quarta-feira, 1 de julho de 2015

Boletim sobre situação da dengue em Santa Catarina confirma 3.269 casos

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) informa que de 1º de janeiro a 30 de junho foram notificados 9.266 casos de dengue em Santa Catarina. Destes, 3.269 (35%) foram confirmados (2.255 por critério laboratorial e 1.014 por clínico-epidemiológico), 4.858 (52%) foram descartados e 1.139 (12%) casos suspeitos estão em investigação. Do total confirmados, 3.002 (92%) são autóctones (transmissão dentro do Estado), 188 (6%) são importados (transmissão fora do Estado) e 79 (2%) estão em investigação para definição do local provável de transmissão (Tabela 1).
Tabela 1: Casos de dengue, segundo classificação - Santa Catarina, 2015.
Classificação
Casos
%
Confirmados
3.269
35
Autóctones
3.002
92
Importados
188
6
Em investigação
79
2
Descartados
4.858
52
Suspeitos
1.139
12
Total Notificados
9.266
100
 Fonte: Sinan Online (com informações até o dia 30/06/2015).
Os 3.002 casos autóctones, confirmados até o momento, tiveram como local provável de transmissão (LPI) os municípios de Itajaí (2.927), Chapecó (32), Itapema (25), Joinville (9), Guaraciaba (2), São Miguel do Oeste (2), Balneário Camboriú (1), Bombinhas (1), Canoinhas (1), Corupá (1) e Tubarão (1) (Tabela 2).
Tabela 2: Casos confirmados de dengue segundo município de residência e classificação de Local Provável de Infecção (LPI) - Santa Catarina, 2015.
Municípios de Residência SC
Nº de casos em Investigação de LPI
Nº de casos importados
Nº de casos autóctones
Local Provável de Infecção (LPI)
Abelardo Luz
0
0
1
1 Itajaí
Anchieta
0
1
0
 
Antônio Carlos
0
0
1
1 Itajaí
Araranguá
0
2
0
 
Balneário Camboriú
13
6
12
1 Balneário Camboriú, 11 Itajaí
Balneário Barra do Sul
0
1
0
 
Biguaçu
1
2
0
 
Blumenau
0
7
5
4 Itajaí, 1 Itapema
Bombinhas
1
3
1
1 Bombinhas
Braço do Norte
0
1
0
 
Brusque
1
4
1
 1 Itajaí
Camboriú
7
1
3
 3 Itajaí
Canelinha
0
1
1
 1 Itajaí
Canoinhas
2
0
1
1 Canoinhas
Capivari de Baixo
0
1
0
 
Chapecó
2
7
33
31 Chapecó, 2 Itajaí
Concórdia
2
1
0
 
Cordilheira Alta
1
0
0
 
Corupá
0
0
1
1 Corupá
Criciúma
0
4
0
 
Curitibanos
0
0
2
2 Itajaí
Florianópolis
5
24
0
 
Garopaba
0
1
0
 
Gaspar
0
1
1
1 Itajaí
Guabiruba
0
2
0
 
Guaraciaba
0
0
2
2 Guaraciaba
Guaramirim
0
4
0
 
Imbituba
0
1
1
1 Itajaí
Indaial
3
3
0
 
Itá
0
1
1
1 Itajaí
Itajaí
11
10
2879
2879 Itajaí
Itapema
0
4
25
1 Itajaí, 24 Itapema
Itapoá
1
4
0
 
Jaraguá do Sul
0
10
2
2 Itajaí
Jardinópolis
0
1
0
 
Joaçaba
2
0
0
 
Joinville
0
25
10
1 Itajaí, 9 Joinville
Lages
0
1
0
 
Laguna
1
0
0
 
Lontras
0
2
0
 
Mafra
0
1
0
 
Major Gercino
1
0
0
 
Navegantes
0
1
9
9 Itajaí
Nova Trento
1
0
0
 
Orleans
0
1
0
 
Otacílio Costa
1
0
0
 
Palhoça
0
5
0
 
Palmeira
0
1
0
 
Penha
5
0
1
1 Itajaí
Petrolândia
1
0
0
 
Piçarras
1
0
0
 
Pinhalzinho
0
1
1
1 Chapecó
Pomerode
0
2
0
 
Porto Belo
1
0
0
 
Porto União
0
1
0
 
Praia Grande
0
2
0
 
Presidente Getúlio
0
1
0
 
Rio do Sul
1
2
0
 
Rio Negrinho
0
1
0
 
Rodeio
0
2
0
 
Sangão
1
1
0
 
Santa Cecília
1
0
0
 
São Bento do Sul
0
1
0
 
São Carlos
0
1
0
 
São Francisco do Sul
0
3
1
1 Itajaí
São João Batista
1
0
0
 
São José
2
13
2
2 Itajaí
São José do Cedro
2
0
0
 
São Ludgero
1
1
0
 
São Miguel do Oeste
1
3
2
2 São Miguel do Oeste
Tijucas
0
1
0
 
Timbó
0
0
1
1 Itajaí
Três Barras
1
0
0
 
Tubarão
2
4
1
1 Tubarão
Tunápolis
0
1
0
 
União do Oeste
1
0
0
 
Urussanga
1
0
0
 
Vargem
0
0
1
1 Itajaí
Xanxerê
0
2
0
 
Total
79
188
3002
Fonte: Sinan Online (com informações até o dia 30/06/2015).
O acompanhamento dos casos mostra que entre os dias 15 e 21 de março (semana epidemiológica – SE 11) registrou-se o maior número de casos autóctones confirmados (308), seguido pela semana entre os dias 5 a 11 de abril (SE – 14), com 291 casos autóctones confirmados. A partir do dia 12 de abril (SE 15) verifica-se uma diminuição no número de casos notificados, com tendência de redução dos casos confirmados nas semanas seguintes (Figura 1).
Ressalta-se que as ações de controle vetorial devem ser mantidas ao longo do ano, pois apesar da redução de casos, há ovos do mosquito transmissor no ambiente aguardando condições propícias para se desenvolverem.
Figura 1: Casos de dengue segundo classificação final e SE de início dos sintomas - SC, 2015.

grafico dengue - 3006 20150630 1392842932
Fonte: Sinan Online (com informações até o dia 30/06/2015).
Em Santa Catarina, até o dia 30 de junho, foram identificados 5.299 focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, em 108 municípios. Existem 26 municípios considerados infestados pelo mosquito: Anchieta, Balneário Camboriú, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Guatambu, Itajaí, Itapema, Joinville, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, São Bernardino, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Serra Alta, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim. A definição de infestação é realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos.
Dengue
É uma doença infecciosa febril causada por um arbovírus. É transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado. Os sintomas da dengue são: febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor retro-orbital (atrás dos olhos), e manchas vermelhas na pele.
Pessoas que estiveram nos últimos 14 dias numa cidade com presença do Aedes aegypti ou com transmissão da dengue e apresentar os sintomas citados devem procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado.
Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti:
·       Evite usar pratos nos vasos de plantas, se usar, coloque areia até a borda;
·       Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
·       Mantenha lixeiras tampadas;
·       Deixe os depósitos para guardar água sempre vedados, sem nenhuma abertura, principalmente as caixas d’água;
·       Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
·       Trate a água da piscina com cloro e limpe uma vez por semana;
·       Mantenha ralos fechados e desentupidos;
·       Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
·       Retire a água acumulada em lajes;
·       Dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados;
·       Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
·       Evite acumular entulho, pois podem se tornar locais de foco do mosquito da dengue.

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