terça-feira, 9 de agosto de 2016

Mais de 350 atletas competiram no local e destacaram a qualidade da água

A Baía de Guanabara recebeu ontem as primeiras competições de vela dos Jogos Olímpicos Rio 2016. A região da Marina da Glória e da Praia do Flamengo abrigaram dez baterias nas modalidades RS:X feminino e masculino: Laser masculino e Laser Radial feminino, que reuniram mais de 350 atletas.

Desde 2007, o Governo do Rio tem avançado no tratamento de esgoto e na coleta de lixo flutuante na Baía de Guanabara. Foram investidos R$ 2,5 bilhões para a construção, ampliação e ativação de estações de tratamento de esgoto (ETEs) no entorno da Baía (Penha, Alegria, São Gonçalo, Pavuna, Sarapuí, Ilha do Governador e Icaraí, em funcionamento; e Alcântara, em construção) e com a implantação da galeria de cintura na Marina da Glória, uma linha coletora de proteção que impede – em tempo seco – o despejo clandestino de esgoto nas galerias de águas pluviais que deságuam na Baía.

O bicampeão olímpico britânico Nick Dempsey (Atenas 2004 e Londres 2012) competiu na modalidade RS:X e elogiou o trabalho feito na Baía de Guanabara.

– Foi um começo de competição absolutamente perfeito – afirmou Nick.

A velejadora brasileira Patrícia Freitas, também da classe RS:X ressaltou as melhorias na qualidade da água.

– A água estava ótima, não tive nenhum problema e nem vi nenhuma outra competidora com problemas durante a competição – disse Patrícia.

Moradora da Gávea, na Zona Sul do Rio, Juliana Montenegro foi à região da Marina da Glória para acompanhar a competição de vela.

– A água da Praia do Flamengo está limpa, diferente do que vimos nos últimos anos – afirmou Juliana.

Ecobarcos e ecobarreiras

Além das obras de melhorias, o Governo do Rio também atua na contenção do lixo flutuante na Baía de Guanabara. Atualmente, 13 ecobarcos, uma balsa e 17 ecobarreiras instaladas na foz dos principais rios e canais que deságuam na baía recolhem lixo diariamente. Nos dias de provas, entre 11h e 18h, os ecobarcos ficam no entorno das raias competição para evitar que qualquer tipo de material prejudique o desempenho dos atletas.

Desde 23 de junho, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realiza quatro coletas diárias (às 10h, 12h, 14h e 16h) na Marina da Glória para medir a quantidade de enterococos na água, uma bactéria de origem fecal. E desde 20 de julho, o órgão faz o monitoramento diário de todos os locais de competição, com amostras dentro dos padrões de qualidade brasileiros e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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