Pacientes do Hospital do Idoso fazem trabalhos artísticos para a Páscoa


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Neste mês de abril, os pacientes do Hospital do Idoso Zilda Arns estão desenvolvendo atividades de terapia ocupacional com temas de Páscoa. Pintura, desenhos, recortes, dobraduras: exercícios que estimulam a coordenação motora e ajudam na quebra da rotina hospitalar.
O serviço de terapia ocupacional restabelece a independência e a funcionalidade do paciente, respeitando seus limites. Por meio da adaptação do ambiente e de utensílios do uso cotidiano, estima a readaptação aos movimentos que foram perdidos ou limitados em razão da doença.
O aposentado Pedro Fortunato Fogaça, de 69 anos, está há dois meses na Unidade de Terapia Intensiva. Ele está produzindo uma cesta de Páscoa que será entregue à esposa. Embora apresente restrições de movimentos, em razão da doença neurodegenerativa, Fogaça trabalha com dedicação para finalizar o presente.
Dia após dia, com supervisão da terapeuta ocupacional, ele recorta as partes da cesta, trabalha nas dobraduras e também na pintura da peça. “As atividades ajudam o paciente a manter as habilidades motoras que tendem a ser prejudicadas pela doença e, o fato de trabalhar em algo que tem um significado especial, o mantém motivado”, diz a terapeuta ocupacional Andressa Chodur.
A dona de casa Vera Lucia do Rocio Ruttas, de 62 anos, escolheu a pintura para mudar sua rotina no hospital, que se estende por dez dias. “É muito bom para ocupar a mente, senão passaria o dia todo deitada assistindo à televisão”.
Além da atividade lúdica, o desenho foi indicado para melhorar a coordenação motora da paciente durante a internação, pois os medicamentos usados para tratar o problema pulmonar causavam tremor. “O trabalho manual estimula a coordenação fina, habilidade necessária para movimentos de precisão”, explica Andressa.
Vera Lucia exibe com orgulho o desenho do coelho da Páscoa que pintou e planeja usá-lo para presentear o neto João Vitor, de 5 anos. Roseli Pereira Lara, de 63 anos, vizinha de leito de Vera, relata que os desenhos a ajudaram a lembrar dos bons momentos e das amizades que fez no hospital. “Enquanto a gente está desenhando parece que a ansiedade diminui e o tempo passa mais rápido”, disse.

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