Economia intangível será tema de próximo congresso internacional de Direito e sustentabilidade
Professor Juarez de Freitas, um dos mais eminentes juristas brasileiros, assegurou que as políticas públicas não poderão mais ser implantadas no modelo analógico tradicional. "Devemos migrar para o formato digital"
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| Considerado um dos mais eminentes juristas brasileiros, o professor Juarez Freitas (UFRGS e PUCRS) fez o pronunciamento que encerrou o VIII Congresso Internacional de Direito e Sustentabilidade, realizado no início de novembro, na PUCPR, em Curitiba. Destacou que a sustentabilidade é um princípio constitucional, de caráter vinculante, o qual tem o condão de modificar profundamente o modo de conceber e significar todos os ramos do Direito. O professor reforçou o caráter multidimensional da sustentabilidade. “Ela é jurídico-política, ética, social, econômica e ambiental. A sustentabilidade não se coaduna com a crença no crescimento material como fim em si. Deve estar indissoluvelmente associada ao bem-estar duradouro, prescreve que o progresso material não pode sonegar o imaterial, implica na prática da equidade intergeracional e requer uma cidadania ecológica e ativista do bom desenvolvimento”. O professor fez questão de colocar em pauta o assunto da nona edição do congresso, que será realizado em 2019. Ao fazer um resumo das abordagens do evento deste ano, assinalou que com certeza o tema para o próximo congresso será aquele que envolve a economia intangível e a era digital, com viés para as práticas sustentáveis do futuro dentro dos princípios social, econômico, ético, jurídico, político e ambiental. Ressaltou que as políticas públicas não poderão mais ser implantadas no modelo analógico tradicional. “Devemos migrar para o formato digital”, assegurou o professor. Para ele, elaborar um Direito Público que trate de serviços públicos digitais e revisar todas as suas categorias tendo em vista o fato de que a economia do século XXI, a digital. Portanto, de acordo com Juarez Freitas, “vamos pautar as grandes inovações disruptivas do Século XXI e colocar o Direito como um todo, como um sistema jurídico tendo em vista uma finalidade superior que é o desenvolvimento sustentável e uma economia em transição para se tornar predominantemente intangível”, asseverou. O VIII Congresso Internacional de Direito e Sustentabilidade foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Altos Estudos de Direito Público – IBRAEDP e o Programa de Pós-Graduação em Direito de diversas universidades, com apoio do Instituto Paranaense de Direito Administrativo – IPDA. | |
Tecnologias aplicadas à segurança pública garantiram a estabilidade da redução da criminalidade em 2021 no Pará
Centro Integrado de Comando e Controle, câmeras de reconhecimento facial e veiculares são alguns recursos do que vêm sendo utilizados no estado Foto: Bruno Cecim / Ag.Pará De forma inédita, o Pará reduziu a criminalidade violenta por dois anos consecutivos, alcançando reduções de 30% e 20%, nos anos de 2019 e 2020, respectivamente, ao compararmos com o ano de 2018, sendo destaque com a maior queda de crimes em todo o Brasil. Em 2021, o desafio se fez ainda maior: permanecer garantindo a paz social aos cidadãos e combatendo a violência. Para isto, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) somou recursos tecnológicos aos esforços humanos que já vinham sendo empregados e ocasionando excelentes resultados. O maior deles foi a entrega do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) que reúne o que há de mais moderno se tratando em segurança pública no país. O investimento em tecnologia no local inclui três vídeo All de alta definição - o maior com 16 mon...
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