Indústria retoma confiança na economia
Depois de permanecer em queda por
cinco meses seguidos, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) cresceu
1,2% em novembro, passando de 97,8 para 99 pontos, a mesma marca do
último mês de agosto. Apesar dessa elevação, o otimismo do setor ainda
está abaixo da média histórica (103,6 pontos).
Os
dados são da pesquisa Sondagem da Indústria de Transformação, feita
pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas
(FGV), que avalia a percepção dos empresários do setor sobre a economia
mês a mês levando em consideração os resultados trimestrais. A melhor
evolução ocorreu no quesito Índice da Situação Atual (ISA), com elevação
de 1,8% e 99,9 pontos ante 98,1.
Também
foi positivo o sentimento em referência ao Índice de Expectativas (IE),
que atingiu 98,1 pontos ou 0,6% acima da medição passada (97,5 pontos).
O relatório técnico da FGV pondera que “o período de sucessivas quedas
de confiança pode ter ficado para trás”. Pelas estimativas dos
economistas da fundação, a indústria deve apresentar melhora no
desempenho na virada do terceiro para o quarto trimestre. Eles lembram,
no entanto, que o ritmo de atividade ainda está entre fraco e moderado.
O
levantamento, que envolveu consultas a 1.241 empresas no período entre
os dias 4 e 22, mostrou maior satisfação quanto às possibilidades de
crescimento da demanda tanto no mercado interno quanto no nível de
encomendas fora do país. O indicador de satisfação subiu 3,8%, ao
atingir 99 pontos, a maior marca desde junho.
Do
total de entrevistados, 13,9% classificaram como forte o nível de
demanda, parcela acima da anterior (13,3%). Paralelamente, caiu de 17,9%
para 14,9% a proporção dos que consideraram o nível fraco.
Quanto
à intenção de contratar mais empregados, o índice cresceu 2,6%,
alcançando 107,1 pontos, o melhor nível desde junho. Subiu de 14,8% para
20,6% a parcela de empresas que pretendem ampliar o quadro de
empregados e aumentou de 10,4% para 13,5% as companhias com previsão de
fazer cortes.
O
nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) teve leve elevação,
superando em 0,2 ponto percentual a apuração anterior. O número passou
de 84,1% para 84,3%, a maior marca desde o último mês de julho.
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