sábado, 4 de julho de 2015

Arrozeiros apresentam problemas do setor ao Ministério da Agricultura 
 
 
Com o objetivo de buscar soluções para conter a crise de preços do setor arrozeiro, representantes de entidades estiveram em Brasília conversando com integrantes do Ministério da Agricultura para debater a situação dos produtores do grão. Entre os temas em pauta estiveram a renegociação junto às instituições financeiras em relação à tomada de recursos em safras anteriores. Os dirigentes foram recebidos pelo secretário de Política Agrícola da pasta, André Nassar.
Segundo o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, a mensagem que os arrozeiros queriam transmitir de que o setor não vive um bom momento foi elucidada. Informa que o ministério disse que estaria trabalhando junto aos bancos no sentido de facilitar as renegociações. "Isto é algo momentâneo do mercado e que precisamos diminuir a oferta para chegarmos a uma estabilidade e posterior aumento dos preços. Eles se comprometeram a se empenhar de conseguir os alongamentos sobre a renegociação de 2013 com o objetivo de dar mais serenidade ao mercado para que os produtores possam negociar melhor o produto", salienta.
Sobre o preço mínimo, foi ratificada a posição de que os números foram estudados junto ao setor e as entidades e enfatizada discordância com o valor de R$ 29,68 estabelecido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ficando aquém da média levantada pelo órgão junto aos produtores durante o mês de março. "Eles ratificaram o posicionamento de que não iriam reconsiderar este valor. A imagem que a Conab passou para nós foi de uma total falta de transparência. Analisando a tabela que eles divulgaram, não era aquela que as entidades que haviam validado. Apontamos falhas claras sobre metodologias que não estavam corretas", explica Dornelles.
Apesar de um endurecimento por parte do governo em relação aos números, O presidente da Federarroz salienta que ainda há a expectativa de mudança nestes números já que não foram votados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Uma audiência pública na Câmara dos Deputados será realizada dia 8 de julho para debater o assunto do preço mínimo e custos de produção do arroz. Além da Federarroz, participaram da reunião representantes do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), parlamentares gaúchos e catarinenses e representantes dos produtores.

Nestor Tipa Júnior

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