Lançado em Fortaleza o Mapa da Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil

Foi lançado no dia 16 de março, no auditório da Reitoria da UFC, em Fortaleza, o Mapa da Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil. Segundo informações da página eletrônica do mapa - http://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/ , seu objetivo maior é apoiar a luta de inúmeras populações e grupos atingidos/as em seus territórios por projetos e políticas baseadas numa visão de desenvolvimento considerada insustentável e prejudicial à saúde. Nesse sentido, busca socializar informações, dar visibilidade a denúncias e permitir o monitoramento de ações e de projetos que enfrentem situações de injustiças ambientais e problemas de saúde em diferentes territórios espalhados pelo país. O mapa é resultado de um projeto desenvolvido em conjunto pela Fiocruz e pela Fase, com o apoio do Departamento de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde.
Atualmente, o mapa traz informações sobre 176 casos de conflitos que se desenrolam em áreas urbanas, campos, florestas e zonas costeiras do país. Os conflitos foram levantados tendo por base principalmente as situações de injustiça ambiental discutidas em diferentes fóruns e redes a partir do início de 2006, em particular a Rede Brasileira de Justiça Ambiental - www.justicaambiental.org.br . Cada conflito é apresentado através de informações detalhadas, incluindo populações atingidas, danos causados, uma síntese resumida, uma síntese ampliada e as fontes de informação utilizadas.
Um aspecto importante é que o trabalho de coleta de dados sobre situações de injustiça ambiental está apenas começando. Diretamente na seção Fale Conosco da página, podem ser encaminhadas denúncias de novos casos e novos dados sobre os conflitos já apresentados. No lançamento estiveram presentes representantes de algumas das 18 comunidades cearenses vítimas de racismo ambiental que tem seus casos relatados no mapa. Entre eles estavam: a comunidade do Cumbe (Aracati), vitimada por projetos de carcinicultura; o povo Tremembé (Acaraú), vítima da apropriação da zona costeira pelo agronegócio e o turismo internacional; e o povo Anacé, desrespeitado e expulso de seu território para construção do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Lucimeire Callandrini, do Titanzinho, comunidade de Fortaleza que está sendo ameaçada com a possibilidade de construção de um estaleiro, também participou do lançamento e foi convidada a relatar o caso da comunidade para sua inclusão no mapa.
As discussões sobre racismo ambiental seguiram ontem (17) e hoje (18) por ocasião da 1ª Oficina de Combate ao Racismo Ambiental no Nordeste, realizada pelo GT de Racismo Ambiental da Rede Brasileira de Justiça Ambiental. Participam representantes de comunidades do Ceará, Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte, no Condomínio Espiritual Uirapuru.


CONTATO: Cristiane Faustino – Instituto Terramar (85) 8837 7665 http://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/

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