domingo, 13 de dezembro de 2015

Operação UFRAP combate crimes cibernéticos no DF e no Goiás

Brasília/DF - A Polícia Federal deflagrou hoje, 10, a Operação UFRAP, com o objetivo de combater diversos pessoas que suspeitas de crimes cibernéticos na região do Distrito Federal e Goiás. Desde as primeiras horas da manhã estão sendo cumpridos 8 mandados de busca e apreensão em residências de pessoas investigadas  por  fraudes bancárias, disseminação e armazenamento de pornografia infantil, invasão de sistema de votação, todos os delitos praticados por meio da rede mundial de computadores.
As equipes de policiais federais realizam buscas em em Brasília/DF (Taguatinga, Águas Claras e Lago Norte), Valparaíso/GO, Luziânia/GO, Rialma/GO e em Goiânia/GO com a finalidade de apreender provas, bem como visando à descapitalização e recuperação do dinheiro furtado mediante arresto de bens autorizados judicialmente.
Um dos alvos da Operação é uma quadrilha especializada em fraudes bancárias, os integrantes do grupo falsificavam documentos junto a instituições bancárias, a partir do que conseguia obter a liberação da senha de internet. De posse dessa senha, invadia a conta do cliente do banco e efetuava transferências de valores para contas de laranjas em diferentes localidades, onde o dinheiro era sacado, consumando a fraude.
Em relação ao crime de invasão e fraude do sistema de votação, refere-se às eleições do Conselho Federal de Psicologia (CFP) de 2013. O fato, de competência da Polícia Federal, ocorreu no dia 26 de agosto de 2013 e as suspeitas recaem sob um dos candidatos que concorreram ao cargo de Presidente daquelas eleições. Conforme apurado, após acessar o sistema de informações do CFP disponível na rede mundial de computadores, o suspeito efetuou seu próprio voto, às 08h28, e, em seguida, mediante falsa identidade, modificou ou alterou o voto de outros vários psicólogos, com o objetivo de vencer as eleições do CFP em 2013.
Além desses delitos cibernéticos, a Polícia Federal também cumpre um mandado de busca e apreensão nesta data contra um sujeito que se fazia passar por policial federal na região de Valparaíso/GO. Foram apreendidos todos os bens que indicavam uso ilegal de símbolos da Polícia Federal. A pena prevista para o crime de uso indevido de símbolos da Administração Pública é de dois a seis anos de reclusão.
Os crimes investigados estão previstos nos art. 155, §4º, II, do Código Penal (pena de reclusão de 1 a 4 anos e multa), Art. 288 do Código Penal (pena de 1 a 3 anos de reclusão), Art. 241-A (reclusão de 3 a 6 anos e multa) e 241-B (reclusão de 1 a 4 anos e multa), do Estatuto da Criança e do Adolescente e art. 313-B, p. único do Código Penal (4 a 32 meses de detenção e multa) e art. 307, do Código Penal (detenção de três meses a um ano e multa). Com as ações de hoje, a Polícia Federal sinaliza para a população que os crimes praticados na rede mundial de computadores serão combatidos com rigor e os responsáveis submetidos ao Poder Judiciário, para o fim de responsabilização devida.
*O nome UFRAP é um acrônimo das iniciais dos crimes investigados: Uso indevido de símbolo da PF, Fraude bancária e Pornografia Infantil.

Operação Sin Fronteras
Os mandados contra pessoas investigadas pelos crimes de pornografia infantil na Internet fazem parte de uma ação maior, trata-se de uma operação transnacional contra o armazenamento e a distribuição desse material. A Operação, sob a coordenação da INTERPOL em Buenos Aires, envolve outros 14 países (Argentina, Chile, Colombia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Espanha, Estados Unidos e Uruguai), e recebeu o nome de “SIN FRONTERAS” (“SEM FRONTEIRAS”). No Brasil estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, sendo 2 no Distrito Federal.

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