Setores políticos e sociais do Chile pedem para acelerar a Lei Antidiscriminação

Adital

Afirmam que o Estado chileno está em dívida em matéria de legislação contra atos discriminatórios e ressaltam a necessidade de estabelecer um sistema escolar que ofereça respeito à diversidade e a não discriminação de seus semelhantes.

Organizações sociais e políticas do Chile exigiram do Governo que agilize um projeto de lei antidiscriminação depois da morte de um jovem chileno de 24 anos, que foi brutalmente agredido por um grupo de supostos neonazistas devido a suas preferências homossexuais.

A diretora do Instituto Nacional de Direitos Humanos, Lorena Fries, reconheceu que o Estado chileno está em dívida em matéria de legislação contra atos discriminatórios.

Nesse sentido, o senador Juan Pablo Letelier pediu ao Executivo de Santiago que preste particular atenção à urgência de processar o projeto da norma que foi apresentada à Câmara de Deputados.

"Não só o caminho punitivo conseguirá pôr fim às experiências de discriminação por gênero, raça, etnia, nacionalidade, orientação sexual ou condição socioeconômica”, considerou, entretanto, Letelier.

O senador recordou a importância de estabelecer um sistema escolar que ofereça a crianças e jovens o respeito pela diversidade e a não discriminação de seus semelhantes.

Apontou que deve prevalecer "o reconhecimento que todo ser humano tem dos mesmos direitos e da mesma dignidade”.

Após 24 dias em coma induzido, na terça-feira faleceu Daniel Zamudio, o jovem chileno de 24 anos brutalmente agredido por um grupo de supostos neonazistas no dia 3 de março passado, no Parque São Borja de Santiago (capital).

Antes de deixá-lo abandonado em um parque de Santiago, seus agressores marcaram três suásticas em seu corpo com uma garrafa.

O diretor do Hospital de Urgência da Assistência Pública, Emilio Villalón, anunciou que a morte ocorreu às 19h45 locais (00h45 GMT).

Diante do fato, o porta-voz do Movimento de Integração e Liberação Homossexual, Jaime Parada, comentou que Zamudio foi uma vítima da "intolerância, da homofobia e do ódio que alguns têm cultivado” no Chile.

Parada responsabilizou o ocorrido com Zamudio e a ausência dessa legislação aos parlamentares que durante sete anos têm rechaçado a lei antidiscriminação.

"Existe um grupo de conservadores alojados no Congresso que devem uma explicação ao país”, afirmou.

A notícia é de TeleSur

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