Secretário da Educação debate sistemas educacionais com representantes de universidade alemã

- O titular da pasta está em missão à Alemanha para colher elementos sobre a educação profissional
Na Alemanha, a formação profissional é uma tradição que remonta à Idade Média. É mantida e modernizada ao longo do tempo, a partir das demandas sociais e dos setores econômicos e da produção. Na década de 90, a Europa operacionalizou a separação entre a formação geral e a profissional, o que não foi seguido no país. Os jovens formados pelo sistema dual têm formação de alta qualidade e se tornam profissionais aptos a trabalhar em qualquer localidade europeia.
De acordo com Seubert, no país há consenso sobre a necessidade de um padrão elevado de qualidade na formação profissional, dos sindicatos à administração pública e os partidos, passando por associações empresariais. "A postura positiva diante do trabalho, da formação e da profissão pode ser considerada parte importante da cultura alemã que ganha mais importância na era pós-industrial", explica o professor.
Seubert afirma que uma formação profissional qualificada "desconhece alternativas do ponto de vista social, mas também econômico, pois atividades simples, que podem ser realizadas sem formação mais demorada poderão perder mais espaço na Alemanha e em outros locais". Assim, destaca o alemão, esta realidade também pode ser a brasileira, fazendo com que a formação profissional na contemporaneidade se revista em uma importância decisiva para o indivíduo e para a coletividade.
No sistema alemão, a educação é obrigatória até a nona série. Entre a décima e a décima segunda, o aluno pode optar pela educação profissional, por meio do modelo dual, que terá aulas teóricas na escola e práticas em empresas na área escolhida, ou, ainda, cursar o chamado gymnasium, que prepara o estudante para ingresso no ensino superior. O estudante da educação profissional também poderá acessar a universidade após a conclusão do ensino dual, desde que tenha três anos de experiência profissional.
Texto e foto: Patrícia Coelho
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