiadas realizadas pelos próprios artistas, estreitando a relação com o público visitante.
Na mostra, estão pinturas, gravuras e esculturas. A exposição é parte de um processo de revitalização do museu proposto pelos organizadores, que contempla a reconformação do acervo, iluminação e programação visual, além da exibição das obras dos artistas, que integrarão o espaço expositivo e o mobiliário de época abrigado na instituição.

A exposição convida "a vagar atentamente em um jardim desenhado, através desse conjunto de gravuras, pinturas, aquarelas, móveis e esculturas que conectam passado e presente, e que talvez nos indiquem possibilidades de um devir".

SERVIÇO
Exposição hortus delineatus sp
Até 8 de setembro
Museu Florestal Octávio Vecchi, no Parque Estadual Alberto Löfgren - Horto Florestal (Rua do Horto, 931, São Paulo, SP)
Terça a sexta, das 9h às 12h e das 13h às 16h30; sábados, das 11h às 15; domingos das 10h às 15h30
http://www.iflorestal.sp.gov.br/museu/index.asp

Sábado é dia de visitação gratuita na Pinacoteca do Estado


Aproveite o sábado para conhecer um dos mais emblemáticos museus de São Paulo
Com exposições e palestras com entrada franca, a Pinacoteca do Estado de São Paulo quer atrair o público para o museu. Em dois dias da semana, os visitantes têm passe livre. Além disso, o Cartão Fidelidade vai dar uma visita de presente para os frequentadores mais assíduos.



Aos sábados é possível conhecer as obras da Pinacoteca sem pagar nada. Já às quintas-feiras, a partir das 17h, palestras gratuitas com historiadores e críticos de arte estão abertas ao público até as 22h.

Do mesmo modo, o Cartão Fidelidade dará direito a cinco ingressos pelo preço de quatro. Pagando R$ 24, o visitante tem direito a conhecer as exposições da Pinacoteca e da Estação Pinacoteca em cinco dias diferentes sem pegar fila. O ingresso gratuito tem validade de um ano a partir da data da compra.

SERVIÇOPinacoteca do Estado de São Paulo (Praça da Luz, 02, Luz, São Paulo)Terça, quarta, sexta, sábado e domingo das 10h às 17h30 com permanência
até as 18h. Quintas até 22h
R$ 6 e meia-entrada (entrada combinada: vale para o mesmo dia também na Estação Pinacoteca). Grátis aos sábados e às quintas a partir das 17h. Entrada gratuita para menores de 10 anos e idosos acima de 65 anos
Informações (11) 3324-1000
http://www.pinacoteca.org.br/

Prazo para recadastramento de servidores nascidos em agosto termina amanhã


Procedimento é obrigatório para servidores ativos, inativos e pensionsitas
Os funcionários públicos do Estado nascidos em agosto têm até sábado, 31, para o recadastramento. A atualização cadastral é obrigatória e deve ser feita sempre no mês de aniversário do servidor público no site da Secretaria de Gestão Pública.
Aqueles que não fizerem terão o salário suspenso e só voltarão a receber depois que a situação for regularizada pelo departamento de Recursos Humanos. Além do site da Secretaria de Gestão Pública, o procedimento pode ser feito por meio de formulários disponíveis nas unidades de recursos humanos dos órgãos públicos.

Os servidores públicos aposentados e pensionistas também devem se recadastrar no mês de aniversário. Neste caso, o recadastramento é feito em qualquer agência do Banco do Brasil.

Conheça o programa SP Amigo do Idoso


Com centros de convivência e cartão Amigo do Idoso, ações são voltadas a população idosa do Estado
Garantir uma terceira idade saudável é o objetivo do São Paulo Amigo do Idoso, das Secretarias de Desenvolvimento Social, Esporte e Turismo. O programa reúne ações de inclusão social, desenvolvimento, atenção à saúde, educação e lazer.    

Por meio dos 108 Centros Novo Dia e 126 Centros Conviver que serão implantados em todo o Estado, o programa vai beneficiar mais de cinco mil idosos. O Cartão Amigo do Idoso, que aumenta a renda mensal, também é outro destaque do programa.  

Entenda as principais ações do SP Amigo do Idoso:

Centro "Novo Dia"
Um espaço de acolhimento para idosos semidependentes. A prioridade de atendimento é para os que a família não tem condições de dar atenção e cuidado durante o dia. No fim do dia, o idoso retorna a sua casa.

No centro, o idoso poderá se alimentar gratuitamente, ter atividades de lazer, cultura, sala de convivência com TV e DVD, enfermaria e sala de informática.

Centro "Conviver"
Um local onde o idoso pode conhecer pessoas, fazer amizades, se divertir e garantir um envelhecimento com qualidade, esse é o Centro Conviver.

Com o intuito de promover o amadurecimento de maneira ativa e saudável, o Centro Conviver possui áreas de lazer, como salão de dança, e consultórios odontológicos. Todos os serviços são gratuitos.

Cartão Amigo do Idoso
O Cartão Amigo do Idoso foi lançado em março de 2013. O benefício oferece uma bolsa mensal de R$ 100,00 e é direcionado a idosos com idade superior a 80 anos, com renda mensal de até meio salário mínimo.

Para obter direito ao auxílio, o idoso deve estar registrado no Cadastro Único, mas não pode ser atendido nos programas individuais, tais como Renda Mensal Vitalícia ou Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social.

Mergulho atrai turistas estrangeiros para o Brasil

O mergulho é uma das atividades mais procuradas por turistas que viajam pelo Brasil em busca de aventura. Os destinos mais procurados são Fernando de Noronha (PE), Paraty (RJ), Ilhabela (RJ), Bombinhas (SC) e Recife (PE).

De acordo com o Ministério do Turismo (MTur), a aventura é o segundo principal motivo de viagens feitas a lazer por estrangeiros no país (21,3% da preferência dos visitantes). Em primeiro lugar está a procura por sol e praia (64,2%), de acordo com o último Estudo da Demanda Turística Internacional.

“O turismo de mergulho é uma atividade em consolidação, mas com potencial para se tornar uma das principais referências do turismo ligado à natureza”, disse o secretário nacional de Políticas de Turismo, Vinicius Lummertz.

A idade média do viajante aventureiro é de 34 anos e o tempo médio de viagem de aventura é de 7,5 dias, de acordo com dados da Adventure Roundup Research / Adventure Travel Trade Association.

O atributo natureza vem ganhado importância não só no Brasil, mas também em outros países. De acordo com o relatório de Competitividade do Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupa o primeiro lugar no mundo em recursos naturais.

Além do mergulho em águas marinhas, o esporte também pode ser praticado em lagoas, como as de Abismo Anhumas e Rio Formoso, em Mato Grosso do Sul. Para todos os casos, no entanto, é necessário fazer um curso e um mergulho experimental acompanhado por profissional da área. Mas se a ideia é praticar o mergulho sozinho, é preciso dedicar-se a aulas teóricas e exercícios práticos em piscinas ou águas abertas.

Há escolas de mergulho em todo o País. O ideal é procurar as que oferecem certificação de entidades reconhecidas internacionalmente, como o Padi (Professional Association of Diving Instructors ou Associação Profissional dos Instrutores de Mergulho, a maior certificadora de mergulho do mundo) ou o PDIC (Professional Diving Instructors Corporation ou Corporação dos Instrutores Profissionais de Mergulho).
Confira alguns roteiros de mergulho no Brasil:
Fernando de Noronha (PE): Ilha localizada no Oceano Atlântico, a 360 km da costa brasileira. São 21 ilhas e ilhotas com os melhores pontos de mergulho do Brasil, com visibilidade que chega a 50 metros em alguns pontos. A diversidade de espécies marinhas faz com que o praticante se sinta em um grande aquário, com tartarugas-marinhas, golfinhos, diversos tipos de peixes, corais. A entrada de turistas é controlada, com pagamento de taxa ambiental por tempo de permanência.

Guarapari (ES): Litoral Sul do Espírito Santo, conhecido como um dos mais belos trechos do litoral sudeste do Brasil. Uma movimentação traz para a superfície águas profundas do oceano e desenvolve vida marinha no entorno da ilha. O mergulhador também pode visitar naufrágios, como os do Beluccia e do Victory 8B. A visibilidade é de cerca de 10 metros durante o ano e, no verão, pode atingir 15 metros.

Abismo Anhumas (MS): É uma caverna localizada a 23 km de Bonito (MS). É preciso descer 72 metros de rapel para atingir um lago de águas cristalinas, com 80 metros de profundidade. Quem tem certificação pode fazer mergulho com cilindro.

Rio Formoso (MS): O mergulhador vê de perto a formação calcária e os peixes da região, principalmente o piraputanga e o curimbatá. A profundidade é de 5,5 metros. Rio Formoso fica a seis quilômetros do centro de Bonito (MS).

Rio da Prata (MS): Quem não tem certificação pode mergulhar nas águas cristalinas do Rio Prata, acompanhado por um condutor profissional. Lá é possível ver, a uma profundidade de até oito metros, uma variada quantidade de peixes, como cacharas, pacus, curimbatás, pintados, piraputangas e dourados.

Lagoa Misteriosa (MS): A profundidade desse lago, como o nome já diz, é um mistério: um mergulho exploratório já alcançou 220 metros, sem que o fundo fosse avistado. Mergulhar com cilindros permite ver os paredões rochosos, a vegetação subaquática e cardumes de pequenos peixes.

Naufrágio Rosalinda (BA): Localizado no Arquipélago dos Abrolhos, a 70 km da costa, mergulhadores podem visualizar o cargueiro italiano que afundou em 1955. Os sacos de cimento que estavam em seu porão continuam intactos, a 20 metros de profundidade. O casco está coberto de corais-de-fogo. Para entrar no navio é necessária certificação avançada.

País recebe número recorde de argentinos

A Argentina, líder no ranking de emissores de turistas para o Brasil, enviou um número recorde de visitantes ao país em 2012, segundo pesquisa do Ministério do Turismo. Os mais de 1,67 milhão de argentinos que cruzaram a fronteira no ano passado representam 30% de todo o contingente de estrangeiros no país e também a maior movimentação destes vizinhos desde 2003.

O número de turistas argentinos superou o de americanos, alemães, uruguaios, chilenos e paraguaios somados, um universo de 1,59 milhão de pessoas. Ultrapassou também a soma de visitantes oriundos de países europeus, que foi de 1,65 milhão no ano passado.

O gasto per capita dos argentinos, de US$ 647,90, também foi recorde, perdendo somente, entre os sul-americanos, para os chilenos que gastaram US$ 791,87.  Mesmo assim, o volume de gasto médio dos turistas dos países vizinhos, de US$ 681, é menor do que o de europeus e norte-americanos que permanecem mais tempo no país e gastam o dobro.

A maioria dos argentinos (855,4 mil) entrou no Brasil por via terrestre. Na comparação com 2011, o percentual de turistas argentinos no país acrescentou 4,8 %, o equivalente a 77,8 mil viajantes.
No total, o Brasil recebeu 5,67 milhões de estrangeiros em 2012. Os dados do Estudo da Demanda Turística Internacional 2012, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para o MTur, foram coletados em 15 aeroportos e 10 postos de fronteiras terrestres com 31 mil pessoas.

Brasil recebe mais turistas alemães

O País recebeu 258,4 mil turistas alemães no ano passado, de acordo com o estudo da Demanda Turística Internacional, uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), encomendada pelo Ministério do Turismo. Os alemães ultrapassaram os uruguaios (253,4 mil turistas) e passaram a ocupar a terceira posição entre os países que mais enviam turistas ao Brasil.

Os europeus são turistas especiais porque permanecem mais tempo no país e possuem o maior gasto per capita. O gasto per capita dos alemães é de US$1.270 e o tempo de permanência médio é de 21,7 dias. 

Muitos dos alemães (37%) vêm à procura de natureza, ecoturismo e aventura, outros 34% procuraram sol e praia. A cidade mais visitada (53%) é o Rio de Janeiro. “As melhorias de atendimento e infraestrutura dos hotéis do Rio, a pacificação da cidade e os investimentos no Parque Tijuca certamente melhoraram a imagem da cidade e do Brasil, atraindo os turistas alemães”, disse o secretário nacional de Políticas de Turismo, Vinicius Lummertz.

Os meios de hospedagem mais utilizados pelos alemães foram hotel, flat ou pousada (47%). Casas de amigos e parentes também hospedaram os turistas alemães (35%). A maioria deles viaja sozinha (48%), uma parcela menor corresponde a viagens de casal sem filhos (17,5%), um número reduzido equivale a famílias (13,5%) e um percentual ainda menor, a amigos (11,8%). Ainda segundo o estudo, para 59% dos visitantes a viagem foi satisfatória.

A quantidade de turistas estrangeiros que o Brasil recebeu no ano passado é recorde. O levantamento revela que 5,67 milhões de estrangeiros visitaram o país em 2012. No ano anterior o número registrado foi de 5,4 milhões.

Internet é fonte para 1,87 milhão de turistas estrangeiros


A rede se consolida como principal fonte de informação para os viajantes, à frente de amigos e parentes

A internet foi a principal fonte de informações para 1,87 milhão de turistas estrangeiros que vieram ao Brasil em 2012. Parentes e amigos sempre foram a principal fonte de informação. Em 2010, no entanto, essa realidade mudou: a rede tornou-se o principal meio para saber sobre turismo. Os dados constam no estudo da Demanda Turística Internacional 2012, realizado pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na segunda posição, amigos e parentes aparecem com 1,45 milhão. Em terceiro lugar, com 903 mil estrangeiros, estão as informações que chegam por meio de viagens a trabalho.

“O estudo mostra que as pessoas têm recorrido a novas fontes de informação. Os destinos devem estar atentos a essa tendência para atrair não apenas os estrangeiros, mas o próprio brasileiro”, disse o secretário Nacional de Políticas de Turismo, Vinicius Lummertz.

A internet se diferencia dos guias de viagem e meios convencionais de promoção do turismo porque expõem a avaliação dos próprios usuários que estiveram nos hotéis, pousadas e pontos turísticos. Um dos maiores sites de viagens do mundo, o Trip Advisor, já acumulou 100 milhões de opiniões de visitantes virtuais.

O Ministério do Turismo também ajuda o turista na escolha dos meios de hospedagem, guias turísticos, locadoras de veículos, entre outros, por meio do Cadastur,  o cadastro de prestadores de serviços do MTur. Ele garante a regularidade do prestador de serviço.

30 de Agosto




A união das trabalhadoras e trabalhadores para suas lutas é fundamental. A construção de um movimento sindical classista que supere as fronteiras de cada categoria e una os trabalhadores é um objetivo que devemos perseguir construindo cotidianamente. Não são momentos isolados, chamados de última hora, sem a construção efetiva com os trabalhadores que responderão à altura dos desafios que temos como classe trabalhadora.

O dia 30 de agosto, ao mesmo tempo em que sinaliza de forma geral uma aproximação desse objetivo de unir os trabalhadores das diferentes categorias e representados pelas diferentes centrais sindicais, expressa toda a limitação e as contradições das políticas desenvolvidas por essas centrais ao longo de suas histórias.

Vimos exemplos disso no dia 11 de julho, primeira manifestação nacional puxada pelas maiores centrais sindicais: CUT, Força Sindical, CTB, UGT, NCST e também pela CSP/Conlutas, após as manifestações de junho. Tivemos sim, algumas categorias participando efetivamente da construção de greve e manifestações nesse dia.

Mas o que vimos com maior amplitude foram atos esvaziados de trabalhadores e repletos de direções sindicais e que, em muitos casos, chamaram "seus" parlamentares para dar-lhes aquele palco cativo. Vimos alguns sindicatos que não construíram de fato uma greve com os trabalhadores e apareceram no dia 11 bloqueando as entradas dos locais de trabalhos. Vimos também sindicatos que "pararam" na quinta, dia 11, para reporem no sábado, dia 13, ou seja, fizeram uma troca do dia da semana que iriam trabalhar. Vimos também sindicatos combinando a paralisação com o patrão. E, infelizmente, vimos até algumas centrais pagando trabalhadores para irem às manifestações.

Essa é a realidade contraditória do movimento sindical brasileiro que se afastou dos trabalhadores e de suas lutas, fato evidenciado também pela rejeição que sofreram nas manifestações de junho, subordinando-se aos partidos políticos que apoiam e estabelecendo uma relação de dependência com o governo federal através do imposto sindical a partir de 2008. Imposto compulsório descontado dos trabalhadores e que hoje responde, por exemplo, a 65% dos recursos da maior central sindical do país, a CUT, que nos últimos cinco anos recebeu R$270 milhões do Estado.

Com isso, o dilema que se desenha para aqueles que acreditam que o movimento sindical deve sim se unir em um movimento classista, mas que deve ter também autonomia frente aos partidos políticos e independência frente a patrões e governos não é pequeno quando essas mesmas centrais chamam um ato nacional. Ao mesmo tempo em que acreditamos ser essa uma necessidade de nosso período histórico, vemos que essa união construída nesse momento é muito mais, senão somente, construída para que essas centrais possam tentar "reaparecer" como referência política após as manifestações de junho onde foram rejeitadas pela maioria dos manifestantes.

Com certeza, temos acordo com as pautas defendidas para o dia 30. Principalmente a pauta que buscar unificar as lutas contra o projeto que aprofunda as já tão aplicadas terceirizações dos direitos atendidos pelo Estado. Porém, até aí aparecem as limitações de unificação dos atos. Por exemplo, em nossa pauta sobre a educação defendemos 10% do PIB para já, mas como não é de interesse de algumas centrais cobrarem de fato do atual governo essa mudança imediata e necessária, essa pauta aparece para ser "cumprida", se for, nos próximos dez anos.

As centrais também não se colocam contrárias ao projeto de Acordo Coletivo Especial (ACE), proposto pelo sindicato dos metalúrgicos do ABC, berço e ainda um dos principais sindicatos filiados à CUT, que permite que os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras sejam negociados abaixo do mínimo estabelecido pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Essa pauta simplesmente não aparece na convocação desses atos.

Além desses fatos que apontamos, acentuamos a falta de autonomia frente aos partidos políticos que se expressam nas manifestações promovidas por essas centrais. Atrelamento aos partidos e seus parlamentares, que se constitui em um dos principais motivos para que trabalhadoras e trabalhadores da saúde do estado do Paraná (Sindsaúde-2011) e do magistério municipal de Curitiba (Sismmac-2012) se desfiliassem da CUT nos últimos dois anos. Mais do que a desfiliação dessa central, procuramos construir autonomia em nossa prática de movimento sindical para que os interesses dos trabalhadores sejam realmente colocados em primeiro plano e para que os mesmos não se sintam utilizados, como se sentem com razão, para interesses eleitorais de diversos níveis e que são a baliza da construção sindical da maioria dessas centrais.

Portanto, para o dia 30, as direções dos dois sindicatos que assinam esse texto, seguirão na intensificação de seus trabalhos de base, construindo as ações que seus calendários de lutas próprios estão necessitando e aprofundando. Como contribuição ao dia 30, ao invés de compor um ato de "direções" com essas centrais, em breve lançaremos uma moção de repúdio ao PL da terceirização. Problematizando suas consequências para que os trabalhadores e trabalhadoras de nossas categorias se apropriem mais do debate e para que na necessidade de próximos atos possamos construir junto com nossas categorias, de fato, e não só na oratória, um ato unificado, ao menos entre os trabalhadores desses sindicatos.

Seguiremos na ampliação e aprofundamento de novas ações também - para as próximas e necessárias mobilizações - de forma unificada com mais trabalhadores, sindicatos, oposições sindicais e movimentos sociais que queiram compor um ato em que a autonomia do movimento sindical seja de fato, e não na oratória, um dos alicerces de sua construção.

Saudações socialistas a todas as trabalhadoras e trabalhadores,

Assinam essa nota as direções do:
SISMMAC (Sindicato dos servidores municipais do magistério de Curitiba)
SINTCOM (Sindicato dos trabalhadores dos Correios do Estado do Paraná)

Profissionais brasileiros inscritos no Programa Mais Médicos começam a atuar nos municípios de Minas

O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, recebe, nesta segunda-feira (2), em Belo Horizonte, os profissionais brasileiros que começam suas atividades pelo Programa Mais Médicos em Minas Gerais. Na primeira seleção do programa, 1.096 médicos com diplomas do Brasil confirmaram sua atuação em 454 municípios de todo o país. A partir da próxima semana, esses profissionais vão atuar em unidades básicas de saúde do interior e das periferias de grandes cidades.
O Mais Médicos foi lançado pela presidenta da República Dilma Rousseff no dia 8 de julho e visa ampliar o número destes profissionais nas regiões carentes.

Co-criador dos Simpsons doa fortuna em defesa dos animais




Com expectativa de vida de três a seis meses, Sam Simon doará fortuna a instituições filantrópicas
Diagnosticado com um câncer terminal no cólon, Sam Simon, co-criador da série de animação americana The Simpsons, junto com Matt Groening, doará praticamente toda a sua fortuna para instituições de caridade que combatem a fome e lutam pelos direitos dos animais.
Em entrevista concedida à revista americana The Hollywood Reporter, Simon alegou que os royalties do seriado exibido pela Fox lhe garantem “dezenas de milhões de dólares” anualmente, mesmo ele tendo deixado de participar da produção em 1993. Além de sua carreira na televisão dos Estados Unidos, Simon também é conhecido por apoiar instituições de caridade. Ele até criou uma, a Sam Simon Foundation, que tem o objetivo de acolher e ajudar pessoas carentes da cidade de Malibu (Califórnia), alimentando-as com um cardápio vegetariano, além de tratar de animais de rua.
Sam Simon teve seu câncer terminal diagnosticado em maio deste ano, já em estágio avançado. Ele tem expectativa de vida de três e seis meses.

SEDA recebe comitivas de Aracajú e Curitiba


A Secretaria Especial dos Direitos Animais (SEDA) recebeu mais uma comitiva, desta vez de Aracajú (Sergipe). O secretário do Meio Ambiente daquela cidade, Eduardo Matos; o vereador Emerson Costa e a presidente da ONG Educação e Legislação Amniental (ELAN), Nazaré Moraes, vieram buscar subsídios para serem implementados num dos principais cartões postais do Nordeste.
Os visitantes foram recebidos pela secretária Regina Becker, que defendeu a criação de SEDAs em todos os municípios.



“Há muito tempo que estamos acompanhanando o trabalho da SEDA. Agora viemos a Porto Alegre para constatar o que já sabíamos: a competência desta Secretaria. Antes eu era apenas uma admiradora e, hoje, volto para minha cidade encantada. A SEDA só tem um defeito: não tem em Sergipe. Mas trouxe comigo pessoas articuladas, politicamente, que podem fazer as coisas acontecerem", conta Nazaré.
Também visitaram a SEDA as protetoras de Curitiba, Gerusa Matos e Kátia Ditriche (foto). Elas vieram a Porto Alegre para a palestra do filósofo australiano Peter Singer e para conhecer o trabalho realizado com animais de rua e de famílias em situação de vulnerabilidade social atendidos pela SEDA.

Presidente do Instituto Ambiental Ecosul - SC traz sua experiência em defesa animal


Militante em movimentos ambientais desde os anos 80 e com atuação marcante na defesa animal, o presidente do Instituto Ambiental Ecosul de Santa Catarina, Halem Guerra Nery, visitou a Secretaria Especial dos Direitos Animais (SEDA), na última segunda-feira (26). O encontro com a secretária Regina Becker possibilitou a troca de experiências motivadas por objetivos comuns, como o desenvolvimento de políticas públicas destinadas à saúde, proteção e bem-estar animal.
Gaúcho, mas radicado em Florianópolis (SC) há mais de 40 anos, Halem atualmente é membro do Grupo Especial de Defesa dos Direitos dos Animais do Ministério Público catarinense e defende que a educação humanitária é indispensável à formação de valores e à prevenção da violência. “Ela aborda o ciclo de violência interpessoal e interespécies, e vem se revelando uma área curricular importante na formação de valores e para prevenir que crianças comecem a percorrer um caminho destrutivo. Não vamos desfazer gerações de abusos passados, mas podemos romper o ciclo de violência de uma geração para outra”, argumentou.

SEDA realizou 111 atendimentos clínicos na semana


A Secretaria Especial dos Direitos dos Animais (SEDA) realizou, entre os dias 22 e 28 de agosto, 67 esterilizações, 111 atendimentos clínicos, dez vacinações Bicho Amigo e 20 cirurgias, sendo uma para retirada de tumores e duas de hérnia e uma amputação. A equipe de fiscalização atendeu a 89 demandas do “Fala Porto Alegre – 156”.


Experiência da Seda é levada a seminário em Estância Velha


O trabalho desenvolvido pela Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda) de Porto Alegre em mais de 100 comunidades, em 37 bairros, que vem servindo de exemplo no País, foi abordado pela titular da pasta, Regina Becker, neste sábado, 24, em Estância Velha. Painelista no Seminário Sul-brasileiro de Controle de Zoonoses, Educação Humanitária e Bem-Estar Animal, a primeira-dama falou sobre a necessidade de mobilizar a sociedade para sensibilizar o poder público no cumprimento da sua responsabilidade com os animais.
De acordo com Regina, pela primeira vez no Brasil e América do Sul, esta abordagem tem caráter jurídico, cujo enfoque recai no princípio constitucional de que os animais têm direitos e, portanto, devem ser tutelados pelo Estado. “Os movimentos de defesa animal e ONGs têm papel fundamental nesta luta e, se os governantes não assumirem a função que lhes cabe, propiciando um orçamento específico à questão animal, não temos como avançar", afirmou.