Professores de faculdades particulares ameaçam entrar em greve a partir do próximo dia 6
Os professores do ensino superior de Curitiba e região metropolitana ameaçam entrar em greve no próximo dia 6 de outubro, caso as entidades não aceitem a proposta de reajuste de 12% apresentado pela categoria. De acordo com o vice-presidente do sindicato da categoria (Sinpes), Valdyr Arnaldo Lessnau Perrini, a categoria está sem reajuste há 19 meses. “Está havendo muita falta de consideração por parte dos empregadores e se eles não vierem para a mesa de negociação, vamos deflagrar a paralisação”, afirmou.
Os professores pedem um reajuste salarial de 12%, enquanto que o Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe-PR) ofereceu 6,63%. Segundo Perrini, recentemente foi oferecido aos outros servidores das instituições um reajuste de 7% e de 15% no piso salarial. “A categoria ficou muito indignada com as empresas, já que nem uma oferta igual eles fizeram”, disse.
A gota de água, segundo o vice-presidente do Sinpes, foram algumas aparições do presidente do Sinepe afirmando que a alta nas mensalidades seria culpa do salário dos professores. “Nosso piso está congelado desde fevereiro de 2011 e ele dá entrevistas falando isso. Nós até nos propomos a fazer reajustes menores nas instituições que possuem maior dificuldade, mas está complicado”, afirmou.
Hoje o salário base de um docente é de R$ 15,87, que somados ao descanso semanal remunerado e as horas-atividade chegam ao valor de R$ 20,74. “Temos que deixar claro que estamos tentando negociar, hoje o advogado do Sinepe já me procurou e parece que eles vão voltar a negociar na semana que vem, mas são não cumprirem o que pedimos podemos sim entrar em greve”, concluiu.
Ao todo a categoria reúne 6 mil docentes de 58 instituições, sendo que as maiores são a PUC-PR, a Universidade Positivo, a Universidade Tuiuti e a Unicuritiba.
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