Mostra de Dorothea Wiedemann chega a Foz do Iguaçu
A partir desta quarta-feira (30) Foz do Iguaçu recebe a exposição “Dorothea Wiedemann, aqui ou em qualquer lugar”. A mostra faz parte do programa de exposições itinerantes da Secretaria de Estado da Cultura, chamado Museus Paraná. As obras integram o acervo do Museu Oscar Niemeyer (MON). A exposição fica em cartaz até 15 de dezembro de 2013 na Sala Antonio Cabral de Mendonça – Fundação Cultural, com entrada gratuita.
Dorothea nasceu em 1930, em Dresden, Alemanha. Em 1933, a família imigra para o Brasil e fixa residência na Colônia Terra Nova, em Castro. Em 1939 transfere-se para Curitiba e depois Recife, onde a jovem artista faz estudos na Escola de Belas Artes de Pernambuco.
Depois de morar em São Paulo e realizar viagens para o Rio de Janeiro, onde teve contato com a gravura em metal, aos 24 anos foi morar na Nova Guiné, onde o simbolismo da região e a cultura do povo inspiraram suas xilogravuras, aquarelas, desenhos e monotipias. De lá foi para o Japão e, de volta a Hamburgo, teve sua primeira exposição, em 1959.
Na década de 60 a artista percorreu os Estados Unidos e experimentou a litografia. Trabalhou como ilustradora para revistas e realizou diversas exposições. Em 1979, volta para Terra Nova e leciona História da Arte, Gravura e Desenho.
É possível associar esse gosto pela natureza ao material eleito pela artista para sua produção – a madeira. Poucos autores tiveram um envolvimento poético tão intenso com uma mesma técnica por tanto tempo.
Por mais de 40 anos, Dorothea explorou os limites da xilogravura. Inicialmente ela dominou a linguagem, em uma produção que dialogava com grande parte da tradição brasileira da gravura, formulada até a década de 50. A partir de meados dos anos 60, a artista atua com um maior caráter experimental, retomando temas anteriores, mas explorando, de modos diversos, cores, texturas, escalas, suportes, matrizes.
Seus trabalhos foram executados não apenas no Brasil, mas também em diversos outros países onde viveu e integram coleções de museus em Nova Guiné, Austrália, Irã, Japão, França, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Suíça, Alemanha, França, Japão e Barbados. Dorothea Wiedemann morreu em Castro (PR), em 1996.
Comentários
Postar um comentário