terça-feira, 6 de outubro de 2015

Trabalho a distância no serviço público é tema de audiência

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público discute hoje o Projeto de Lei 2723/15, que autoriza a implantação do sistema de “escritório remoto” no serviço público. O requerimento para realização da audiência pública é de autoria do deputado Daniel Vilela (PMDB-GO).

O sistema de “escritório remoto”, mais conhecido por “home-office”, é uma forma de trabalho exercida a distância, de forma autônoma, utilizando ferramentas tecnológicas e de informação capazes de assegurar um contato direto entre o trabalhador e o empregador. Pode ser exercido no próprio domicílio do trabalhador, em telecentros ou em qualquer ponto onde o trabalhador se encontre. O PL 2723/15, em análise na Câmara, permite a implementação do “escritório remoto” no âmbito da Administração Pública Federal.
Vantagens
Daniel Vilela explica que o “escritório remoto” surge como uma nova forma de organização do trabalho, de forma a redesenhar as estruturas das organizações tradicionais e centralizadas e diminuir as distâncias geográficas. Segundo o deputado, uma das principais vantagens é o conforto propiciado ao trabalhador, pois, dependendo da área do profissional, é importante que ele fique concentrado, sem interferências. Outra vantagem seria não se submeter ao estresse provocado pelo trânsito urbano, com a perda de tempo que poderia ser dispendido em mais produtividade. “Para a Administração também há inúmeras vantagens, como a economia de gastos com aluguel, energia e telefone. As novas tecnologias permitem que o servidor que exerça suas atividades no formato do “escritório móvel” permaneça em contato direto e permanente com os colegas e superiores, podendo receber instruções mesmo não estando fisicamente na sede do seu trabalho”, defende Vilela.
Convidados
Deverão participar do debate:
- o diretor do Departamento de Desenvolvimento e Desempenho Institucional do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (DEDDI/MPOG), Marcelo Mendes Barbosa;
- o secretário de Gestão de Pessoas do Tribunal de Contas da União - TCU, Adriano Cesar Ferreira Amorim;
- a gerente do Departamento da Gestão Estratégica da Superintendência de Pessoas do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO), Giovanna Maria de Aguiar;
- o diretor de Gestão de Pessoas do Banco do Brasil, Carlos Alberto Araújo Netto;
- representante da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EBAPE);
- a diretora para assuntos governamentais representando a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt), Joselma Oliveira Goulart; e
- representantes do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP) e do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
A audiência pública será a partir das 14h30, no Plenário 3.

Íntegra da proposta:

Da Redação - LC

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