Voluntários continuam orientando turistas em Curitiba até o final da Copa


Até 13 de julho, quando termina oficialmente a Copa do Mundo 2014 no Brasil, os voluntários do programa Brasil Voluntário estarão atuando em pontos específicos de Curitiba para atender o turista que vem conhecer a cidade. São 575 pessoas que, em turno de quatro horas diárias, estarão de prontidão no Aeroporto Afonso Pena, Rodoferroviária e Largo da Ordem - um dos locais onde mais se concentram turistas em Curitiba.
“Encerramos na tarde desta quinta-feira (26) a atuação no entorno da Arena da Baixada, mas continuamos atendendo aos turistas que, depois de assistirem jogos em outros estados vêm conhecer Curitiba”, disse Ana Célia Pires Curuca Lourenção, coordenadora do programa Brasil Voluntário em Curitiba e diretora da Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego.
Ana Célia disse que a contribuição dos voluntários foi excelente. “São pessoas extremamente empolgadas, com grande boa vontade e que têm espírito solidário”, disse a coordenadora, que informou que entre muitos brasileiros têm voluntários vindos da Itália, Haiti, Turquia, Argentina e Colômbia.
Marlene Damásio disse que trabalhar como voluntária é uma experiência única que será lembrada para sempre. “Estou atendendo as pessoas com deficiência desde o ponto do ônibus perto da Arena da Baixada, acompanhando-os até a entrada no estádio. Não têm preço. Um apoio que proporciona segurança”, afirmou.
O jovem Felipe Miacci, pessoa com deficiência, que veio de São Paulo para assistir ao jogo entre Rússia e Argélia, disse que o atendimento foi ótimo. “É bom ser amparado. Muita gente complica a mobilidade, mas com a ajuda do voluntário nos sentimos mais protegidos”, disse.
Bruna Sunyê, de 20 anos, estudante de Comunicação Social e fluente em francês, adorou a experiência. “Conheci muita gente, fiz amigos e ajudei todos que procuram. Mas o melhor foi ser reconhecida, depois de alguns dias por um grupo que agradeceu o apoio”, afirmou.
Os russos Sergey Ceprocipus e Alexey Derevskov, vindos de Tyumen, na Sibéria, abordaram voluntários para trocar uma bandeira do Brasil por um cachecol da Rússia. “O jogo não é tão importante. Viemos para confraternizar com os brasileiros”, disse Alexey.
As voluntárias Ana Lúcia Gouveia da Silva e Bruna Moraes disseram que ajudar é o mais importante. “É uma experiência fantástica. Trabalhamos, nos divertimos e ainda ajudamos a todos que precisam”, disse Bruna.

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