II Simpósio Pós-Colheita reúne mais de 200 produtores em Naviraí, MT
Nos dias 28 e 29 de maio, Naviraí recebeu o II Simpósio de Pós-Colheita de Grãos do Mato Grosso do Sul, com o tema “Sustentabilidade da Pós-Colheita de Grãos”. O evento contou com a participação de mais de 200 produtores e lideranças do setor. A mesa de autoridades foi formada pelo Gerente da Divisão Operacional de Silos da Copasul e presidente da comissão organizadora do evento, Edson Shingu, pelo presidente da ABRAPOS (Associação Brasileira de Pós-Colheita), Marcelo Alvares de Oliveira, pelo presidente do Sistema OCB/MS, Celso Régis, pelo presidente da Aprosoja MS, Maurício Saito, pelo engenheiro agrônomo da Sepaf (Secretaria de Estado de Produção e Agricultura Familiar), Rafael Alves, pelo presidente do Sindicato Rural de Naviraí, Yoshihiro Hakamada, pelo Chefe Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Guilherme Lafourcade Asmus e pelo secretário de finanças de Navirai, Adelvino Francisco de Freitas.
Esta é a segunda edição do evento criado pela ABRAPOS no Estado do Mato Grosso do Sul. A Copasul é realizadora da edição 2015 do evento com a co-promoção de instituições e Cooperativas do Mato Grosso do Sul e do Paraná.
O evento visa atender a demanda das instituições locais envolvidas no pós-colheita de grãos. O objetivo é estimular a busca de resultados que promovam a qualidade e a confiança das cadeias alimentares nos grãos armazenados. A indústria de equipamentos, produtos e serviços estará presente em estandes de expositores, trazendo as inovações tecnológicas que permitirão ao setor de pós-colheita se manter na posição de destaque no agronegócio brasileiro.
O primeiro dia foi marcado por grandes palestras, a primeira delas foi “Mercado de Grãos” com Paulo Morceli da Conab, que fez uma análise do atual cenário econômico do mercado de milho e soja, como também falou de perspectivas para o próximo ano. “A alta do dólar literalmente salvou a lavoura”, declarou.
O economista explicou que os preços desta safra se explicam devido à alta produção e ao alto estoque, números que o Brasil nunca teve, mas mesmo assim, de forma geral há uma boa remuneração.
Em relação ao milho, Mato Grosso do Sul está com preços perto do valor mínimo, diferente do Mato Grosso que adiantou as vendas e conseguiu melhor preços para a venda.
Logo após, ocorreu o Painel “Secagem de grãos” com a palestra “Custos e otimização dos recursos para secagem de grãos” com Alcemir Chiodelli da CVale. “O grande desafio é fazer mais e melhor com a mesma estrutura, aproveitar o máximo a capacidade dos recursos”, afirmou.
Segundo o palestrante o que estraga o grão é água e temperatura, pois tudo precisa ser muito bem dosado e ainda conseguir tirar a agua de dentro do grãos sem alteração a qualidade do produto.
A segunda palestra do painel foi “Produção de lenha com clones de eucalipto” com o engenheiro florestal, André Angonese. Que mostrou diversos números do setor no Brasil e no mundo, o nosso país é segundo com a maior cobertura florestal do mundo, mas já no ranking de florestas plantadas, o Brasil está em oitavo lugar. Cerca de 98,7% das florestas no nosso país é natural e apenas 1,3% é plantada.
De toda a floresta plantada, cerca de 66% é de eucalipto, seguido de 26% de pinus. A maior parte dessa produção é destinada a celulose e papel e depois carvão vegetal.
O simpósio seguiu nesta sexta-feira, dia 29 de maio, em Naviraí, com palestras sobre danos de percevejos e seus efeitos na pós colheita, qualidade do milho para ração animal, segurança do trabalho nas unidades armazenadoras de grãos, inovações em máquinas e equipamentos de pós-colheita, máquinas colhedoras e regulagens de colheita para preservar qualidade dos grãos, mecanização dos processos operacionais e a racionalização da mão de obra nas unidades armazenadora e aeração de grãos.

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