Representantes da Defesa Civil Estadual visitam obras estruturais de
contenção de cheias no Japão
Florianópolis,

Enquanto o governador Raimundo Colombo e comitiva cumprem agenda pela
Coreia do Sul, os representantes da Secretaria de Estado da Defesa Civil,
o diretor de prevenção major Emerson Neri Emerim, o gerente de
monitoramento e alerta, Frederico Rudorff, e Paulo Eli, da Secretaria de
Assuntos Estratégicos, já estão no Japão e realizam visitas com as equipes
técnicas para conhecer as obras de contenção de cheias existentes no país.
Nesta terça-feira (25), o grupo visitou as estruturas de contenção
gerenciadas em sua maioria pela Agência de Águas do Rio Edo.



Pela manhã, a comitiva conheceu o canal subterrâneo de drenagem,
considerado um dos maiores do mundo. Ele bombeia água de rios pequenos
para rios de médio porte como o Nada, Kuramatsu e Otoshifurutone e
direciona para o rio Edo, por um canal de 6,3 km de comprimento a 50
metros de profundidade no subsolo, com capacidade de armazenamento de
aproximadamente 770 mil m³ de água. Sua construção iniciou em 1993 e foi
concluído em 2006, com investimentos na ordem de R$ 4 bilhões. A estrutura
foi projetada para suportar enchentes com grau de segurança de 100 anos,
mas é acionada cerca de oito vezes ao ano, prevenindo também, enchentes de
pequeno e médio porte.



Durante a tarde, a visita ocorreu no empreendimento de uma lagoa de
contenção de cheia que está em fase de construção, cujo entorno irá
suportar uma cidade planejada para cerca de 20 mil habitantes. A lagoa,
além de ter a função de regulação hidrológica, serve também como área de
lazer com parques aquáticos, ciclovias e vias para pedestres. Na
sequencia, o grupo visitou os diques de contenção com alturas de até 10
metros, alguns distantes de 500 metros da margem do rio. Toda a área é
aproveitada para lazer, esporte e ciclovias na parte superior dos diques,
protegendo a população nas áreas externas aos diques. Outra visita ocorreu
nas comportas que têm a função de contenção de salinidade e de controle de
cheias durante a ocorrência de tufões.



De acordo com o diretor de prevenção, major Emerson Emerim, apesar dos
investimentos aplicados nas obras que visitamos serem elevados para os
padrões brasileiros, ficou evidenciado que as medidas adotadas no Japão
são capazes de evitar danos e prejuízos consideráveis. "O que prova que os
investimentos preventivos estruturais são de excelente custo-benefício.”

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