CCJ promove debates com tribunais superiores sobre novo Código Penal
Simone Franco e Gorette Brandão
A Comissão de
Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) dá início na próxima terça-feira
(1º) a uma série de audiência públicas em torno do Projeto de Lei do
Senado (PLS) 236/2012,
que reforma o Código Penal (Decreto-Lei nº 2848/1940). O primeiro
debate deverá ser com o presidente do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), ministro Felix Fischer.
O calendário de audiências públicas foi
divulgado nesta quarta-feira (26) pelo presidente da CCJ, senador Vital
do Rego (PMDB-PB). Ele é o atual relator do Projeto de Lei do Senado
236/2012, que tramita em conjunto com o projeto de lei da Câmara (PLC 122/2006) que criminaliza a homofobia e mais 131 PLSs e 8 PLCs correlatos.
O ponto de partida dessa série de
audiências, conforme adiantou Vital, é o substitutivo do senador Pedro
Taques (PDT-MT) ao PLS 236/2012. A matéria foi aprovada, no final de
2013, por uma comissão especial de senadores encarregada de examinar a
reforma do Código Penal.
O substitutivo de Taques sugere penas
maiores para crimes contra a vida, aumenta o rol de crimes hediondos e
torna mais rigoroso o modelo de progressão de penas, impondo ao
condenado por crime mais grave uma permanência maior nos presídios. Sua
origem é um anteprojeto de lei elaborado por uma comissão de juristas
criada, em 2011, pelo então presidente do Senado José Sarney.
Tribunais superiores
O foco dos debates será, conforme
ressaltou Vital, a visão dos membros dos tribunais superiores sobre o
novo Código Penal. Depois da participação do STJ, deverão ser ouvidos,
na sequência, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o presidente
nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado
Coêlho; e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Vital também decidiu reenviar o convite
para participação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),
ministro Joaquim Barbosa, na série de audiências sobre o PLS 236/2012.
Barbosa acumula a função com a presidência do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ), mas Taques defende que o ministro fale no debate em nome
do STF, designando-se assim outro representante do CNJ para participar
das discussões.
Agência Senado
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