Secretaria e Fundação Municipais de Cultura comemoram o balanço de 2018


Entre as principais políticas e ações realizadas pela Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura, estão o recorde de execução orçamentária da pasta, o lançamento do Edital da Lei Municipal de Incentivo à Cultura com o maior volume de recursos da história da cidade e a criação do BH nas Telas, programa de desenvolvimento do audiovisual. Também foi ampliado o número de cursos ofertados na Escola Livre de Artes, em 48%, aumento possibilitado pelo investimento de R$ 2 milhões em formação de jovens.

Em setembro de 2017, é recriada a Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte, concretizando um sistema municipal de cultura, integrado à Fundação Municipal de Cultura. Após 16 meses desse novo modelo de gestão, as instituições encerram 2018 comemorando os resultados e apontando novas proposições para 2019.

“Fechamos o ano de 2018 com um saldo bastante positivo para a Cultura em Belo Horizonte. Muitas entregas foram feitas no âmbito da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, sendo que a Fundação atingiu o êxito de execução de 92% do seu orçamento, recorde histórico para a instituição. Temos muitos números a comemorar, mas, mais do que isso, é importante avaliarmos a estruturação das nossas políticas e linhas de ação, assim como nossos novos projetos que serão implementados em 2019, contribuindo para ampliar, democratizar e descentralizar o fazer e o fruir das artes e da cultura em nossa cidade, ajudando a torná-la mais humana e mais plural”, comenta o secretário municipal de cultura, Juca Ferreira.

Em 2017/2018, foram investidos R$ 23,813 milhões em editais e ações de fomento à cultura e às artes, a fim de promover ações desenvolvidas por artistas, agentes e instituições culturais do município, abordando aspectos relacionados a processos artísticos, territorialidade, desconcentração dos recursos e descentralização das atividades. “Lançamos o maior edital da história da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, no valor de R$ 20,05 milhões, voltados à realização de 275 projetos. Vamos agora no final de 2018 lançar mais um edital de fomento, com alguns aperfeiçoamentos”, completa Juca Ferreira.

Como valores focais da gestão, a descentralização e a desconcentração de recursos foram contempladas em diversas ações e programas da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, permeando todas políticas desenvolvidas pela instituição. “Investimos R$ 2,4 milhões em ações de ampliando o acesso aos bens e serviços culturais. Estamos realizando um conjunto de projetos e ações para estar presente em todos os territórios da cidade. Intensificamos nossos esforços na descentralização das atividades e serviços ofertados à cidade. Destaca-se a regional Nordeste que saltou de 0% das atividades recebidas em 2015 para 7% em 2018. Esses são avanços importantes que precisam ser destacados e comemorados”, lembra a presidente da Fundação Municipal de Cultura, Fabíola Moulin.

Entre as principais ações e projetos realizados na busca pela democratização do acesso, estão à qualificação da infraestrutura dos Centros Culturais e teatros municipais, a realização do Festival Descontorno Cultural, realizado nos Centros Culturais com mais de 200 atividades que buscam a valorização da produção cultural dos territórios, a retomada do Descentra, edital de seleção de projetos culturais e artísticos, com foco na descentralização das atividades e na desconcentração dos recursos, priorizando regionais menos favorecidas.

A formação cultural também ganhou destaque em 2018 com a ampliação em 48% do número de cursos ofertados na Escola Livre de Artes, com investimentos de R$2 milhões em formação de jovens.

“Importante também ressaltarmos a rica programação artística e cultural realizada neste ano com a realização de três importantes festivais para a cidade: o Festival Internacional de Quadrinhos, o Festival Internacional de Teatro – Palco & Rua, Festival Descontorno Cultural, atingindo um público de 112 mil pessoas. Inauguramos também seis grandes exposições nos museus geridos pela Prefeitura de Belo Horizonte. E tivemos toda uma programação nos nossos espaços culturais que reuniu um público estimado de 1,5 milhão de pessoas”, ressalta Moulin.

O audiovisual belo-horizontino também finaliza o ano com boas expectativas. O setor ganhou em 2018 um novo programa, o BH nas Telas, que prevê uma série de ações de fomento, formação, preservação, difusão e estímulo ao setor. O programa foi desenvolvido por meio de um arranjo entre a SMC, FMC e a Agência Nacional do Cinema (ANCINE). No total, serão investidos R$ 9 milhões no setor, valor três vezes maior que a média de investimentos anuais, sem gerar aumento nos custos para a Prefeitura de Belo Horizonte. Hoje, o audiovisual é um dos setores que mais cresce no país, gerando trabalho, renda, promovendo a cidade para o mundo.

Também ganharam destaque as políticas de reconhecimento das comunidades tradicionais de matrizes africanas, com ações como o processo de Registro Imaterial das festas de Preto Velho e Iemanjá, reconhecimento dos quilombos Manzo N'Gunzo Kaiango, Mangueiras e Luízes como patrimônio imaterial da cidade, restauração do Monumento à Iemanjá e inauguração das exposições Quilombos Urbanos e Resistência Negra em BH e Ndê!Trajetórias Afro-Brasileiras em Belo Horizonte.

Além da diversa e extensa programação cultural e artística nos espaços culturais geridos pela Fundação Municipal de Cultura, que reuniu um público estimado de 1,5 milhão de pessoas, também foram realizados em 2018 três importantes festivais para a cidade: o Festival Internacional de Quadrinhos, o Festival Internacional de Teatro – Palco & Rua, Festival Descontorno Cultural, atingindo um público de 112 mil pessoas.

Novidades para 2019

Entre as novidades previstas para 2019, está a implementação do Circuito Municipal de Cultura. O projeto objetiva descentralizar e democratizar o acesso a uma programação cultural diversa e expressiva por meio da ocupação articulada e integrada dos equipamentos e espaços da cidade, realizar um calendário anual e contínuo com programações artísticas, culturais e de formação e ações intersetoriais envolvendo outros dez órgãos da Prefeitura de Belo Horizonte.

Também está prevista a realização dos Seminários Cultura e Pensamento. Serão quatro edições que refletem a necessidade de promover reflexões e debates sobre temas relevantes para a compreensão do Brasil e da sua inserção no mundo contemporâneo.

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