Agronegócio evita queda ainda maior do PIB
A agricultura, mais especificamente a safra de grãos,
impediu que o declínio de 0,2% no PIB do primeiro trimestre de 2015,
anunciado pelo IBGE nesta sexta-feira, fosse ainda mais profundo.
Impulsionada pela soja, a agropecuária apresentou elevação de 4,7%,
enquanto a indústria registro retração de 0,3% e os serviços amargaram
recuo de 0,7%. “Foi um resultado excepcional e mostra, mais uma vez, que
o agronegócio continua sendo a principal sustentáculo da economia
brasileira. Em função disso, o segmento precisa ser considerado
prioritário na formulação das políticas públicas”, comentou Luiz
Cornacchioni, diretor-executivo da Abag – Associação Brasileira do
Agronegócio.
Apesar desse
dado positivo registrado pelo segmento do agronegócio, Cornacchioni
salienta que o cenário de médio prazo aponta para algumas complicações.
“Teremos um ano difícil pela frente em função de que as commodities
entraram num processo de preços declinantes. Além disso, o produtor vai
encontrar preços elevados na compra dos principais insumos para as
próximas safras, uma vez que boa parte desses insumos tem sua cotação em
dólar, que está num viés de alta”, comenta o executivo da Abag. Outro
aspecto que preocupa Cornacchioni é a forte queda nos investimentos
apontada pela mesma pesquisa do IBGE. “Isso significa investimentos
insuficientes para, por exemplo, ampliar e modernizar a infraestrutura
de transporte e logística, que é fundamental para o escoamento da
safra”, complementa.
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