Teste do Pezinho catarinense é um dos mais avançados do país
O Programa Nacional de Triagem Neonatal do Ministério da Saúde, conhecido
como Teste do Pezinho, responsável pelo diagnóstico de patologias raras em
recém-nascidos, está completando 10 anos. O programa desenvolvido em Santa
Catarina, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), oferece sete
exames e é considerado um dos mais avançados do país. Desde a sua
implantação, quase um milhão e meio de recém-nascidos já fizeram o teste
no estado.
O Teste do Pezinho é constituído de três fases, e o estado catarinense é
considerado pioneiro na implantação da terceira etapa, seguido dos estados
do Paraná, Espírito Santo, de Minas Gerais e São Paulo. Léa Ruhland, chefe
da Divisão de Análise Neonatal do Laboratório Central de Saúde Pública
(Lacen), para onde as amostra coletadas são enviadas e analisadas, explica
que Santa Catarina se destaca entre os demais estados do Brasil pela
amplitude no atendimento e por estar na fase mais avançada do programa
nacional, com a realização de sete tipos de exames. A média hoje é de sete
mil testes e 49 mil exames por mês. “A maioria dos estados brasileiros
oferece exames que detectam de duas a quatro doenças”, observa Léa.
Com uma cobertura de 100% em todo o território catarinense, o Teste do
Pezinho é responsável pelo diagnóstico de quatro doenças congênitas ou
infecciosas inseridas no Programa Nacional de Triagem Neonatal,
possibilitando identificar hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria,
triagem da anemia falciforme e outras hemoglobinopatias, e fibrose
cística. Além disso, o Lacen realiza adicionalmente ainda mais três
exames para diagnóstico da Hiperplasia Adrenal Congênita, da Galactose e
da Deficiência da Biotinidase, em um total de sete tipos de exames de
Triagem Neonatal.
A realização do teste é importante por detectar varias doenças genéticas,
metabólicas ou infecciosas, que geralmente só se manifestam após alguns
meses de vida. “Quanto mais cedo for feito o diagnóstico da doença,
maiores serão as chances de tratamento e bem melhor será o desenvolvimento
da criança”, esclarece a chefe da Divisão de Análise Neonatal do Lacen.
O exame é gratuito e obrigatório, e as mães devem procurar o centro de
saúde mais próximo de sua residência. O teste é feito a partir de gotas de
sangue colhidas do calcanhar do recém-nascido, que deve ter entre três e
sete dias de vida. O material coletado é encaminhado para o Lacen que
recebe amostras de todo o estado.
A busca ativa é realizada em todos os pacientes cujas amostras
apresentarem resultados fora dos valores de referência preconizados.
Nestes casos, uma nova amostra é solicitada para repetição do teste ou,
dependendo da patologia, os pacientes são prontamente encaminhados ao
serviço de referência para consulta com médicos especialistas. O Hospital
Infantil Joana de Gusmão, administrado pela SES, é referência em Santa
Catarina.
Histórico
Em Santa Catarina, o Teste do Pezinho tornou-se obrigatório para todas as
crianças nascidas nos hospitais e maternidades estaduais e particulares a
partir de maio de 1986, através da Lei nº 6762/SC. O Laboratório Central
de Saúde Pública de Santa Catarina- Lacen- passou a realizar o diagnóstico
da Fenilcetonúria e do Hipotireoidismo Congênito no ano de 1991, atendendo
inicialmente a população da Grande Florianópolis. A partir de 1992, o
serviço foi gradativamente estendido aos demais municípios catarinenses.
No Brasil, a triagem neonatal foi incorporada ao Sistema Único de Saúde em
1992, com uma legislação que determinou a obrigatoriedade da realização do
Teste do Pezinho para todos os recém-nascidos vivos. Hoje, o teste do
pezinho é feito em todo o território nacional. Os estados são habilitados
de acordo com os exames realizados. O trabalho desenvolvido no Brasil é
considerado referência mundial como o maior programa de genética clínica
em saúde pública.
Fases do programa
Fase I - Realização da triagem da Fenilcetonúria e do Hipotireoidismo
Congênito;
Fase II – Realização dos exames da Fase I, mais a triagem da Anemia
Falciforme e outras Hemoglobinopatias
Fase III – Além dos exames da Fase I e II, é feito o diagnóstico da
Fibrose Cística.
O Programa Nacional de Triagem Neonatal do Ministério da Saúde, conhecido
como Teste do Pezinho, responsável pelo diagnóstico de patologias raras em
recém-nascidos, está completando 10 anos. O programa desenvolvido em Santa
Catarina, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), oferece sete
exames e é considerado um dos mais avançados do país. Desde a sua
implantação, quase um milhão e meio de recém-nascidos já fizeram o teste
no estado.
O Teste do Pezinho é constituído de três fases, e o estado catarinense é
considerado pioneiro na implantação da terceira etapa, seguido dos estados
do Paraná, Espírito Santo, de Minas Gerais e São Paulo. Léa Ruhland, chefe
da Divisão de Análise Neonatal do Laboratório Central de Saúde Pública
(Lacen), para onde as amostra coletadas são enviadas e analisadas, explica
que Santa Catarina se destaca entre os demais estados do Brasil pela
amplitude no atendimento e por estar na fase mais avançada do programa
nacional, com a realização de sete tipos de exames. A média hoje é de sete
mil testes e 49 mil exames por mês. “A maioria dos estados brasileiros
oferece exames que detectam de duas a quatro doenças”, observa Léa.
Com uma cobertura de 100% em todo o território catarinense, o Teste do
Pezinho é responsável pelo diagnóstico de quatro doenças congênitas ou
infecciosas inseridas no Programa Nacional de Triagem Neonatal,
possibilitando identificar hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria,
triagem da anemia falciforme e outras hemoglobinopatias, e fibrose
cística. Além disso, o Lacen realiza adicionalmente ainda mais três
exames para diagnóstico da Hiperplasia Adrenal Congênita, da Galactose e
da Deficiência da Biotinidase, em um total de sete tipos de exames de
Triagem Neonatal.
A realização do teste é importante por detectar varias doenças genéticas,
metabólicas ou infecciosas, que geralmente só se manifestam após alguns
meses de vida. “Quanto mais cedo for feito o diagnóstico da doença,
maiores serão as chances de tratamento e bem melhor será o desenvolvimento
da criança”, esclarece a chefe da Divisão de Análise Neonatal do Lacen.
O exame é gratuito e obrigatório, e as mães devem procurar o centro de
saúde mais próximo de sua residência. O teste é feito a partir de gotas de
sangue colhidas do calcanhar do recém-nascido, que deve ter entre três e
sete dias de vida. O material coletado é encaminhado para o Lacen que
recebe amostras de todo o estado.
A busca ativa é realizada em todos os pacientes cujas amostras
apresentarem resultados fora dos valores de referência preconizados.
Nestes casos, uma nova amostra é solicitada para repetição do teste ou,
dependendo da patologia, os pacientes são prontamente encaminhados ao
serviço de referência para consulta com médicos especialistas. O Hospital
Infantil Joana de Gusmão, administrado pela SES, é referência em Santa
Catarina.
Histórico
Em Santa Catarina, o Teste do Pezinho tornou-se obrigatório para todas as
crianças nascidas nos hospitais e maternidades estaduais e particulares a
partir de maio de 1986, através da Lei nº 6762/SC. O Laboratório Central
de Saúde Pública de Santa Catarina- Lacen- passou a realizar o diagnóstico
da Fenilcetonúria e do Hipotireoidismo Congênito no ano de 1991, atendendo
inicialmente a população da Grande Florianópolis. A partir de 1992, o
serviço foi gradativamente estendido aos demais municípios catarinenses.
No Brasil, a triagem neonatal foi incorporada ao Sistema Único de Saúde em
1992, com uma legislação que determinou a obrigatoriedade da realização do
Teste do Pezinho para todos os recém-nascidos vivos. Hoje, o teste do
pezinho é feito em todo o território nacional. Os estados são habilitados
de acordo com os exames realizados. O trabalho desenvolvido no Brasil é
considerado referência mundial como o maior programa de genética clínica
em saúde pública.
Fases do programa
Fase I - Realização da triagem da Fenilcetonúria e do Hipotireoidismo
Congênito;
Fase II – Realização dos exames da Fase I, mais a triagem da Anemia
Falciforme e outras Hemoglobinopatias
Fase III – Além dos exames da Fase I e II, é feito o diagnóstico da
Fibrose Cística.