terça-feira, 4 de agosto de 2015

Centro do Trabalhador Autônomo atende quase a totalidade da demanda


Centro do Trabalhador Autônomo (CTA)
CTA garante serviço seguro, com valor de mercado e não acarreta responsabilidades trabalhistas sobre o contratado, pois ele é o responsável por seus encargos sociais - Foto: Andressa Moreira/ Palácio Piratini Download HD (962,00 kB)
Como forma de ajudar a colocar as pessoas no mercado de trabalho, o Estado possui há anos o Centro do Trabalhador Autônomo (CTA) com um cadastro de mais de 3.300 profissionais dispostos a prestar serviços de qualidade a toda a comunidade. No mês de junho o Centro intermediou a contratação de mão de obra para 2.402 serviços, o que corresponde atender a 95% de toda a demanda recebida, que chega a 2.516 trabalhos solicitados. O CTA é organizado pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), ligada à Secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social (STDS). 
Nesse momento em que as taxas de desemprego na Região Metropolitana aparecem em 8,5% em junho, segundo levantamento da Fundação de Economia e Estatística (FEE), o trabalho autônomo apresenta-se como uma possibilidade de geração de renda e flexibilidade de carga horária. Segundo a mesma pesquisa, houve um crescimento dos empregos autônomos em 4,6%, no mesmo período analisado. “A única exigência para entrar para o cadastro do CTA é ter qualificação na atividade a que se propõe a desempenhar e contribuir para o INSS como autônomo”, afirma a coordenadora do departamento de Relações com o Mercado de Trabalho, Ana Fischer. 
Os trabalhos ofertados são exclusivos para contratação por pessoas físicas que encontram benefícios, como um vasto cadastro de profissionais autônomos, com referências e que passaram por avaliações de desempenho de suas tarefas. Além disso, os contratantes possuem a garantia de um serviço seguro, com valor de mercado e que não acarreta responsabilidades trabalhistas sobre o contratado, pois ele é o responsável por seus encargos sociais.

Segundo a coordenadora, esse é exatamente o trabalho do Estado, ter políticas públicas para atender a população de forma gratuita e com a melhor qualidade que seja possível. “A população que nós atendemos tem historicamente menos oportunidades, ou mais dificuldades, e o que elas encontram aqui no CTA é a geração de renda, um trabalho que ajude na sua qualidade de vida”, reforça Ana Fischer. 
A aposentada Berenice, de 62 anos, é uma das trabalhadoras autônomas inscritas no Centro e prestou seu primeiro trabalho como diarista. “Acho muito bom esse cadastro e é uma forma de eu buscar um trabalho extra já que sou aposentada e pela idade é difícil de voltar ao mercado de trabalho. Agora permaneço no cadastro para oportunidades futuras”, enfatiza. 
Atualmente, o CTA consegue atender principalmente às demandas de diaristas e passadeiras, onde tem 2.610 pessoas do sexo feminino cadastradas. Do sexo masculino são 706 pessoas inscritas, mas a procura pelos serviços ainda é baixa. “Estamos preparando uma ação para incrementar o trabalho do CTA, que está em fase de estudos e planejamento. Nesse momento estamos intermediando trabalhos destinados ao sexo feminino, mas temos condições de atender a qualquer demanda e atingir outras profissões e pessoas positivamente”, destaca Ana Fischer.
Após a prestação dos serviços, as pessoas demandantes avaliam o trabalho do profissional, assim como os trabalhadores também avaliam as condições de trabalho que foram combinadas. A partir daí, o solicitante se torna cliente e a trabalhadora passa a ser convocada para outras demandas que surgirem.


Como se inscrever e como contratar os serviços do CTA
Os interessados em se inscrever nas vagas ou contratar profissionais pelo CTA podem entrar em contato pelo telefone 51 3211-3053 ou se dirigir até a unidade da FGTAS que atende ao público na Rua José Montaury, 31, Centro de Porto Alegre, das 8h às 14h.

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