sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Edição de fevereiro da Radis analisa a tríplice epidemia viral de dengue, zika e chikungunya


Fonte: Ensp/Fiocruz
A edição nº 161 da revista Radis, elaborada pela Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), analisa a atual crise sanitária causada pela tríplice epidemia viral de dengue, chikungunya e zika e propõe outras estratégias para o controle destas enfermidades. De acordo com especialistas escutados, atacar o vetor com substâncias tóxicas é uma ação questionável e o mais indicado seria modificar as condições que propiciam a proliferação do mosquito, como a ausência de saneamento e de oferta contínua de água, o acúmulo de lixo, a falta de drenagem e limpeza pública, além da falta de cuidado dentro e fora das casas.                    
O fio condutor da reportagem utiliza outra metáfora, a óptica, e foca a questão para além do mosquito, buscando compreender o contexto geral, que inclui proliferação do vetor e alternativas de controle, formas de prevenção à transmissão, conhecimento sobre as novas doenças, tratamento e acompanhamento das pessoas, além da análise do impacto sobre o Sistema Único de Saúde e das condições que lhe são dadas para cumprir seu papel de cuidar de toda a população. Ainda no tema, a publicação registra um debate com jornalistas e sanitaristas sobre a importância da credibilidade de agilidade da comunicação de informações, sem alarde, na imprensa e nas redes sociais.
A revista traz também um alerta contra o risco de retrocesso na reforma psiquiátrica e destaca os protestos realizados por entidades médicas, profissionais, acadêmicos e usuários ligados à luta antimanicomial devido a entrega da coordenação geral desta área no ministério da Saúde para o psiquiatra Valencius Wurch Duarte Filho, ex-diretor da Casa de Saúde Dr. Eiras de Paracambi, fechada por ordem judicial em 2012.
Outros destaques da edição abordam o acordo de Paris, que estipulou metas e recursos para limitar o aquecimento do planeta, o crescimento no Brasil do número de transplantes de órgãos, o desenvolvimento de jogos eletrônicos que ajudam a prevenir doenças e uma homenagem ao pesquisador Haity Moussatché, referência mundial em fisiologia e farmacologia, que foi cassado pela ditadura militar, mas voltou a Fiocruz para concluir sua bela trajetória de grandes contribuições à ciência e à saúde.

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