terça-feira, 4 de agosto de 2015

Combater PCC é prioridade de grupo especial do MP de São Paulo, diz promotor



Na visão do promotor, o combate ao PCC deve ser feito não só com apreensão de drogas, mas principalmente por meio de apreensão de bens móveis e imóveis adquiridos com o tráfico de drogas, para cortar as fontes de financiamento e as bases de atuação do grupo. Para ele, a legislação deve conseguir de forma mais qualificada facilitar e agilizar essa apreensão. O promotor relata que os integrantes do PCC não temem a pena de prisão. “É uma empresa do crime, eles temem a perda de patrimônio”, salientou.O promotor de Justiça e secretário executivo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, Marcio Friggi de Carvalho, destacou que o combate à organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) é pauta prioritária do Gaeco do estado. Segundo ele, o PCC atua principalmente com tráfico de drogas, inclusive fora do Brasil, sendo os homicídios, por exemplo, apenas instrumentais.
O promotor de Justiça e secretário executivo do Gaeco do Ministério Público de Minas Gerais, Marcelo Mattar Diniz, afirmou que em seu estado o tráfico de drogas e roubos de cargas são os principais crimes a serem combatidos pelo Gaeco. Conforme ele, o PCC também atua no estado, controlando os presídios.
Os promotores participam de audiência pública da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Eles responderam a questionamento do presidente da Subcomissão de Combate ao Crime Organizado, deputado Moroni Torgan (DEM-CE), que perguntou sobre os principais crimes organizados nos dois estados. “Sabemos que tem uma organização criminosa mandando no tráfico, mandando nos presídios, e parece que o Judiciário e a sociedade têm medo de enfrentar”, ressaltou.
A audiência ocorre no plenário 6.

Reportagem - Lara Haje
Edição - Daniella Cronemberger

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