sábado, 26 de setembro de 2015

Senado resgata lustres que iluminavam Palácio Monroe

Ricardo Westin | 
O Senado acaba de descobrir 20 lustres feitos de ferro, latão e cristal que iluminavam os salões do Palácio Monroe, no Rio de Janeiro, a sede da Casa entre 1925 e 1960.
Os lustres estavam guardados em grandes caixas de madeira que permaneceram lacradas durante quase 40 anos — desde que o Palácio Monroe foi demolido, em 1976 — dentro de um depósito do Senado, em Brasília.
— Quando abrimos as caixas, descobrimos uma realidade maravilhosa — afirma o coordenador do Museu do Senado, Alan Silva.
São lustres no estilo rococó, repletos de ornamentos e detalhes — bem fiéis às linhas aristocráticas do velho Palácio Monroe.
Eles, porém, ainda não mostram todo o seu esplendor. Com o tempo, parte das peças de metal enferrujou. Dos cristais, alguns estão trincados ou quebrados. Antes de serem montados, os lustres vão passar por restauração.
Quando a capital foi transferida para Brasília, em 1960, o Palácio Monroe passou a funcionar como representação do Senado no Rio. Praticamente todo o mobiliário do antigo Senado ficou no Monroe porque destoaria do estilo modernista do Congresso, desenhado por Oscar Niemeyer.
Com a demolição do Monroe, em 1976, uma parte do mobiliário foi vendida. Outra parte foi remetida para Brasília. Os assentos de madeira maciça que os senadores ocupavam no Plenário, por exemplo, estão hoje em exibição no Museu do Senado.
Quando chegaram a Brasília, as caixas que continham os lustres acabaram sendo desprezadas e esquecidas. Toda a atenção foi dada às que trouxeram escrivaninhas e cadeiras, que teriam utilidade para senadores e funcionários. Não era o caso dos lustres rococós.
A decisão de abrir as caixas somente agora tem a ver com as comemorações dos 190 anos do Parlamento brasileiro, que ocorrerão no ano que vem. A ideia do Museu do Senado é organizar uma grande exposição com peças históricas de várias épocas — incluindo os lustres do Monroe — capazes de contar a história da instituição.
— Não podemos deixar a memória do Senado desaparecer — diz o coordenador do museu.
O Senado nasceu em 1826. A sede durante todo o Império e o início da República foi o Palácio Conde dos Arcos, no centro do Rio. Depois, mudou-se para o Palácio Monroe, também no centro. O prédio atual, em Brasília, é a terceira sede.
Agência Senado

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