Colóquio do Departamento de Física aborda instrumentação agropecuária


 
Será realizado amanhã (29) o colóquio “Instrumentação agropecuária, tecnologias convergentes, negócios e empresas de base tecnológica. Oportunidades ou ‘ameaças’ para a Física e Engenharias brasileiras?”. O evento, promovido pelo Departamento de Física (DF) da UFPE, será ministrado pelo pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Silvio Crestana. O colóquio ocorrerá às 16h, no auditório do DF, localizado no Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN), e será transmitido pela internet.
ResumoPretende-se abordar a importância crescente da agricultura brasileira para o Brasil e o mundo. Os temas da Economia Verde, da conciliação desenvolvimento-conservação ambiental, da resiliência de sistemas complexos e da erradicação da miséria ilustram desafios concretos de Ciência, Tecnologia, Inovação e Gestão a serem urgentemente enfrentados. Principalmente, nesta hora em que o Brasil é visto como a “bola da vez” para suprir os estoques mundiais de alimentos, fibras e energia renovável. As tecnologias convergentes (TI, Biotec, Nanotec e Ciências Cognitivas) começam a fazer grande diferença nas práticas agrícolas e nos negócios. TI e Biotecnologia já estão presentes no dia a dia do campo, assim como na agenda de inovação das empresas privadas. A próxima onda emergente é a da Nanotecnologia e das Ciências Cognitivas. Junta-se aí a Gestão e Engenharia de Sistemas Complexos na linha de frente das “ferramentas” para se lidar com sistemas de produção sustentáveis e sinergias originadas das tecnologias convergentes. Nesse cenário, a Instrumentação Agropecuária, que utiliza conhecimentos e tecnologias oriundas das Ciências Exatas, como a Física e as Engenharias, ganha cada vez mais destaque no tocante à gestão territorial, automação avançada, desenvolvimento e uso de sistemas embarcados como VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados), técnicas de imagem, robótica, inteligência artificial, dentre outros. O sistema agropecuário nacional (produção, comercialização e inovação) passa por fortes e rápidas mudanças, com seletiva concentração empresarial e verticalização. Uma certa “avalanche” de empresas de base tecnológica (“start-ups”), baseadas em TI e Biotecnologia, a maioria de origem estrangeira, estão se instalando em algumas regiões do Brasil, onde o agronegócio é importante e há “hub” de produção de conhecimentos e tecnologia. Tudo indica que tal movimento deverá se expandir incorporando avanços e aplicações advindas da nanotecnologia. Esse contexto remete as instituições públicas e privadas à redefinição de seus papéis, no tocante à preparação de profissionais e ação empreendedora para os novos mercados e “megatendências” que se vislumbram no horizonte próximo. O fortalecimento ou desaparecimento de tais instituições parece estar diretamente condicionado à construção imediata de estratégias de sucesso ou não, de médio e longo prazo.

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