John Deere comemora os 50 anos da primeira colheitadeira do Brasil
Há 50 anos um fato histórico mudaria o perfil do
agricultor brasileiro em busca de mais desempenho no campo: o lançamento
da primeira colheitadeira autopropelida do Brasil. O feito aconteceu
exatamente no dia 5 de novembro de 1965, quando foi montado o modelo SLC
65-A, em Horizontina (RS). O equipamento, produzido pela empresa gaúcha
Schneider Logemann & Cia, era inspirado no modelo 55 da John Deere –
uma das mais avançadas máquinas de então.
Na
época, muitas colheitadeiras eram importadas e havia a necessidade da
fabricação local. A SLC vislumbrou essa oportunidade e foi pioneira,
conforme explica Ariosto Moraes, gerente regional de Treinamento da John
Deere Brasil. Ariosto faz parte dessa importante história, já que ele
trabalha na empresa desde antes da aquisição da SLC pela John Deere,
tendo iniciado sua carreira há 45 anos. “Foi uma aposta visionária e
isso foi vital e revolucionário para a agricultura brasileira na época. A
revolução maior foi o aumento de plantio de soja que iniciou na região e
se expandiu para o estado do Rio Grande do Sul e Paraná”, conta.
Em
1979 a SLC vendeu 20% de suas ações à John Deere e iniciou uma história
juntos no Brasil. Em 1983 lançou o modelo 6200, trazendo a tradicional
cor verde e a tecnologia da líder mundial em equipamentos agrícolas. Em
1996, a John Deere adquiriu mais 20% do capital da SLC, e começaram a
fabricar no Brasil os tratores SLC-John Deere. Alguns anos mais tarde,
em 1999, a John Deere adquiriu o controle total da SLC e em 2001 a marca
foi mundialmente incorporada no país, quando todos os equipamentos
produzidos passaram a ter oficialmente o nome John Deere.
Desde
1945, ano de sua fundação, a SLC atuava na fabricação de pequenos
implementos agrícolas e trilhadeiras. Entretanto, com o aumento
significativo do cultivo da soja na década de 1960, tornou-se necessária
a fabricação de máquinas mais eficientes e maiores, que ajudassem os
agricultores em suas lavouras. “As pessoas estavam animadas com a
novidade, pois sabiam que poderiam plantar por que teriam mais
tecnologia para colher. Isso expandiu os investimentos em plantio de
soja e o resultado das famílias que iniciaram o ciclo dessa cultura no
Brasil”, relembra Ariosto.
A
princípio foi apenas uma colheitadeira e conforme a demanda aumentava,
foi expandindo sua produção de máquinas, basicamente pelo aumento da
área de plantio de soja no Brasil. Em 1970 já ultrapassavam mil unidades
de colheitadeiras fabricadas.
A
decisão da SLC foi fundamental para expandir o desenvolvimento de
pessoas e tecnologia em prol dos produtores. “A empresa definiu que a
John Deere seria sua parceira tecnológica, e, além disso, também
investiu nos colaboradores. Visando desenvolver as pessoas e manter os
talentos na empresa, foi criado um time de profissionais com os que já
estavam na organização”, explica Ariosto Moraes.
Ivo
Possatto, de Arapoti (PR) teve diversas experiências empreendedoras
antes de se dedicar exclusivamente à sua paixão: a pecuária. Madeireira,
posto de gasolina e revenda de tratores são algumas das atividades que o
agricultor, que tem 93 anos de idade, exerceu. Sua primeira lavoura foi
de café, em 1953, e em 1965 já plantava arroz, feijão, trigo e soja,
sendo sua família considerada uma das pioneiras na plantação de soja no
Estado do Paraná.
A
família Possatto possui diversos equipamentos John Deere e Ivo Possatto
conta que desde a década de 50 tem proximidade com a marca. “Era muito
difícil na época, a única alternativa que tínhamos era importar o
equipamento. Sendo assim, minha primeira colheitadeira foi um modelo
John Deere vindo de Moline”, conta.
Logo
após, em 1965, Ivo Possatto adquiriu quatro modelos SLC-65 para
padronizar a frota de sua propriedade. “Eu trabalhava direto com a
máquina, era um equipamento sem capota, colhíamos a céu aberto e não era
hidráulica”, lembra.
Ele
ainda reforça que a evolução dos equipamentos durante todos esses anos é
algo incrível. “Não colhíamos a granel, mas em sacas. Naquela época a
colheitadeira era revolucionária e fazia cerca de 500 sacas por dia,
hoje podemos dizer que a Série S faz cinco mil no mesmo período de
tempo”, afirma.
O
patriarca passou para seus filhos e netos a paixão pelo trabalho com a
terra e a visão de futuro das atividades relacionadas ao agronegócio.
Hoje, Ivo Possatto Filho e Ivo Possatto Neto investem na produção de
canola como alternativa para safra de inverno. Como ainda é algo recente
no país e com poucos produtores, a família incentiva a expansão da
cultura. A família que teve a máquina pioneira da década de 60 fez
história com a John Deere e possui a moderna colheitadeira da Série
S670, equipada com soluções em gerenciamento agrícola.
A
história da John Deere é marcada pelo foco em desenvolvimento de
produtos, com tecnologias que garantem mais produtividade, com maior
disponibilidade e o menor custo de operação. Nos seus 177 anos, a
história da companhia se mistura com inovações agrícolas que
revolucionaram o campo, sendo que a inovação é um dos pilares que mais
caracteriza a empresa.
A
prova mais recente da alta tecnologia voltada para o agricultor é o
projeto global de pesquisa e desenvolvimento que resultou na nova Série S
de colheitadeiras John Deere.
São
cinco modelos disponíveis (S540, S550, S660, S670 e S680), mais
eficientes e garantem que o trabalho seja concluído em um curto espaço
de tempo, com cerca de 15% mais produtividade que os concorrentes,
podendo, deste modo, finalizar a colheita em até sete dias antes do
previsto.
As máquinas
apresentam exclusivo monitor de controle CommandCenter, sensível ao
toque e o sistema inteligente HaverstSmart que varia a velocidade da
colheitadeira automaticamente controlado pelas perdas esperadas e pela
alimentação do equipamento.
E
para reduzir o custo da tonelada colhida, a Nova Série S disponibiliza o
novo sistema de limpeza DF3, que limpa melhor os grãos, separando dos
resíduos, e a área da peneira 30% maior proporciona mais qualidade na
colheita e sem perdas na lavoura.
“As
colheitadeiras da Série S garantem mais produtividade em função da
tecnologia embarcada, o que proporciona a colheita de até um hectare a
mais por hora do que um equipamento de outra marca da mesma categoria, e
ainda, com ganhos de eficiência no consumo de combustível em até 17%”,
afirma Alex Sayago, diretor de Vendas da John Deere Brasil e diretor de
Marketing para a América Latina.
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