Olericultura do Vale do Caí ganha força com criação de Câmara Temática


A Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa/RS) foi convidada a integrar, com outros segmentos da cadeia de insumos (sementes, mudas, composto, embalagens e equipamentos), produção (produtores), processamento (indústrias), comércio e consumidores, a Câmara Temática Regional de Olericultura do Vale do Caí. A olericultura é a área da horticultura que abrange a exploração de hortaliças, folhosas, raízes, bulbos, tubérculos, frutos diversos e partes comestíveis de plantas, além do cultivo de plantas hidropônicas. Um terço das hortaliças comercializadas na Ceasa é proveniente dos 16 municípios da região, desenvolvida principalmente por agricultores familiares.

A Câmara Temática foi criada e instalada com o objetivo de unir os diferentes atores envolvidos com a produção de hortaliças e discutir questões relacionadas desde a adoção de insumos e de tecnologia, quanto à forma de cultivo convencional, protegido, hidropônico e orgânico, canais de comercialização e de distribuição, entre outros. Um grupo de trabalho irá se reunir em Bom Princípio, no dia 05 de dezembro, para preparar a pauta da primeira reunião da Câmara Temática, que ocorrerá dia 09 de dezembro, às 13h30, em Feliz.

Segundo o presidente da Ceasa, Paulino Donatti, a instalação da primeira Câmara Temática da Olericultura no Rio Grande do Sul irá cumprir um importante papel de interlocução entre o setor e a cadeia produtiva, compartilhando informações e responsabilidades, além de auxiliar o Governo no direcionamento de políticas públicas.

A instalação da Câmara Temática ocorreu no campus da Universidade de Caxias do Sul (UCS) de São Sebastião do Caí, no último dia 24, reunindo os produtores e representantes de instituições ligadas direta ou indiretamente à produção e a comercialização de olericultura.
Segundo o supervisor regional da Emater, Marcelo Brandoli, a demanda pela criação da câmara é proveniente de uma série de diagnósticos realizados pelo Colegiado de Desenvolvimento Territorial (Codeter), nas microrregiões de Salvador do Sul, Bom Princípio e Montenegro. Pela Ceasa, participaram os assessores técnicos Valtair Niemeier e Ari Eloi Kohl.

Olericultura no Brasil Conforme dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Brasil conta com uma área cultivada de 771,4 mil hectares, gerando de três a seis empregos diretos por hectare e igual número de indiretos, com estimativa de oito a 10 milhões de pessoas, dependendo da olericultura. A agricultura familiar é responsável por 60% da produção. A cadeia produtiva de hortaliças é altamente diversificada, com mais de 100 espécies em cultivo comercial, mesmo assim, a maior parte da produção é concentrada em apenas cinco espécies: batata, tomate, cebola, cenoura e melancia. As regiões Sul e Sudeste concentram 75% da produção brasileira.

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