Santa Catarina registra queda de homicídios dolosos no comparativo entre
2011 com 2010
Florianópolis,
Florianópolis - O número de homicídios dolosos em Santa
Catarina caiu 2,08% no comparativo entre 1º de janeiro a 23 de dezembro e
o mesmo período de 2010. . Este ano foram atendidos a 848 assassinatos no
Estado contra 866 no ano passado.
A taxa de homicídios por grupo de 100 mil habitantes é de 13,57%. Já o
índice de resolução dos crimes chega a 60,61% com destaque para a Capital,
onde esse número alcança 81,32% de esclarecimento. Dos 91 homicídios
registrados pela Delegacia Especializada da Capital, 74 foram esclarecidos
com a prisão dos autores, os demais continuam em investigação.
De acordo com os números divulgados, os autores dos crimes são, de forma
exponencial, do sexo masculino, com idade entre 18 e 24 anos, e apresentam
antecedentes criminais. Já as vítimas apresentam perfil semelhante a
este – homens, com idade entre 18 e 24 anos com antecedentes. Ainda
segundo o documento, o crime de homicídio em Santa Catarina é cometido,
expressivamente, por arma de fogo, tendo como motivação a desavença e o
tráfico de drogas, além de acontecerem, em sua maioria, em via pública e
de forma secundária na residência da vítima.
Para o secretário da Segurança Pública, promotor de Justiça César Augusto
Grubba, os registros de homicídios, como em regra os crimes com violência
contra a pessoa, têm apresentado aumento estatístico em todo o Brasil. “Ao
compararmos com os números de uma década atrás, este crescimento é ainda
mais significativo, inclusive em Santa Catarina, embora em nosso Estado
com um impacto bem menor”, analisa.
O Mapa da Violência 2012, estudo feito pelo Instituto Zangari e
recentemente divulgado, coloca Santa Catarina na 27ª posição do ranking
nacional com a menor taxa de homicídios no país por grupo de 100 mil
habitantes. Enquanto Alagoas registrou em 2010 uma taxa de 66,8% mortos
por 100 mil, Santa Catarina teve 12,9%. “Isto significa que estamos no
caminho certo com nossas políticas de segurança pública, pois estamos
concentrando os esforços de nossas polícias para a estabilização destes
números e depois a redução gradual a patamares de normalidade”, assinala
Grubba.
Os estudos e análises sobre homicídios em Santa Catarina confirmam que a
maior parte dos homicídios envolvem indivíduos com antecedentes criminais,
seja na condição de suspeito, autor ou vítima. “O fenômeno da reincidência
delitiva é fator preponderante para o aumento dos crimes de homicídios”,
esclarece o secretário. Em paralelo correm outros fatores igualmente
relevantes, tais como o uso e o tráfico de entorpecentes, sobretudo em
decorrência da expansão desenfreada do consumo de crack. Há outros fatores
que contribuem para essa reincidência como, por exemplo, desagregação
familiar, crescimento urbano desordenado, favelização, aumento
populacional, baixa escolaridade, déficit habitacional.
Segundo Grubba, em 2011 as forças de segurança atuaram fortemente sobre
áreas de risco e exerceram papel fiscalizador determinante no combate aos
crimes de tráfico e de porte de armas. “Fizemos mais de 11 mil prisões em
flagrante em todo o Estado e foram apreendidas até a presente data pouco
mais de 2 mil armas. Empreendemos algumas operações especiais, focadas em
crime organizado, por intermédio de forças-tarefas da secretaria da
Segurança Pública, e que apresentaram excelentes resultados, com prisão e
destituição de quadrilhas envolvidas com roubos a banco, roubos a
residência, explosão de caixas eletrônicos, tráfico de drogas e
homicídios. Estas ações tem feito alguma diferença no nosso programa de
redução de danos em taxa de homicídios”, concluiu o secretário
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