terça-feira, 9 de agosto de 2016

Secretário da Casa Civil destacou as obras em equipamentos esportivos

D.O Notícias conversou com o secretário-chefe da Casa Civil, Leonardo Espíndola, sobre o maior evento de esportes que a cidade do Rio de Janeiro sedia desde sexta-feira (5/8): a Olimpíada. Amante do mundo dos esportes e coordenador do Governo do Estado para os Jogos Olímpicos, ele falou sobre os equipamentos esportivos reformados, obras de mobilidade e saneamento que se tornaram legados, assim como a integração entre os três poderes, considerada fundamental para que o evento internacional se tornasse realidade.

D.O Notícias – O que os Jogos representam?
Leonardo Espíndola – O Rio foi escolhido como cidade sede da Olimpíada em outubro de 2009, em Copenhague. Aquele foi um momento único, que reuniu os entes governamentais e o Comitê Organizador Brasileiro. Foi uma grande vitória trazer os Jogos pela primeira vez para a América do Sul e isso foi fruto da união de esforços. O Rio se tornou a vitrine do mundo nos últimos tempos. Grandes obras foram tiradas do papel, grandes investimentos foram realizados. Estamos deixando legados importantes para o estado e a cidade.

D.O Notícias – Que legado destacaria? 


Espíndola –
 Acredito que o principal seja o da mobilidade. A Linha 4 do Metrô, inaugurada no dia 30 de julho, vai beneficiar mais de 300 mil pessoas por dia, mudando a forma como as pessoas se locomovem na cidade. Mas houve uma série de outros investimentos como equipamentos esportivos e os avanços do ponto de vista de saneamento.

D.O Notícias – Fale sobre os equipamentos esportivos coordenados pelo Governo do Estado: o Maracanã, o Maracanãzinho e o Estádio de Remo da Lagoa.
Espíndola – O Maracanã recebeu a abertura e receberá o encerramento dos Jogos, além do futebol. O estádio sofreu um processo de reforma iniciado em 2009. O Maracanã foi completamente remodelado, está muito mais confortável, seguro, adequado, seguindo todos os padrões que a nossa população merece e que eventos desta magnitude muitas vezes impõem. Temos ainda o Estádio de Remo, que deixará um legado muito importante tanto para o remo como para a canoagem. As garagens das embarcações foram reformadas, uma nova torre de chegada foi construída e mais infraestrutura foi colocada a serviço destes esportes. E temos o Maracanãzinho, que sofreu reformas, especialmente na sua cobertura. É dito por diversos organizadores que é o estádio mais bonito da Olimpíada depois do Maracanã. Em termos de estruturas esportivas, nossos três equipamentos vão corresponder totalmente às expectativas daqueles que vão comparecer aos Jogos.
 
D.O Notícias – E os legados ambientais?
Espíndola – Dentro do programa de despoluição da Baía de Guanabara, tivemos algumas iniciativas importantes. É bom ressaltar que nas seis raias que são usadas para a prática do iatismo teremos plenas condições para a prática do esporte, sem nenhuma intercorrência. Há ainda a questão do lixo flutuante e para minimizar o impacto instalamos 17 ecobarreiras na foz dos principais rios que desaguam na baía. Temos 13 ecobarcos operando no período olímpico (para a coleta do lixo flutuante que extravasa das ecobarreiras). Contamos ainda com um sistema de sobrevoo das áreas de competição, portanto, todo trabalho tem sido feito. Em relação à qualidade da água, estamos monitorando há cinco anos e esta qualidade melhorou. O último grande desafio era a questão da Marina da Glória, onde construímos uma galeria de cintura para resolver o problema do despejo clandestino de esgoto em galerias de águas pluviais que desaguam no local. A obra coordenada pela Cedae foi muito elogiada e as áreas dentro da Marina já estão dentro dos padrões da Organização Mundial de Saúde. Podemos citar ainda avanços como o esgotamento do Eixo Olímpico, investimento da Cedae que atenderá a uma área onde estão concentradas as principais atividades olímpicas. O sistema com duas elevatórias também vai permitir que novos empreendimentos surjam na Barra da Tijuca, ajudando a promover a melhoria da qualidade do sistema lagunar da Barra, Recreio e Jacarepaguá. Este é outro legado que ficará para a Zona Oeste do Rio de Janeiro.
 
D.O Notícias – Os Jogos Olímpicos ganharam um espaço dedicado à promoção de negócios no Boulevard Olímpico. Como funciona?
Espíndola – Criamos o Espaço Rio de Janeiro em parceria com o Sistema Fecomércio RJ. No local, temos diversos investidores e empresários do nosso estado. É um espaço onde apresentamos nossas potencialidades nas mais diversas áreas: Óleo e Gás, Logística, Startups, Indústria Criativa, Turismo, entre outras. A ideia é aproveitarmos a oportunidade de usar a Olimpíada para convocarmos os interessados a fazerem uma interface com o empresariado local.

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