Tunísia fornece refeições em escolas para 260 mil crianças

por ONU Brasil
Tunísia mais que dobrou investimentos em alimentação escolar desde 2013. Foto: PMA
Tunísia mais que dobrou investimentos em alimentação escolar desde 2013. Foto: PMA

Todos os dias, 260 mil estudantes na Tunísia recebem refeições quentes nas escolas. O número é fruto do interesse do país em garantir uma nutrição saudável para todos os jovens. Desde 2013, a nação do norte da África mais que dobrou os investimentos em seu programa nacional de alimentação escolar, que recebeu 13 milhões de dólares do governo no ano letivo 2017-2018.
A experiência tunisiana foi apresentada aos participantes do Fórum Global de Nutrição Infantil, realizado em Túnis, capital do país, em outubro. Delegações de outras 59 nações puderam se inspirar na estratégia, que recebe apoio do Programa Mundial de Alimentos (PMA).
Embora sob a responsabilidade do Ministério da Educação nacional, o modelo da Tunísia para a alimentação escolar é altamente descentralizado. As compras de comida e a gestão são feitas no nível das escolas, e os municípios desenvolveram diferentes soluções para organizar o abastecimento e garantir a qualidade das refeições.
Em algumas cidades, como Nadhour, as comunidades estão diretamente envolvidas no preparo dos pratos. No município, existe uma cozinha que produz 1,5 mil refeições diariamente e distribui os alimentos para cinco colégios. Os cozinheiros foram contratados localmente e a alimentação escolar é complementada com vegetais cultivados por cem voluntárias. Além de contribuir com a nutrição dos seus filhos nas instituições de ensino, essas agricultoras familiares podem ficar com parte do que produzem para vender no mercado ou enriquecer a dieta em casa.
Em outras regiões, cada escola é responsável por comprar os alimentos e fazer as refeições. O governo da Tunísia também tem implementado outros modelos, com a criação de bancos de alimentos para as instituições.
As autoridades promovem uma abordagem multissetorial, que combina as compras institucionais de alimentos com a oferta de produtos feitos por mulheres rurais. Com isso, o país garante uma alimentação saudável e ajuda a gerar renda nas comunidades agrícolas. O programa tunisiano inclui ainda a elaboração de cardápios nutritivos e balanceados e apoia a educação nutricional por meio de hortas nos colégios.
Um objetivo crucial do modelo da Tunísia é garantir que os meninos e meninas mais vulneráveis sejam alcançados pela alimentação escolar, para melhorar taxas de educação e nutrição, bem como a cobertura da proteção social. Com assistência do PMA, servir uma refeição quente e nutritiva ao meio-dia se transformou num ponto-chave da reforma educacional do país.
Gestores do país africano chegaram a visitar o Brasil para uma missão de estudos. O objetivo era conhecer as políticas brasileiras de alimentação escolar. A viagem à nação sul-americana foi organizada pelo Centro de Excelência contra a Fome da ONU, em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores.

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