domingo, 27 de dezembro de 2015

Volume de recicláveis encaminhados para galpões aumenta 22%


Foto: Ricardo Giusti/PMPA
Coleta Seletiva passou a ser realizada em 100% das ruas da Capital Coleta Seletiva passou a ser realizada em 100% das ruas da Capital
Cerca de três meses após a ampliação da Coleta Seletiva os efeitos já são sentidos nas Unidades de Triagem. Grande parte dos galpões, que empregam cerca de 800 pessoas, estão trabalhando em sua capacidade máxima. Conforme dados da Divisão de Limpeza e Coleta do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), houve aumento de 22% no volume de recicláveis encaminhados para os galpões. Atualmente, a média diária de resíduos recolhidos pela Coleta Seletiva subiu de 100 para 122 toneladas.
Em função disso, algumas cooperativas já pensam em ampliar o trabalho nos galpões. Para 2016, a meta da Cooperativa de Educação Ambiental e Reciclagem Sepé Tiarajú, por exemplo, é passar a operar aos sábados, afirma Pedro Figueiredo, um dos líderes do galpão.  
O diretor-geral do DMLU, André Carús, aponta a campanha ReciclaPOA como um dos fatores de sucesso para a ampliação do volume de resíduos coletados. Lançada no dia 7 de julho, data em que Porto Alegre completou 25 anos de implantação da Coleta Seletiva, a campanha ReciclaPoa tem como objetivo principal sensibilizar a população para o descarte correto dos resíduos sólidos. “Trabalhamos das mais variadas formas para divulgar as alterações e sensibilizar as pessoas a separarem seus resíduos recicláveis. Além da ampla divulgação na mídia, houve trabalho intensivo nas redes sociais e distribuição de materiais porta-a-porta em diversos bairros.”

Carús destaca, ainda, que o aumento da cobertura do serviço também contribui para o aumento de produção. Em 28 de setembro, a Coleta Seletiva foi ampliada de duas para três vezes por semana em 19 bairros (antes da data apenas o Centro Histórico possuía o serviço três vezes por semana) e o serviço passou a ser realizado em 100% das ruas que comportam a entrada de caminhões. “A operação, que desde 1990 não sofria alterações, passou por profunda readequação logística, que causou transtornos para alguns moradores, mas que hoje já traz benefícios concretos para os catadores, trabalhadores da ponta desta cadeia e que a cada dia ampliamos o diálogo e o reconhecimento ao trabalho que executam”, disse.

Sobre o serviço
- O redesenho logístico teve como premissa a busca por uma maior cobertura, sem aumento de custos e equipes. Após amplo diagnóstico do serviço atual e de estudo técnico, o sistema logístico de coleta foi totalmente reformulado. A coleta não ocorre mais por bairros, mas por regiões, que recebem o serviço de forma concentrada. Por isso, a consulta disponível no site do DMLU deve ser feita a partir do endereço completo (rua e número), pois há casos em que o recolhimento de recicláveis de um mesmo bairro ou rua ocorrerá em dias distintos.

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