sábado, 4 de julho de 2015

Praça do redondo é tema de audiência pública

A Prefeitura de Apucarana quer encontrar uma solução definitiva para a Praça Interventor Manoel Ribas (Praça do Redondo). E, com o objetivo de discutir amplamente o assunto e de coletar sugestões, promove uma audiência pública hoje (2/7), às 19 horas, na Câmara Municipal de Vereadores. Mesmo após ter recebido diversas melhorias, incluindo um sistema de iluminação mais eficiente, o espaço sofre com vários problemas. O principal deles é o “povoamento” da área por andorinhas e o consequente mau cheiro exalado por suas fezes.

A praça foi reformada e inaugurada em 14 de setembro de 2008, à véspera da eleição municipal. Na obra o ex-prefeito Valter Pegorer financiou R$ 759 mil junto à Agência de Fomento do Paraná. O município já pagou R$ 1.087.334,56 e ainda restam algumas prestações para liquidar o financiamento de 8 anos.
O prefeito Beto Preto afirma que a audiência pública busca garantir a efetiva participação popular nas decisões do poder público municipal. “Convocamos os interessados e a população como um todo para participar dessa discussão, que visa fazer uma análise da situação atual, a apresentação de propostas por parte da Prefeitura e especialmente o recebimento de sugestões para uma revitalização deste espaço”, assinala Beto Preto.As manifestações poderão ser por escrito ou feitas oralmente durante a audiência pública. Beto Preto lembra que a Prefeitura vem fazendo diariamente a limpeza da praça, bem como promovendo periodicamente mutirões de serviços na tentativa de melhorar as condições de uso do espaço. “Infelizmente, essas ações não tem surtido efeito esperado. A praça necessita de uma intervenção mais profunda e queremos que todos os cidadãos apucaranenses se manifestem sobre o tema”, reforça Beto Preto.Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Ewerton Pires, o uso urbano da “Praça do Redondo” está comprometido, sendo inviável nas condições atuais para manifestações de cunho artístico, cultural ou recreativo. “Além da questão do mau cheiro, é um espaço que está degradado visualmente e paisagisticamente, apesar de ter sido revitalizado em 2008. Tudo isso tem afastado as famílias do local”, avalia.Além da comunidade em geral, o objetivo da audiência pública é receber sugestões dos principais públicos de interesse, especialmente o comércio e moradores do seu entorno. “A intenção é juntar todas as sugestões e chegar a uma proposta final de intervenção capaz de resolver os conflitos existentes, sejam ambientais, de circulação de pessoas, de fluidez do trânsito e de uso do espaço”, frisa Ewerton.A arquiteta Carolina Zanchin de Oliveira, do Idepplan, adianta que o órgão já está pesquisando e trabalhando, avaliando conceitos e modelos utilizados em outros centros urbanos. “A princípio o que buscamos é um espaço mais acolhedor, revendo os aspectos urbanísticos e valorizando o caráter cultural, tornando a praça mais funcional e agradável”, argumenta a arquiteta.
O secretário de meio ambiente, Ewerton Pires, adianta que alguns temas deverão emergir naturalmente. “Um deles é a questão do paver, que é muito poroso e facilita a impregnação de fezes das aves. Tem ainda a questão das árvores que atraem as aves, e a adequação ou não da fonte, além do tipo ideal de iluminação para a praça”, assinala Pires.

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