sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Santa Helena, no Paraná, contrata catadores e pagará pelo serviço de triagem.

Colaboradores: Secom/Santa Helena
Cidade participa do programa ambiental Cultivando a Água Boa
O município de Santa Helena se tornou uma referência dentro da Bacia do Paraná III sobre coleta seletiva, separação e destinação do material reciclável. A cidade já realiza o serviços de coleta seletiva e dá suporte na recolha do material com transporte, operador de caminhão, além da parte administrativa. A partir de agora irá pagar pelo serviço de separação envolvendo cerca de 40 famílias de catadores de materiais recicláveis, fato inédito na região e inovador.
O município foi o primeiro a assinar o contrato de serviços prestados com os catadores, a partir do Programa de Coleta Solidária da Itaipu Binacional.
O evento aconteceu durante essa quinta-feira (13), na Câmara Municipal de Vereadores.
Na oportunidade a superintendente regional do Instituto Ambiental do Paraná, escritório de Toledo, Maria Glória Genari Pozzobon entregou a liberação ambiental para o funcionamento da Usina de Reciclagem de Santa Helena.
O MNCR participou ativamente para concretizar a parceria por meio de mobilização de Comitês de Catadores na região, além de formações com catadores e sensibilização de parceiros locais.
De acordo com Nelton Friedrich, Santa Helena cumpre com dois objetivos principais que é a sustentabilidade e a reutilização do material cuidando do meio ambiente e inclusão social.  “Esse é o momento que podemos avaliar o quanto conquistamos na qualidade de vida, autoestima para uma categoria que hoje envolve mais de 800 mil pessoas. Os catadores são extraordinários atores ambientais. O município de Santa Helena está tendo uma posição de vanguarda no processo e merece aplausos”, reforça o diretor.
O prefeito de Santa Helena, Jucerlei Sotoriva, diz estar feliz e satisfeito com todas as ações realizadas na Usina de Reciclagem e principalmente a valorização dos agentes ambientais no pagamento do trabalho que realizam no município. “É a valorização do trabalho prestado pelos agentes passando a pagar pela tonelada recolhida. Em Santa Helena são recolhidos 70 toneladas por mês de material reciclável, da qual beneficia 40 famílias. O catador é o mais importante no processo que transforma o lixo e oportuniza a reutilização”, reforça
Reciclômetro
Na oportunidade também aconteceu à formação dos agentes ambientais e o lançamento do reciclômetro. Uma proposta dentro do Programa Cultivando Água Boa/Coleta Solidária que mostrará através de equipamentos o quanto é reciclado nos municípios, quantas famílias beneficiadas, quantas toneladas recolhidas e reutilizado. “Esse é um trabalho para refletir sobre o nosso lixo de cada dia. Não precisamos tanto lixo. São cerca de 40 mil quilos de lixo por segundo produzido pelas pessoas. A sociedade precisa contribuir para reduzir a geração de resíduos de lixo, separar o lixo para que possa ser reutilizado”, finaliza.
Contêiners
Para facilitar ainda mais a recolha e principalmente a separação do lixo, a Administração Municipal de Santa Helena adquiriu contêiners que serão distribuídos nas quadras da cidade e do interior. Um será destinado para o alojamento do material reciclável e outro para o lixo orgânico.  “É a forma como se importamos uns com os outros e fortalecemos laços. Com os contêiners será separado o lixo para termos uma cidade bonita e organizada de forma permanente, além de facilitar o trabalho dos catadores”, lembra.
O presidente da Associação dos Agentes Ambientais de Santa Helena, Valdevino Lazarotto, enaltece a parceria com a Itaipu Binacional e Administração Municipal. “É a realização de um sonho. Muitas associações gostariam de fazer esse convênio e isso foi possível em nosso município pela visão do prefeito Juce. A Usina de Reciclagem de Santa Helena é exemplo para outros países e estados. O objetivo é alcançar 100 toneladas por mês de lixo separado e chegar até 45 famílias trabalhando. Hoje nos sentimos valorizados” finaliza o presidente. 

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