segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Comissão volta a discutir repercussão do Acordo Transpacífico sobre o Brasil

Da Redação
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) volta a discutir na próxima terça-feira (24), às 10h, o Acordo Estratégico Transpacífico de Associação Econômica (TPP), que reúne Estados Unidos, Canadá, Austrália, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã, países que, juntos, representam 40% da economia mundial. O debate será realizado a pedido do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e deve contar com a participação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Luiz Icker Vieira.
A exemplo da primeira audiência sobre o tema, a CRE vai se dedicar a analisar as consequências da criação deste bloco econômico para o Brasil. Naquele encontro, os participantes apontaram a falta de estratégia do governo brasileiro na área de comércio exterior, o que estaria levando o país ao isolamento no cenário internacional.
Os 11 países que integram o TPP concentram 11% da população mundial e mais de 790 milhões de consumidores. A expectativa é de que o Acordo Transpacífico — focado na derrubada de barreiras tarifárias e na unificação de regras de propriedade intelectual — movimente US$ 223 bilhões por ano a partir de 2025. No requerimento de debate, Tasso estimou perdas de US$ 31 bilhões para as vendas industriais brasileiras com esse acerto.
Venezuela
O ministro Mauro Vieira também deverá abordar, na ocasião, denúncia de um suposto veto à indicação do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim como observador brasileiro do processo eleitoral na Venezuela. O assunto está presente no mesmo requerimento de Tasso sobre o TPP.
— Temos a notícia de que o governo venezuelano teria vetado o nome do ex-ministro Nelson Jobim como membro brasileiro da comissão de observadores do processo eleitoral que se aproxima. Torna-se assim imprescindível que esta comissão se inteire das circunstâncias e condições em que se deu todo esse processo, a fim de uma tomada de posição com base em informações mais detalhadas — Tasso.
Agencia Senado

Nenhum comentário:

Postar um comentário