Mestrado profissional da Pós em Ciência da Computação promove três defesas


 
O mestrado profissional da Pós-Graduação em Ciência da Computação da UFPE realiza hoje (28) três defesas de dissertação no anfiteatro do Centro de Informática (CIn). Às 10h, Ubiracy dos Santos Rego Junior apresenta sua pesquisa “Aperfeiçoamento do mapeador de teses e dissertações da UFPE” (Resumo 1), orientada pela professora Teresa Bernarda Ludermir e coorientada pelo professor Renato Fernandes Corrêa. A banca examinadora conta com, além do professor Renato, os docentes Ricardo Bastos Cavalcante Prudêncio e Cleber Zanchettin.
Às 14h, o aluno Jefferson Ferreira Barbosa defende o trabalho “Um framework para gerenciamento de riscos em projetos ágeis de desenvolvimento distribuído de software” (Resumo 2), orientado por Hermano Perrelli de Moura. Além dele, compõem a banca os professores Alexandre Marcos Lins de Vasconcelos (CIn) e Luciana de Queiroz Leal Gomes (UEPB).
A última defesa é a de Vítor Abílio Sobral Dias Afonso, também orientado por Hermano Perrelli de Moura, sobre “Educação em gestão de projetos: uma proposta para o ensino superior brasileiro” (Resumo 3), às 17h. A banca será a mesma da defesa anterior.
Resumo 1O Mapeador de Teses e Dissertações da UFPE (MTD-UFPE) é um sistema que objetiva a recuperação de informações na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFPE e que consiste de uma interface de navegação e pesquisa utilizando mapa de documentos. Um mapa de documentos é construído com o uso de mapas auto-organizáveis (SOM). SOM é um tipo de rede neural que usa a técnica de aprendizado competitivo e têm grande potencial no agrupamento de documentos de textos similares. No sistema MTD-UFPE, o treinamento do mapa de documentos era realizado externamente, precisando-se passar os arquivos que representam os vetores documentos para treinamento através do MATLAB, tornando-se uma atividade custosa. Assim, este trabalho tem o objetivo de incorporar ao sistema MTD-UFPE um processo automático de treinamento do mapa de documentos e também implementar um método de marcação no mapa que identifique as regiões que contém os documentos resultantes das pesquisas. Visando esta automação no processo de treinamento integrou-se ao MTD-UFPE à ferramenta de código livre Java SomToolbox, desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia de Software e Sistemas Interativos da Universidade de Viena e que permite o treinamento de mapas auto-organizáveis. Foi possível obter mapas com os documentos de treinamento agrupados de acordo com a semelhança contextual e constatou-se que a ferramenta apresenta vários recursos visuais para análise dos agrupamentos. A funcionalidade de marcação das regiões no mapa que englobam os documentos das pesquisas trouxe como benefício a agilidade na navegação no sentido de localizar facilmente os documentos desejados e os correlacionados.
Resumo 2Redução dos custos envolvidos no desenvolvimento de sistemas, aspectos jurídicos e fiscais favoráveis, acesso a mercados globais, acesso a mão de obra especializada e diversidade cultural são algumas das vantagens do desenvolvimento distribuído de software (DDS) que tornam essa prática cada vez mais atraente para empresas de desenvolvimento de software. Da mesma forma, a abordagem flexível no gerenciamento de mudanças nos requisitos, a prática de aproximar o cliente do desenvolvedor e a entrega de versões utilizáveis do produto de forma mais frequente, são alguns dos pontos que têm feito crescer o interesse na adoção de práticas ágeis em projetos de DDS. A literatura mostra que um dos fatores críticos para o sucesso desses projetos de DDS é o gerenciamento de riscos. Em resumo, esse trabalho propõe um framework chamado RADS – Risco, Ágil, Distribuído, Software cujo objetivo é auxiliar o gerenciamento de riscos em projetos onde existam equipes geograficamente distribuídas, utilizando técnicas de metodologias ágeis de desenvolvimento de software. Como forma de avaliação do framework proposto, foi aplicado um questionário a profissionais com experiência em projetos de DDS e projetos que utilizam metodologias ágeis. O resultado da avaliação mostrou que o framework desenvolvido pode agregar valor ao gerenciamento de riscos nessa categoria específica de projetos.
Resumo 3A área de Gestão de Projetos (GP) cresce exponencialmente e, com isso, cria oportunidades de trabalho. Junto a essa expansão surge a necessidade de profissionais atualizados e conscientes da realidade, com habilidades e competências renovadas. Uma preparação mais detalhada e formalizada potencializa maiores chances de sucesso, caso seja efetivada. Por outro lado, em um cenário globalizado e cada vez mais competitivo, as empresas precisam buscar profissionais qualificados e experientes para gerir seus projetos. Nessa direção, a ampliação do Ensino Superior no Brasil, trouxe possibilidades de acesso à graduação e diversificou a oferta de novos cursos e modalidades. Assim, a presente pesquisa objetiva a criação de um Curso Superior de Tecnologia (CST) em Gestão de Projetos através da construção coletiva de uma proposição curricular. Para tanto, este estudo foi embasado em pesquisa quantiqualitativa, possibilitando um número maior de recursos para a operacionalização do mesmo, tendo como métodos as pesquisas bibliográfica e de campo. A primeira, por meio de fundamentação e orientação permitiu responder o ponto principal desta dissertação. A segunda constituiu-se na busca por conhecimentos, críticas e sugestões construtivas, tendo como instrumento um questionário misto direcionado a profissionais específicos de Gestão de Projetos que com seus domínios na área não só colaboraram para esta como também deram credibilidade ao responderem com propriedade. Da coleta de dados foram obtidos os insumos que nortearam o desenvolvimento da proposição curricular, ressaltando que, apesar da relevância do contributo para a Educação em Gestão de Projetos, esta proposição não se configura em uma versão definitiva, tampouco apta para a implantação, mas “apenas” uma centelha inicial promotora de reflexões, discussões e melhoramentos na área a que se destina.

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