sábado, 4 de julho de 2015

Agência Meteorológica do Japão poderá apoiar fortalecimento do Inmet 
 
 
Em viagem oficial a Tóquio, a ministra Kátia Abreu se reuniu com o diretor-geral da Agência Meteorológica do Japão (JMA), Noritake Nishide. A ministra pediu apoio ao órgão japonês para ampliar a capacidade operacional do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A ministra visitou a sede da Agência Meteorológica do Japão para conhecer em detalhes o trabalho desenvolvido na previsão do tempo e de tufões, além do sistema de anúncio e alertas a nível local e nacional. Kátia Abreu está no país asiático para negociar futuras parcerias comerciais entre as duas nações.
O Ministério da Agricultura propôs à agência japonesa parceria em projetos conjuntos de investimento em equipamentos e troca de experiências na área. Ficou acertado que técnicos e peritos da JMA visitarão o Inmet a fim avaliar as demandas do instituto.
Kátia Abreu disse que pretende fazer do Inmet um dos dez maiores institutos de previsão do tempo e clima do mundo.
“O Japão tem sido historicamente um amigo do Brasil e, hoje, uma das áreas que priorizamos é a previsão do clima, das chuvas, o sistema meteorológico. No Brasil, não temos terremotos, maremotos ou tufões, mas temos a maior agricultura tropical do planeta”, afirmou a ministra durante a reunião.
Radares
Entre as demandas que o Inmet apresentou, por meio da ministra, está um projeto para integrar dados de radares meteorológicos com os de satélite e aperfeiçoar as estações automatizadas. Atualmente, existem 37 radares em operação no Brasil.
O Brasil também propôs parceria para ampliar a infraestrutura computacional, incluindo uma nova facilidade de supercomputação capaz de processar modelos numéricos de alta resolução para a América do Sul.
O instituto também demandou aos japoneses uma parceria para aumentar a capacidade do Brasil de disseminar alertas de tempo severo à população em tempo hábil para tomada de ações apropriadas pelo poder público.
“O Brasil precisa de um instituto de meteorologia que corresponda ao tamanho da nossa agricultura. Nosso sistema está deficiente em infraestrutura computacional e temos que melhorar nossa capacidade de monitoramento e previsão de acontecimentos severos, sistema que no Japão é extremamente eficiente”, observou a ministra.
O diretor-geral JMA sugeriu que o Inmet invista em radares e ofereceu apoio ao órgão brasileiro.
“Nossos técnicos já visitaram o Inmet em outras ocasiões e estamos preparados para voltar a fornecer nossos conhecimentos ao Brasil. Vamos avançar mais e sempre em nossa cooperação”, disse o diretor-geral.

Priscilla Mendes

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