sexta-feira, 26 de junho de 2015

Políticas públicas auxiliam trabalhadora em situação de rua em Apucarana

Com a carteira de trabalho assinada e a passagem de ônibus para a capital paulista em mãos, a trabalhadora Lourdes Aparecida Oliveira, embarca segunda-feira (29/06) para o seu novo emprego fixo após um ano e meio de muita procura. Na bagagem, além de muita superação e um serviço como auxiliar de cozinha mediante intermediação da Agência do Trabalhador de Apucarana, a senhora de 57 anos de idade, que tem formação técnica em enfermagem e duas especializações na área de cuidado com os idosos, leva muita gratidão pelo suporte humano que encontrou nas políticas públicas viabilizadas pela Prefeitura de Apucarana.


A trajetória de Lourdes na cidade teve início há cerca de 18 meses, quando veio de São Paulo a procura de uma nova vida. “Vim com uma reserva em dinheiro e me hospedei num hotel. Com o passar do tempo, como só consegui remunerações temporárias, o recurso foi acabando e foi aí que me vi em apuros”, relata.

Desempregada, ela encontrou o suporte que precisava junto ao
Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro Pop). “A partir de então comecei a ter o suporte que eu necessitava. Acredito muito em Deus e ele colocou anjos no meu caminho”, considera Lourdes.
Todas as manhãs, ao sair do Centro POP, a primeira parada era a Agência do Trabalhador Apucarana. “A historia da Dona Lourdes cativou e emocionou a toda nossa equipe. Ela é uma batalhadora e não se entregou às adversidades que a vida lhe impôs, inclusive no campo pessoal”, relata Lucas Leugi, gerente da Agência. De acordo com ele, a recolocação de Lourdes no mercado foi como ela sonhava.

“A contratante é de Apucarana e tem negócios em São Paulo (sua região de origem), por isto anunciou as oportunidades de emprego para o seu restaurante na nossa agência. Lá, a dona Lourdes vai ganhar o seu salário limpo, uma vez que além de alojamento, terá alimentação sem nenhum custo. Estamos bastante contentes com este desfecho”, comenta Leugi.

Ao falar da sua situação de desabrigo, Lourdes confessa que além da procura de um emprego com carteira assinada, suas idas à Agencia do Trabalhador em outros horários no decorrer do dia também tinham como meta o café com pão servidos no local. “Muitas vezes caminhava o dia todo a procura de trabalho e não tinha sequer dinheiro para comprar alimento. Era o lanche da agência que me socorria”, fala agradecida.

Ela também faz questão de enviar uma mensagem à sociedade, para que olhem mais profundamente para os atendidos por abrigos. “As pessoas devem se despir de pré-conceitos, no Centro POP por exemplo, não estão somente pessoas com problemas com o álcool ou outras dependências químicas, que também são encaminhados para ajuda e merecem respeito da sociedade, mas pessoas como eu, que por motivos diversos encontraram diversidades na vida”, relata Lourdes.

Apesar das dificuldades profissionais, ela finaliza dizendo que vai levar Apucarana no coração. “Sou muito grata a todas as pessoas que me ajudaram aqui”, disse. Viúva e sem filhos, os únicos parentes de Lourdes em São Paulo são primos, os quais diz não ter muito contato.

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